Making the functional beautiful

using a vintage saucer as a soap dishfoolproof Portuguese Caramel Flan recipe by Constanca Cabral — in English and Portuguesequince paste (marmelada) by Constanca Cabral

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O que é que todas estas imagens têm em comum? Loiça antiga comprada em feiras da ladra e lojas de caridade!

Admito que não sou (e não me parece que alguma vez virei a ser) uma pessoa totalmente desapegada das coisas materiais. Não é que lhes confira um valor desmedido, ou que goste de acumular só por acumular… não é isso. É, sim, um desejo profundo de rodear-me de objectos que, para além de funcionais, sejam também esteticamente apelativos. Para mim, é importante que a minha casa reflita os meus gostos e as minhas vivências. Os objectos que povoam os nossos dias não são apenas coisas. Não são apenas cacos. Acompanham os nossos rituais diários, são companheiros de viagem. Como tal, merecem a nossa consideração.

Sou especialmente parcial a objectos antigos, porque tudo neles me encanta e me transporta: o toque, as cores, os padrões, a forma, as memórias, as histórias. De entre todas as velharias e antiguidades que ainda circulam por lojas e mercados de segunda mão, há três categorias a que não consigo resistir: livros, panos e loiças. Também gosto de móveis, mas convenhamos que não se compra mobília com a mesma ligeireza com que se compra um prato, um livro ou uma toalha… Os objectos antigos não são anónimos. Fazem parte de um ciclo: passado, presente, futuro. Hoje são nossos, mas já pertenceram a alguém e, futuramente (se não se estragarem entretanto), habitarão a vida de outra pessoa. Contam-nos histórias de quem os produziu e de quem os comprou. Através deles podemos vislumbrar os gostos de uma certa época, até as aspirações de um determinado povo.

Voltando à loiça antiga: nem toda ela tem de ser reverenciada e guardada em armários com portas de vidro. Estas peças que vou comprando foram concebidas como objectos de uso quotidiano, e é assim mesmo que as encaro. Tenho cuidado com elas, claro, e tento que os meus filhos aprendam a tratar destas coisas com delicadeza, mas prefiro pô-las a uso, mesmo correndo o risco de perder algumas, do que mantê-las guardadas e não tirar qualquer partido delas.

Beber um café num copo de plástico é o mesmo que bebê-lo numa chávena antiga de porcelana? A meu ver, não. Acho que o receptáculo que usamos tem o potencial de aumentar o diminuir o prazer que tiramos do acto de beber o tal café.

Sei que já escrevi isto vezes sem conta, mas acredito mesmo que, se nos rodearmos apenas de coisas que deleitem os nossos sentidos, o quotidiano torna-se muito mais agradável. Ao escolhermos cuidadosamente os nossos objectos domésticos, aquilo que era apenas mundano passa a ser personalizado e especial. Só vivemos uma vez, não é? Então todos os momentos são importantes! Aquele café matinal merece ser bebido numa chávena que nos encha completamente as medidas.

What do all these images have in common? Well, they all feature vintage crockery I’ve bought in flea markets and charity shops! 

I confess I’m not one of those people who are totally detached from their possessions. It’s not that I grant them enormous value or that I just like to accumulate things for the sake of it… not at all. I simple have a strong desire to surround myself with objects that, as well as functional, are aesthetically pleasing. As far as I’m concerned, it’s important that my home reflects my tastes and experiences. The objects that populate our days aren’t just “things”. They are present in our daily rituals, they are travel companions. Consequently, they deserve to be acknowledged and carefully chosen.

I’m especially partial to old objects — everything about them both captivates and transports me.  Amongst all the vintage and antique wares that are still circulating in markets and second-hand shops, there are three categories that I simply can’t resist: books, linens and crockery. I also like furniture, but you can’t buy a piece of furniture as lightheartedly as you’d pick up a book, a plate or a tablecloth. Old objects aren’t anonymous. They are part of a cycle: past, present, future. Today they may belong to you, but they’ve been owned by someone else and (provided that they don’t break down) they’ll most likely inhabit the life of someone else in the future. They tell us stories of who made them and who bought them. Through them we can glimpse at the tastes of a particular time and even at the aspirations of the people of a certain country.

Anyway, back to my lovely old crockery: not every piece of old china must to be revered and put away safely behind glass doors. These pieces I like to buy have been made for daily use and that’s exactly how I treat them. I try to be careful, of course, and I do my best to teach my children to treat these things delicately, but I’d rather put them to use — even with the risk of losing some — than tuck them away “for best”.

Is drinking coffee in a plastic cup the same as drinking it in an old china cup? I don’t think so. I believe that the vessel you use has the potential to either enhance or diminish the pleasure you take from that cup of coffee.

I know I’ve written this time and time again, but I feel strongly that if we only surround ourselves with things that delight our senses, our everyday life can be so much nicer. By choosing carefully the objects in your home, the things that used to be mundane can be transformed into something personalised and rather special. We only live once, right? Then every moment counts! That morning coffee deserves to be drunk from a cup that truly makes your heart sing.

Bordados neozelandeses :: NZ vintage embroidered linens

No meu último vídeo (uma caixa de costura antiga) falei-vos no livro “Thrift to Fantasy”, da autora Rosemary McLeod, que versa sobre os lavores femininos neozelandeses das décadas de 1930-40-50. Pois bem, hoje mostro-vos uma colecção de panos neozelandeses dessa mesma altura, que tive a sorte de conseguir comprar numa loja de caridade recentemente.

Como sabem, sou absolutamente apaixonada por têxteis antigos e sei que não sou a única a perder a cabeça com este tipo de coisas. Espero que achem graça a este vídeo!

Dois desafios para vocês:

  • Partilhem, aqui na caixa de comentários, as maneiras como tratam dos vossos panos antigos: truques para tirar nódoas de ferrugem e manchas de humidade, como os guardam, se os põem a uso…
  • Mostrem-nos as vossas colecções! Se tiverem conta no Instagram, usem o hashtag #myvintagelinens. Mal posso esperar para ver o que está guardado nos vossos armários e cómodas! Se preferirem, enviem-me um email com algumas fotografias (ou convidem-me para vê-los ao vivo na próxima vez que eu estiver em Portugal!).

I’ve been filming videos in Portuguese and I’m wondering whether non-Portuguese speakers would be interested in subtitles. Do let me know your thoughts on this matter.

This video is all about by my latest textile finds at a local op shop (charity shop/thrift store). I was lucky enough to be invited into the staff room and I spent a blissful half-hour rummaging through boxes full of old doilies, tray cloths and tablecloths and chatting with a handful of lovely ladies. It was exactly what my dreams are made of! 

Today I’ve got two challenges for you:

  • In the comment section below, tell us about how you care for your vintage linens. Any tricks for getting rid of old stains like rust and mildew? How do you store them? Do you actually use them?
  • Share your collection with us! If you’re on Instagram, tag your photos with the #myvintagelinens hashtag. Or, if you prefer, send me an email with some pictures (or invite me into your home so I can see them with my own eyes!).

Papel de Parede Reciclado :: Upcycled Wallpaper

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O nosso escritório tem dois armários embutidos numa das paredes. São armários com pouca profundidade e serviam como guarda-fatos (esta divisão era originalmente um quarto), cada um com dois pequenos varões que vão do fundo até à frente (sabem do que estou a falar? vêem-se muito nas casas antigas) e umas prateleiras de lado nada funcionais. Durante mais de um ano usei-os assim para arrumar os meus acessórios de costura — enfim, bem podem imaginar a confusão que ia lá dentro. Após muitos meses de queixumes, lá consegui convencer o Tiago a construir-me umas prateleiras normais (leia-se: prateleiras que ocupassem toda a largura do armário).

Our home office has got two built-in cupboards. They’re quite shallow and were used as wardrobes by the previous owners (this used to be a bedroom), each one featuring two rods that run front to back  and a couple of little side shelves. For over a year, I used them as they were to store my sewing supplies — well, you can just picture the mess. After months of whining and complaining, Tiago finally agreed on building me some proper shelves.

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Aqui podem ver o Rodrigo a participar activamente, como é hábito, nas nossas aventuras domésticas. Também podem observar o estado em que ficou o interior dos ditos armários depois da “demolição” — urgia arranjar uma solução para aquilo. Ainda pensei em pintá-los, mas depois lembrei-me de algo com mais graça: papel de parede. Mais propriamente, papel de parede reciclado.

You can see Rodrigo here actively taking part in our domestic adventures, as we always does. You can also behold the state of said cupboards once the funny little shelves were dismantled — we really had to come up with a solution for them. I initially thought of painting the interior but then something else occurred to me: wallpaper. Upcycled wallpaper.

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Forrei um dos armários com as páginas de um atlas desactualizado e o outro com pautas de música. Para colá-los à parede, usei blu tack (bostik), pela simples razão de que era aquilo que tinha à mão. Em seguida, o Tiago teve a gentileza de colocar as prateleiras (feitas de contraplacado e que eu — ou ele? já não me lembro… isto já foi feito há uns tempos — tinha previamente pintado de branco).

I lined one of the cupboards with pages from an old atlas and for the other one I used music sheets. In order to paste them to the wall, I simply used what I had on hand: blu tack (bostik). After that, Tiago was kind enough to build me those coveted shelves (made out of plywood, which I — or was it him? I can no longer remember… we did this ages ago — had previously painted white).

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Encontrei tanto o atlas como as pautas numa loja de caridade aqui na minha vila. Há imensas coisas que se podem usar para um efeito semelhante: revistas antigas, jornais estrangeiros, papel de embrulho… até tecidos!

Both the atlas and the music sheets were found in a local charity shop (op shop/thrift store). You can use all sorts of things for a similar effect: old magazines, foreign newspapers, wrapping paper… even fabric!

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Fiquei mesmo contente com esta transformação. Passei a ter muito mais alento para manter tudo arrumado!

I’m really happy with this renovation. It’s given me the motivation I needed to keep everything nice and tidy!

Refashion :: Boy to Girl Dungarees

Quando estava grávida do Pedro, comprei estas jardineiras numa loja de caridade aqui das redondezas — achei que, por apenas NZD$2, ficava com uma peça de roupa clássica e fresca (o tecido é bem mais fino do que parece nas fotografias). No entanto, quando — meses mais tarde — fui buscar à garagem toda a roupa de bebé, encontrei umas jardineiras quase iguais… por isso, pus estas de parte e não pensei mais no assunto.
Há uns tempos perguntaram-me no Facebook se eu tinha ideias para transformar a roupa de rapaz em roupa de rapariga (por exemplo, quando as irmãs ou primas mais novas herdam a roupa dos rapazes mais velhos). Apesar de achar que as raparigas podem perfeitamente usar as mesmas roupas que os rapazes, sobretudo se essas peças forem misturadas com outras mais femininas, fiquei a pensar na pergunta. E, uns dias mais tarde, resolvi responder ao desafio.
When I was pregnant with Pedro I bought these dungarees in a local charity shop — I figured that, for only NZD$2, I was getting a timeless and cool piece of clothing (the fabric is actually much thinner than it looks in the photos). However, when — a few months later — I rummaged through all the baby clothes that I had stashed away in the garage, I found an almost identical pair… so I put these aside and forgot about them.

A few weeks ago, someone asked me on my Facebook page for ideas on how to transform boys’ clothes into girls’ clothes (i.e. when a younger sister inherits her older brother’s clothes). Even though I believe that girls can wear the same clothes as boys, especially if they’re mixed with some more feminine items, the question got me thinking. And, a few days later, I decided I was up for the challenge.

Escolhi um tecido florido nos mesmos tons das jardineiras (Liberty é sempre uma aposta segura) e usei-o para fazer as alças, o bolso central e as abas dos botões na cintura, assim como para debruar as pernas e os bolsos atrás. Também substituí os botões, fechei a braguilha e aproveitei para aplicar molas entre as pernas (assim). 
Fiz esta transformação a pensar no bebé de uma grande amiga minha que, por coincidência, nasceu hoje. Bem-vinda ao mundo, querida Maria do Mar! 
[claro que não resisti a prová-las no Pedro]
I picked a floral fabric in the same tones as the original dungarees (you can never go wrong with some Liberty) and used it to make new straps, button tabs and the front pocket, as well as binding for the legs and back pockets. I also replaced the buttons, stitched over the faux fly and added snap tape for easier nappy changing (tutorial).

I made these alterations for the baby of a great friend of mine, who (by coincidence) was born today. Welcome to the world, dearest Maria do Mar!

[of course I couldn’t resist trying them on Pedro]
(photos: © Constança Cabral)

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Refashion Week :: From Shirts to Shorts

A Magda desafiou-me para participar na Refashion Week, juntamente com uma série de outras bloggers, todas elas portuguesas! Qual foi a primeira coisa em que pensei? Aproveitar camisas, claro! 
Com a chegada do Verão, o Rodrigo estava a precisar de pijamas frescos. À semelhança daquilo que fiz há dois anos, aproveitei camisas do meu pai e do Tiago para fazer-lhe quatro pares de calções, mas desta vez usei um molde diferente: os Sunny Day Shorts do Oliver + S. 
O molde é gratuito mas não deixa de ser impecável (os moldes Oliver + S são irrepreensíveis). As únicas alterações que fiz foram: 1- coser tudo com costuras inglesas e 2- arredondar um bocado a frente dos calções, porque o gancho era demasiado grande e fazia uma espécie de fole. Usei o tamanho 4 anos para o Rodrigo, que vai fazer 3 anos daqui a um mês (o primeiro par que fiz — e que não fotografei — foi com o tamanho 3 anos e achei que estavam bons agora, mas não serviriam daqui a seis meses… e quero que os calções voltem a ser usados durante o Verão português).
Dá gosto fazer costuras assim! Hoje em dia acho que ninguém cose para poupar dinheiro, mas este projecto é daqueles em que só se gasta linha, electricidade e tempo. E é tão bom vê-lo a usar calções confortáveis, frescos e com bom corte, e pensar que os fiz com materiais reciclados. 
Como sabem, farto-me de aproveitar camisas de homem — um dia tenho de fazer um post com um apanhado de tudo aquilo que já fiz — porque os tecidos são excelentes e, muito francamente, de graça! Para fazer cada um destes calções usei apenas as costas e uma manga de cada camisa. Com o que sobrou, ainda consegui fazer uns quantos babetes para o Pedro.
Obrigada, Magda, pelo convite para participar na tua série! Para verem mais reciclagens criativas de um grupo de bloggers talentosas, não deixem de visitar o blog ao longo desta semana. E espreitem aquilo que a Maria João fez hoje!
Magda invited me to take part in her Refashion Week, along with a handful of other Portuguese bloggers. What was the first thing that occurred to me when I read her email? Upcycling shirts, of course!

It’s been hot around here and Rodrigo was in need of some cool pyjamas. Just like I did two years ago, I turned a bunch of old men’s shirts into pj bottoms, but this time I used a different pattern: Oliver + S Sunny Day Shorts.

It’s a free pattern but that doesn’t mean that it’s any less perfect that the other Oliver + S patterns. The only alterations I made were: 1- I French-seamed (is that a verb?) everything; 2- the front was sitting too high and that was causing some odd folds, so I lowered it a bit by cutting a soft rounded line across the front (I eyeballed this). I sewed size 4 for Rodrigo, who’s turning 3 next month. I started by sewing size 3 (not pictured here) but even though they were fine for now, I know that in 6 months time they’ll no longer fit (and he’ll need them for the Portuguese summer).

I find this type of sewing incredibly satisfying. I guess nowadays no-one sews in order to save money but this is one of those projects where you only consume thread, electricity and your time. And it feels great to see your children wearing comfortable, crisp and well-cut clothes that have been made using up recycled materials.

As you know, I’m always upcycling men’s shirts — I must to post a round-up of everything I’ve made so far — because they’re a source of great quality fabrics and, let’s be honest, it’s free fabric! To make each of these shorts I only used the back of the shirt and one sleeve. With the leftovers I made bibs for Pedro!

Thanks, Magda, for inviting me to play along with you. If you’d like to see what the other talented bloggers have created, don’t miss Magda’s blog updates this week. And check out what Maria João has come up with today!
(photos: © Constança Cabral)

Mulberry Tunic :: An Upcycled Men’s Shirt

(do avesso :: inside out)

Estou contentíssima com esta camisa de Verão que fiz para o Rodrigo. Ficou fresca, confortável e, simultaneamente, arranjadinha q.b. Ele também gostou!
1. O molde
Mulberry Tunic da Olga do blog Kid Approved. Este molde tem algumas variações: mangas curtas ou compridas, bolsos e um capuz. É um molde digital (quando o compramos, recebemos um ficheiro PDF por email) e vai dos 18 meses aos 12 anos.

2. A minha versão
Fiz a versão que gastava menos tecido (já vos vou dizer porquê): mangas curtas, sem bolsos nem capuz. Fiz as presilhas das mangas mais curtas (diminuí-lhes 2,5 cm no comprimento) e fiquei rendida às dobras das mangas, que são feitas de uma maneira muito engenhosa. O remate do colarinho não foi cortado em viés — mas sim num ângulo esquisito entre 45º e 90º, porque não havia tecido suficiente —, daí ter ficado um bocadinho ondulado (mas isto é um preciosismo… quase nem se nota, sobretudo porque o Rodrigo nunca está quieto!). Cosi os lados com costuras inglesas, o meu acabamento preferido.

3. O tamanho
Fiz o tamanho 3 anos para o Rodrigo, que vai fazer 3 anos daqui a um mês. Fica-lhe impecável, mesmo à medida.

4. O tecido
Reutilizei uma camisa fil-à-fil do meu pai, daí o tecido ter sido tão à conta! Era uma camisa clássica para usar com gravata, mas o colarinho já estava muito esgarçado e acho que já tinha sido virado uma vez. Como sabem, farto-me de aproveitar camisas de homem para tudo e mais alguma coisa, e o tecido desta era tão bom que tinha mesmo de ser utilizado para algo especial. Estas são as minhas reciclagens preferidas: aquelas em que se consegue tirar o máximo partido da peça original, mas o resultado não fica com ar de reaproveitamento. Os botões madrepérola vieram de outra camisa.

5. Notas finais
Devo confessar que hesitei um bocado antes de comprar este molde, porque aquela costura a meio ali à frente não me convencia… Percebo a razão porque ela existe: é uma maneira fácil de fazer uma carcela até meio, para dar à camisa um ar de túnica — e eu, como costureira autodidata e com pouco traquejo nesta arte da confecção, agradeço a intenção. Mas, como o molde ficou em saldos antes do Natal, resolvi arriscar. Ainda bem que o fiz! Gosto imenso do resultado, acho que a costura nem se nota e fartei-me de aprender com as instruções. Agora quero fazer uma versão de Outono com mangas curtas e capuz.
I’m really happy with this summer shirt I made for Rodrigo. It turned out great: cool, comfortable and not too dressy but not too casual either. He approves!

1. The pattern
Mulberry Tunic by Olga from the blog Kid Approved. This pattern offers a few variations: short or long sleeves, pockets and a hood. It’s a digital pattern (which means that you get a PDF file on your email inbox) and it’s sized from 18 months to 12 years.

2. My version
I made the version that used up less fabric (more on that later): short sleeves, no pockets and no hood. I made the sleeve tabs 1” shorter than the original ones and I was really pleased with the fold on the sleeves, it’s really clever. I didn’t manage to cut the tape for the collar on the bias because I didn’t have enough fabric — I was forced to cut it in a funny angle somewhere between 45º and 90º, and that’s why it doesn’t lay completely flat (but since Rodrigo never sits still, you’ll never notice it). I used French seams for the sides of the shirt.

3. The size
I made a size 3 for Rodrigo, who’s turning 3 next month. The fit is perfect.

4. The fabric
I upcycled a fil-a-fil shirt that used to belong to my father. It was one of those classic shirts to wear with a tie but the collar was getting old and I think it had already been turned once. As you know, I love breathing new life into old clothes and this shirt’s fabric was really high quality, so I had to use it to make something special. This is my favourite kind of recycling: where you’re able to make the most of the original piece but the result doesn’t look like “making do”. The shell buttons came from another shirt.

5. Final notes
I confess that I hesitated a bit before buying this pattern because of that front horizontal seam. I guess I know why it’s there: it makes the whole job of sewing the half placket a lot easier — and I, as a self-taught sewer and a beginner in the art of dressmaking, undoubtedly appreciate the intention. But when the pattern went on sale before Christmas, I decided to give it a go. Well, I’m glad I did! I love how the tunic turned out, the aforementioned seam doesn’t bother me at all and I learned a lot from Olga’s instructions. Now I want to make an autumn version with long sleeves and a hood.

(photos: © Constança Cabral)

Embrulho #1 :: Gift Wrapping #1

Ao longo dos próximos dias vou mostrar-vos como estou a embrulhar os presentes cá em casa.

A ideia de hoje: um desenho/pintura infantil + um bocado de cordel + um botão a condizer.

Over the next few days I’m going to show you how I’m wrapping my presents this year.

Today’s tip: children’s art + a piece of twine + one matching button.

(photo: © Constança Cabral)

Enfeites de Natal Reciclados :: Recycled Christmas Ornaments

Os enfeites da nossa árvore de Natal são todos reciclados. Hoje mostro-vos três ideias para aproveitar materiais antigos e sobras de tecidos e fitas:
1. Enfeites antigos (os meus preferidos; adorava encontrar mais enfeites deste género). Estes foram todos comprados em lojas de caridade inglesas, mas vinham com uns cordéis/fitas/bocados de lã muito feios. Limitei-me a substitui-los por fitas de algodão e de cetim em cores berrantes… que diferença! Ficaram instantaneamente com um ar festivo e sofisticado q.b. Aqui fica uma ideia para pôr a uso os enfeites das avós (e se não os quiserem, não os deitem fora… enviem-mos!).
2. Embrulhar bolas de Natal com restos de tecido — no meu livro tenho explicações e fotografias passo-a-passo.
3. Fazer borlas com retalhos de tecido — mais uma ideia retirada do meu livro
Aqui ficam três ideias simples e baratas para este Natal. Espero que gostem!
Every ornament I’ve hung this year on our Christmas tree has been recycled or repurposed. Today I’m showing you three ideas to make use of spare materials and little odds and ends:

1. Vintage ornaments (my absolute favourites; I wish I could find a few more like these). These were all bough in English charity shops but they came with ugly pieces of string/yarn/thread attached to them. I simply replaced those with cotton and satin ribbons in bright colours… and what a difference it makes! Talk about an instant transformation: they suddenly look a lot more festive and sophisticated. Here’s an idea to revive granny’s old ornaments (and if you still don’t like them, please don’t throw them away… send them to me!).

2. Old bubbles wrapped in fabric — in my book I show you step by step pictures and instructions on how to make this (it’s really simple, as you can imagine).

3. Tassels made with fabric scraps — again, this is one of the projects from my book.

Here are three simple and cheap ideas for this Christmas. I hope you like them!
(photos: © Constança Cabral)

Transformar um Candeeiro :: Lamp Makeover

Temos um candeeiro novo na entrada. Mas este candeeiro não foi comprado assim… vejam só como era quando o descobri numa loja de caridade aqui ao pé:
We’ve got a new lamp in our hall. But the lamp didn’t look like this when I first bought it… just take a look at what it used to look like when I discovered it at a local charity shop…

Eis o que lhe fizemos: 
– o abat-jour original voltou para a loja de caridade;
– a base de latão foi pintada de branco (comprámos duas latas de tinta em spray: um primário para metal e um branco semi-brilhante adequado a todas as superfícies);
– fiz o abat-jour novo num workshop em que participei no sábado passado, na Made Marion em Wellington — o tecido utilizado veio de um par de cortinas antigas que comprei há uns anos numa loja de caridade inglesa.
Grande transformação, não foi? É incrível o que se pode fazer com tintas e tecidos!
Here’s what we’ve done with it:

– the original shade went back to the charity shop;
– the brass base was spray painted white (we bought a primer for metal surfaces and an all-purpose semi-gloss in white);
– I made the new shade last Saturday at Made Marion‘s lampshade making workshop in Wellington — the fabric I used came from a pair of old curtains I bought years ago in a British charity shop.

Huge transformation, right? The power of paint and fabric is truly amazing!


(photos© Constança Cabral)

Transformar uma Mesa :: Table Makeover

 

 

 

 

 

 

A nossa mesa de jantar é provisória há quase quatro anos mas, até encontrarmos outra gira e a um preço acessível, terá de continuar a servir. Digo provisória porque tem as dimensões de uma boa secretária e não propriamente de uma mesa para a casa-de-jantar. Foi comprada numa loja de caridade inglesa por £30; é de pinho mas tinha um verniz feio e pintámo-la de branco. Lixámo-la, demos uma demão de primário e duas de tinta, mas nunca chegámos a aplicar uma camada de verniz protector… e a tinta foi saltando.
A verdade é que a mesa estava indecente e eu já não conseguia olhar para ela… já bastam as paredes verdes, amarelas e cor-de-rosa, as barras floridas e os cortinados duvidosos! A solução foi simples: forrar-lhe o tampo. Comprei um corte de oleado mas, quando o pus em cima da mesa, as marcas viam-se à transparência — então lembrei-me de aplicar um bocado de enchimento para quilts entre o tampo e o oleado.
Até agora tenho feito este género de trabalhos com tachas de estofador, mas achei que era tempo de comprar uma pistola de agrafos. Em Lisboa usei a da minha mãe (uma Bosch bem simpática) mas cá não a encontrei à venda, por isso comprei um outro modelo eléctrico que estava disponível.
Com o Rodrigo por perto esta operação demorou um fim-de-semana inteiro. Numa casa sem crianças pequenas, imagino que bastem duas horas. Como podem ver, ele fartou-se de ajudar!
Our dining table has been temporary for almost four years now but until we find another one within our budget, it’ll have to stick around. I say temporary because its dimensions are those of a good desk, not a proper dining table. We bought it in a charity shop in England for £30; it’s made of pine but it had a nasty varnish so we painted it white. We sanded and primed it, gave it two coats of white paint but never sealed… so it quickly got chipped.
 
The fact is I was sick of looking at the table in question… green, yellow and pink walls are enough to deal with. So I came up with a simple fix: covering it in oilcloth. However, I encountered a small problem along the way: as I placed the oilcloth over the table, I noticed that the marks were still visible— so I just used a piece of quilt wadding between the table and the oilcloth and that did the trick.
 
Up until now I’ve been performing this sort of jobs with the help of small upholstery nails but I figured it was time to invest in a staple gun. In Lisbon I used my mum’s (a nice Bosch one) but I couldn’t find it here in NZ, so I just bought another electric stapler that was available at my local DIY store.
 
With Rodrigo around this operation took me a whole weekend. In a house with no small children I reckon it would have taken two hours. As you can see he was of great help!
(photos: © Constança Cabral)