1973 Sewing Book for Children

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Gosto imenso deste livro infantil que descobri numa op shop na semana passada.  Chama-se “Look! I Can Sew” e foi publicado no Reino Unido em 1973.

A maneira como este livro comunica a aprendizagem da costura é mesmo gira. As ilustrações, que seguem quase um esquema de banda desenhada, mostram tanto raparigas como rapazes a coser e a própria introdução diz que “boys enjoy making things as much as girls do” (o facto de isto ser dito tão expressamente só significa que na altura não deveria ser assim tão óbvio). Vemos as crianças a tirar medidas, a cortar moldes e tecidos, a colocar alfinetes, a coser, a engomar, a pintar tecidos, a fazer coisas para eles e para os irmãos mais novos. A linguagem é acessível, nada paternalista nem demasiado infantilizada. Olho para os desenhos e a boa-disposição destas crianças imaginárias contagia-me!

Adoro livros de crafts dos anos 70 e este é uma pequena pérola.

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I’m completely smitten by this children’s book I found at an op shop last week. The title is “Look! I Can Sew” and it was published in the UK in 1973.

The way this book teaches kids to sew is really appealing. The illustrations are presented almost like a comic book and show both boys and girls engaged in sewing. Actually, in the introduction we can read that “boys enjoy making things as much as girls do” (the fact that this is stated in this way can only mean that, at the time, society didn’t take it for granted as we now do). We see children cutting patterns and fabrics, measuring, pinning, sewing, ironing, dyeing and making things for themselves and for their younger siblings. The language is accessible, not patronising nor too infantilised. I look at the pictures and these imaginary children’s happiness and enjoyment is contagious!

I love 1970s craft books and this particular one is a little gem.

 

 

Upcycled Embroidered Lavender Bags

picking lavendermaking lavender bags with kidsmaking lavender bags with kids

16/100

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Muitos dos bordados antigos neozelandeses que compro nas lojas de caridade estão em mau estado: têm rasgões, partes desfeitas ou nódoas impossíveis de tirar. Esses panos são candidatos ideais para serem cortados e transformados em saquinhos de alfazema.

Acho que nunca me cansarei de fazer estes pequenos sacos. São tão fáceis, tão rápidos e tão úteis, a meu ver. São também presentes simpáticos para todo o tipo de pessoas. Afinal, quem não gosta de ter a roupa a cheirar a alfazema?

Neste nosso jardim temos muitos arbustos de alfazema e este ano a colheita foi feita com os meus pequenos ajudantes. Umas semanas mais tarde, quando a alfazema já estava seca, também quiseram participar no processo de encher os saquinhos.

Gosto de pensar na viagem destes pequenos objectos. Bordados à mão há uma série de anos, agora estão a ser postos de novo a uso pela nova geração. Pensar nisto faz-me feliz!

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Some of the vintage embroidered linens I buy in charity shops are in bad condition: they’ve got tears, parts of the embroidered motifs have become unstitched or they’ve got stains that are impossible to remove. Those linens make the best candidates for upcycling — I especially enjoy cutting them and turning them into lavender sachets.

I don’t think I’ll ever get tired of making these little scented bags. They’re so easy and quick to make, so useful and satisfying. They also make lovely gifts for all sorts of people. I mean, who doesn’t enjoy having their clothes smelling of lavender?

In our garden we’ve got several lavender bushes and this year my little helpers participated in the harvest. A few weeks later, once the lavender had dried, they also insisted on helping me fill up the little sachets. 

I love thinking about the journey of these small objects. Embroidered by hand so many years ago, they’re now being put to use again by the new generation. This makes me genuinely happy!

My Eco Dolls — and the Eternal Question of Pricing Handmade Goods

13/100

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Ando a preparar a minha participação no Artists Open Studios em Whanganui e tenho cabeça (e as mãos) cheia de bonecas. De bonecas e de sentimentos algo contraditórios em relação a esta actividade de fazer bonecas para vender.

Adoro estas bonecas. Chamo-lhes “eco dolls” porque são feitas com materiais naturais e quase todos os tecidos são reciclados. Uso panos antigos, algodões vintage, fazendas de caxemira, enchimento em pura lã de merino. Coso-as com dedicação e empenho e esforço-me ao máximo para que fiquem bem feitas. Acabam sempre com uma ou outra pequena imperfeição, mas isso é inerente a qualquer produto feito à mão. Ficam com um tamanho que considero óptimo: são bonecas grandes e com um certo peso, são substanciais. A meu ver, são bonecas com alma.

Mas estas bonecas demoram muito tempo a fazer. Diria quase que demoram demasiado tempo. Demasiado tempo para serem rentáveis, muito sinceramente. E aqui entramos no complicado assunto de definir o valor monetário de um objecto feito à mão. Sim, há formulas para calcular isto, mas serão realistas? Ou exequíveis? Tudo depende do mercado a que o produto se destine. Já vi bonecas deste género serem vendidas por $30, $100, $300, $1000. Eu própria ainda não consegui definir um preço para as minhas com o qual me sinta confortável.

Enfim. Este assunto daria para muitas horas de discussão e eu hoje não me sinto particularmente eloquente. É um tema delicado, que toca em questões complexas: questões sociais, económicas, feministas, históricas. Hoje fico-me por aqui, mas sei que este assunto continuará a ocupar a minha mente. Como sempre, os vossos comentários são muito bem-vindos!

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I’m going to take part in Whanganui’s Artists Open Studios and my mind (and my hands) has been occupied with dolls. With dolls and with some mixed feelings about making dolls to sell.

I love these dolls. I call them “eco dolls” because they’re made with natural materials, most of them upcycled. I use old textiles, vintage cottons, cashmere fabrics and merino wool stuffing. I stitch them with care and I don’t cut corners. They inevitably end up with some minor imperfections but that’s all part of a handmade product. I love that they’re big dolls, with some weight to them — they feel substancial. As I see them, they’re dolls with soul.

But these dolls take so long to make. I’d go so far as to say that they take almost too long. Too long to be profitable, anyway. And here we enter the very sticky subject of pricing handmade goods. Yes, there are formulas out there for this, but are they realistic? Or even doable? It all depends on one’s target audience. I’ve seen handmade dolls being sold for $30, $100, $300, $1000. I personally have yet to come up with a price that makes me feel comfortable.

Oh well. This is one of those subjects that we could discuss for hours on end and I’m not feeling very articulate today. It’s a delicate theme that deals with so many complex questions: social, economic, feminist and historic ones. I’ll going to end this post now but I know this whole subject will continue to occupy my thoughts. As always, your comments are very welcome!

Upcycled coffee table

recycled sari woven rug

upholstering a coffee table with an recycled sari woven rug

upholstering a coffee table with an recycled sari woven rug

upholstering a coffee table with an recycled sari woven rug

coffee table upholstered with a recycled sari woven rug

coffee table upholstered with an recycled sari woven rug

coffee table upholstered with a recycled sari woven rug

12/100

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O título alternativo deste post poderia ser “reciclagem³”. Esta é a história de uma mesa de escola que já foi mesa de entrada e que agora é mesa de café, e de uns quantos saris indianos que foram transformados em tapete e que agora estão a cobrir uma mesa de café numa sala da Nova Zelândia.

Bem, vamos por partes. Há uns tempos encontrei na biblioteca um livro francamente giro (que estou a pensar comprar) chamado Take a Seat. Um dos projectos desse livro é a transformação de uma antiga mesa de escola numa mesa de café estofada. Dei um salto quando vi com a atenção a mesa em questão (vejam-na aqui) — então não é que tenho uma mesa igualzinha, que ainda por cima não está a ser usada (aqui na nossa entrada em Inglaterra)? E não é que ando há que tempos a tentar descobrir uma maneira económica de fazer uma mesa de café estofada para a nossa sala?

Uma semana depois de ter requisitado o dito livro, estou em Auckland com o Tiago, numa pop-up shop cheia de tecidos indianos. Dobrados num canto estão cinco ou seis tapetes feitos de saris reciclados… cheios de cor, textura, completamente diferentes de tudo o que tenho visto ultimamente… e surpreendentemente baratos! E ocorre-me que um dos tapetes seria ideal para cobrir a tal mesa de café que vi no livro, já que não tenho um daqueles cobertores galeses nem nada que se assemelhe…

De volta a casa, peço ao Tiago que corte as pernas à mesa. Vou à cidade comprar a espuma. Chego a casa e acho a espuma demasiado grossa; na semana seguinte, volto à loja e peço aos senhores que lhe retirem 5cm de espessura (o livro especifica espuma com 15cm de espessura mas preferi 10cm). Colo a espuma ao tampo da mesa, cubro-a com um lençol velho e agrafo a toda a volta. Visto que o tapete foi feito num tear manual, antes de cortá-lo chuleio a toda a volta a parte que vou querer utilizar. Marco os cantos e coso-os à máquina (as instruções dizem para só os cortar depois de prender o tecido e só então fazer o acabamento à mão, in situ, mas no caso deste tapete isso seria impossível). Finalmente agrafo o tapete à mesa e colo uma fita para esconder os agrafos (quem tem o meu livro reconhecerá esta fita: foi a mesma que usei no blazer reciclado).

Estou muito contente com o resultado! Obrigada, Jemima, pela ideia. Viva o DIY!

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An alternative title for this blog post could be “recycling³”. This is the story of an old school desk which used to be my hallway table and is now my coffee table. Another main character of this story is a number of Indian saris that were hand-woven into a rug and that ended up covering a coffee table in a sitting room in New Zealand.

Ok, let me recount this step by step. A while ago I found a great book at the library (in fact it’s so good I’m thinking of buying myself a copy). The title is Take a Seat and one of the projects is about turning an old school desk into an upholstered footstool/coffee table. I jumped when I saw the table that’s used in the book (this one) — I’ve got the exact same one (it used to be our hallway table in England) and it’s not being used at the moment! And can you believe that for months now I’ve been trying to find a thrifty way to make an upholstered coffee table for our sitting room?

A week after I borrowed the book from the library, Tiago and I were up in Auckland in a pop-up shop filled to the brim with Indian textiles. In a corner I spotted a bunch of folded rugs made from recycled saris… full of colour, texture, quite unique and surprisingly cheap! It suddenly occurred to me that one of them would make the ideal cover for that coffee table I’d been dreaming about, since I don’t own a vintage Welsh blanket nor nothing of the sort…

Back home, I asked Tiago to cut down the table’s legs for me. I went to town to get the required piece of foam. When I got home I found the foam to be a little too thick, so the following week I went back to the foam shop and asked the very nice guys to shave 5cm off it (the book specifies a thickness of 15cm but 10cm ended up working out better for me). I glued the foam on the table top, covered it with an old sheet and stapled it all around. Given that the rug was hand-loomed, before cutting it I zigzagged the part I wanted to use, otherwise the whole rug would have come apart. I also machine sewed the corners prior to cutting them for the same reason (the instructions tell you to hand-finish the corners in situ but in my case that wouldn’t have worked). Finally I stapled the rug to the table and glued a piece of ribbon in order to cover the staples and the raw edges (if you have my book you might recognise this ribbon: it’s the one I used on the recycled tweed blazer).

I’m really pleased with how this whole operation tuned out. Thank you for the brilliant idea, Jemima! Long live DIY!

New from Old

doll dress made with antique embroidery

doll dress made with antique embroidery Constanca Cabral

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Nada me dá mais gozo do que andar à caça de panos antigos e depois transformá-los em peças novas. Ontem finalmente acabei uma boneca que estava prometida há uns tempos para uma menina querida em Portugal. Para além de vestidos, capas e outros acessórios, todas as bonecas precisam de roupa de dormir, não vos parece? Descobri nas minhas malas de tecidos antigos este pequeno pano bordado e pareceu-me perfeito para ser transformado numa camisa de noite em miniatura. A gaze é tão fininha e tão frágil que cosi tudo à mão… demorou umas horas mas acho que valeu a pena. Para a semana mostro-vos mais umas fotografias da boneca. Bom fim-de-semana!

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There’s nothing I love more than to hunt for old materials and then give them a new life. Yesterday I finally finished a doll that I promised to a darling little girl in Portugal. In addition to dresses, capes and other accessories, every doll needs night clothes, don’t you agree? In the depths of my linen suitcases I found this small embroidered tray cloth and I immediately thought it would make a perfect miniature nightie. The fabric is so fine and so frail that I had to hand-sewed everything… it took a few hours but I think the result is totally worth the effort. Next week I’ll show you a few more pictures of this doll. Have a great weekend!

 

The Birthday Dress

dress Lisette B6182

dress Lisette B6182

dress Lisette B6182

8/100

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Pois lá consegui acabar o vestido a tempo! Cosi as mangas e fiz a bainha na própria manhã dos meus anos, mas não tenho grandes fotografias para vos mostrar. Estávamos todos algo rabugentos, o tempo não estava grande coisa, enfim. Admiro cada vez mais as pessoas que fazem roupa para si próprias e conseguem tirar fotografias giras com a dita roupa vestida, porque eu cada vez tenho menos paciência e vontade para isso…

Este vestido (o molde é o Lisette B6182, o tecido é uma viscose do Spotlight) vem mesmo a calhar porque o Verão finalmente chegou à Nova Zelândia e eu preciso de roupa fresca!

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So I did manage to finish the dress on time! I sewed the sleeves and the hem on the morning of my birthday but I don’t have any decent pictures to show you the dress properly. We were all a bit grumpy, the weather wasn’t good, etc etc. I so admire people who make clothes and can take nice pictures of themselves wearing those clothes! I find myself less and less inclined to do so…

This dress (the pattern is Lisette B6182, the fabric is a rayon from Spotlight) was made just at the right time because Summer has finally arrived in NZ and I’m in dire need of cool clothes!

 

Sewing in Progress :: Lisette B6182





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Um post rápido hoje só para vos mostrar um projecto de última hora. Amanhã faço anos e gostava de ter um vestido novo para usar, por isso decidi recorrer a um molde que já fiz uma série de vezes e que sei que é relativamente rápido: o Lisette B6182. Estou a usar uma viscose no meu tom preferido de azul, com um estampado que me faz lembrar os tecidos dos anos 30/40. Veremos se o conseguirei acabar a tempo!

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A quick post today just to show you a last minute project. Tomorrow’s my birthday and I’d like to have a new dress to wear, so I’ve picked a tried and true pattern, Lisette B6182. I’m using a rayon in my favourite shade of blue — the fabric pattern reminds me of 1930-40s prints.. Let’s see if I can finish it on time!

Finlayson Sweater

finlayson sweater - sewn by Constanca Cabral

finlayson sweater - sewn by Constanca Cabral

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No Natal ofereci ao Tiago uma camisola feita por mim. Segui o molde Finlayson Sweater, dos canadianos Thread Theory (comprado na Miss Maude), e usei um tecido azul-escuro de moletão que comprei na Levana, uma fábrica de tecidos de malha que fica a uma hora de minha casa.

Gostei imenso do molde — é fácil de seguir, bastante detalhado e o tamanho ficou bom (com excepção das mangas, que ficaram compridíssimas). É um molde para voltar a usar, sem dúvida.

Não sou pessoa de muitos corações e frases românticas, mas não resisti a coser aquela etiqueta “handmade with love”. É piroso mas verdadeiro!

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I sewed Tiago a jersey for Christmas. I followed the Finlayson Sweater pattern by the Canadian company Thread Theory (which I bought from Miss Maude), and used a navy French terry knit I bought at Levana, a factory of knitted fabrics that’s located an hour south from me.

I really enjoyed working with this pattern — it’s easy to follow, quite detailed and the sizing is spot one (except for the sleeves, which turned out much too long). It’s one of those patterns I’ll use again and again, no doubt about that.

Even though I’m not a heart-sy cutesy person, I couldn’t resist adding that “handmade with love” tape at the end. It’s corny but so true!

The Camber Set Dress

the camber set pattern by Merchant & Mills

the Camber Set Dress, pattern by Merchant & Mills, sewn by Constanca Cabral

Cá em casa temos a tradição de estrear uma peça de roupa no primeiro dia do ano. A minha toilette de dia 1 de Janeiro de 2017 foi um vestido feito por mim com base no molde The Camber Set dos britânicos Merchant & Mills, usando um tecido de algodão alinhado que comprei no Spotlight.

A primeira vez que vi este vestido ao vivo foi em Sevilha, na Devanalana. A María levou-me lá e a dona da loja, a Beatriz, estava com um vestido de linho encarnado que a María tinha feito para ela. O vestido era simples mas ultra chique e, na altura, a María recomendou-me este molde. Acabei por comprá-lo, um mês mais tarde, na The Craft Company em Cascais.

Este molde é largueirão e quando, há um ano, experimentei fazer a versão t-shirt, apercebi-me de que tinha de fazer um tamanho abaixo ao indicado na tabela de medidas (comecei por fazer o 14 e depois fiz uma nova prova no 12). No caso deste vestido, tracei o tamanho 12 até à cintura e depois fui esbatendo a linha até ao 14 nas ancas.

O vestido faz-se sem problemas. No entanto, quando o vesti, achei que lhe faltavam umas pinças na cintura e nas costas. Ora vejam:

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We have the tradition of wearing something new on New Year’s Day. My outfit on the 1st of January 2017 was a dress I made myself, based on The Camber Set pattern by Merchant & Mills, using a cotton I bough at  Spotlight.

The first time I saw this dress being worn by a person was at Devanalana in Seville with María. Beatriz, the shop owner, was wearing a red linen dress that looked very chic and understated. María told me she had made that dress for Beatriz and recommended the pattern to me. One month later I ended up buying myself a copy at The Craft Company in Cascais.

This is an oversized dress and when I tried making the top version last year, I realised I had to size down (my first toile was a 14 and it was much too big, so I made a 12 and it fit). As far as this dress is concerned, I traced a 12 up to the waistline and then blended into a 14 at the hips.

This is a very straightforward dress to sew. However, when I tried it on I felt I needed some contour darts in the front and in the back. Take a look at these photos:

the Camber Set dress before adding contour darts

the Camber Set dress before adding contour darts

(Nesta clássica bathroom selfie podem ver bem como ficou o vestido, e como ficaria se fosse mais ajustado ao meu corpo.)

Agora, eu não percebo nada de ajustes de costura deste género. Adorava ter umas aulas de fitting, mas ainda não consegui encontrar quem as ensine aqui na minha zona. Vou contar-vos como dei a volta à questão: como a minha mãe estava cá, vesti o vestido do avesso, pus-me em frente a um espelho e pedi-lhe que me marcasse umas pinças à frente e atrás (aquelas em losango). Não consegui fazer pinças muito ajustadas porque o vestido ficaria com uns franzidos estranhos atrás, por isso acabei por coser pinças com 1/2” à frente e 1” atrás (não me perguntem porque é que resolvi trabalhar em polegadas em vez de centímetros… na altura pareceu-me mais fácil).

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(In this classic bathroom selfie you can really see how shapeless the dress turned out and how much it could be improved by adding some sort of shaping at the waist.)

Now, I’m clueless in terms of proper fitting techniques. I’d love to have a few fitting classes but I haven’t had a chance to do so yet. I’ll tell you what I did: since my mother was here, I put the dress on inside out, parked myself in front of a mirror and asked my mum to pin in some contour darts (you know, those ones that look like diamonds). I couldn’t have them too fitted because the dress would start showing some odd gathers in the back, so I ended up adding 1/2” darts in the front and 1” darts in the back.

contour dart on Camber Set Dress

Enfim, foi um ajuste improvisado mas não correu mal. Ainda hei-de experimentar fazer o tamanho 12 (em vez de esta combinação 12-14), para ver que versão me ficará melhor.

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Oh well, this makeshift solution didn’t turn out too bad. Next time I’ll try sewing up a straight 12 (instead of this 12-14 combo) to see which version would fit me best.

the Camber Set Dress with contour darts

the Camber Set Dress with contour darts

Há anos que tenho vontade de fazer roupa para mim e, de facto, tenho feito algumas peças de vez em quando. No entanto, parece-me que a única maneira de fazer progressos neste campo é comprometendo-me a um plano mais estruturado: em 2017 vou tentar fazer uma peça de roupa por mês. Manter-vos-ei a par das minhas tentativas!

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For years I’ve wanted to sew my own clothes and I’ve actually made a few pieces here and there. However, I feel that in order to actually make progress, I must commit myself to some sort of schedule: in 2017 I want to try making one garment a month. I’ll keep you posted!

 

Por Aqui :: Around Here

spring-flowers

vintage doll cot by Constanca Cabral

selling vintage doll cots and eco dolls by Constanca Cabral

duck eggs and vintage book about keeping poultry

bolo de natas by Constanca Cabral

buying strawberry plants

spring flower arrangement: homegrown daffodils and hyacinths in vintage gravy boat

backyard chicken

vintage sewing patterns and fabrics

seed packets

watering a box of strawberry plants

vintage-nz-stamps

new zealand sheep

sewing in progress

backyard chicken

Por aqui a Primavera chegou. Os campos estão cheios de carneiros e vitelos, os jardins encheram-se de flores. O tempo anda muito instável, claro, mas os gorros foram arrumados nas gavetas e os casacos às vezes ficam pendurados à porta de casa. Tenho cosido bastante: roupa para os rapazes, que crescem sem parar, e almofadas para a nossa sala. Fiz uma série de bonecas e restaurei antigos berços de bonecas, e fui vendê-los a duas feiras (tenho de escrever um post sobre isto, e é urgente organizar-me para pô-los à venda online). Fizemos bolos (aquele da fotografia é o eterno e incontornável bolo de natas) e escrevemos postais aos avós. A época de jardinagem recomeçou — tenho de fazer um post sobre o nosso morangal em objectos reciclados. E temos uma galinha (emprestada) a chocar três ovos de pata! Podem imaginar a excitação que se vive por aqui…!

Tenho lido bastante, visto algumas séries de televisão e ouvido muitos podcasts interessantes. Muitas vezes penso que gostaria de partilhar algumas das minhas minhas descobertas e reflexões numa newsletter (semanal ou quinzenal) — têm interesse nisso? Se sim, cliquem neste link e inscrevam-se. Por agora, aqui ficam algumas sugestões:

  • A nossa biblioteca tem muitos DVDs para alugar e tenho-me divertido imenso a ver a série australiana Miss Fisher’s Murder Mysteries. Não é tão robusta como o Poirot ou a Miss Marple, mas o guarda-roupa é excelente, as personagens são interessantes e tem um forte teor feminista. E também tem graça ver um retrato (mesmo que idealizado) da sociedade de Melbourne nos anos 20.
  • Em contraste absoluto com a Miss Fisher, a série francesa Un Village Français tem-me causado muita ansiedade e alguns pesadelos, mas não posso deixar de reconhecer o seu mérito. É um relato ultra sóbrio de uma vila francesa durante a ocupação nazi e explora as relações humanas e os conflitos da época de uma forma incrivelmente realista e humanista.
  • Tenho andado a descobrir o trabalho da Gretchen Rubin. Estou a ler os seus livros sobre felicidade e hábitos (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) e ouvi todos os episódios do podcast Happier. Tenho tendência a resistir (às vezes durante anos) a bestsellers e, até agora, estupidamente nunca tinha dado uma oportunidade a esta autora. A verdade é que o trabalho dela é muito mais do que auto-ajuda: faz-me reflectir sobre a minha personalidade, a maneira como vivo a minha vida, o meu estado de espírito e claro, a minha busca pela alegria e felicidade no dia-a-dia. Ao responder ao quiz sobre as quatro tendências de personalidade, verifiquei — sem grande surpresa — que sou uma “Rebel” (já responderam a este questionário? qual é a vossa tendência?). Requisitei os livros dela na biblioteca mas acho que vou acabar por comprá-los.
  • Gostei especialmente dos dois últimos episódios do podcast The Crafty Planner: um com a Liesl Gibson (dos moldes Oliver + S) e o outro com a Diane Gilleland (a autora do Craftypod, um dos primeiros podcasts que ouvi). São entrevistas muito diferentes, mas ambas fizeram-me reflectir sobre a indústria dos crafts e a forma como todos nós (consumidores e autores) desempenhamos um papel fundamental à sua sobrevivência e (boa) saúde.
  • Comecei a fazer vestidos para contribuir para a inciativa Dress a Girl Around the World. Quem viver na zona de Lisboa pode participar nos encontros mensais na loja The Craft Company, em Cascais (uma loja linda, por sinal); quem estiver longe pode fazer os vestidos em casa e enviá-los pelo correio para a loja. Para mais informações (e instruções detalhadas sobre como fazer um vestido muito rápido e simples), espreitem este post no Cose +.

Bem, o post já vai longo por isso hoje vou ficar por aqui. Se quiserem receber a minha newsletter, inscrevam-se clicando neste link. Obrigada e até breve!

 

Around here Spring has arrived. The fields are full of lambs and calves and the gardens are bursting with flowers. The weather is still quite unstable, which is to be expected, but the wool beanies have been put away and the jackets stay at home more often than not. I’ve been sewing quite a lot: clothes for the boys and cushions for our sitting room. I’ve made some dolls and refurbished several vintage doll cots and took part in a couple of markets (I want to write a post about it and I really must put them up for sale online). We baked a few cakes (the one in the photo is the timeless “bolo de natas”, my grandmother’s sponge cream cake) and we sent postcards to the grandparents. Gardening season has started — I’ll write a post about our upcycled strawberry garden soon. And we have a (borrowed) broody chicken in our garden — she’s sitting on three duck eggs! You can imagine all the excitement that’s going on around here…!

I’ve been reading quite a few books, watching a fair amount of TV series and listening to lots of interesting podcasts. I often think that I’d love to share with you my findings and thoughts in a (weekly? biweekly?) newsletter — would you be interested in subscg? If you are, just follow this link to sign up. Here are a few suggestions:

  • Our local library has a small collection of DVDs for rent and I’ve been enjoying watching the Australian TV series Miss Fisher’s Murder Mysteries. It’s not as robust as Poirot or Miss Marple but the wardrobe is amazing, the characters are interesting and there’s a strong feminist flavour to it. And it’s fun to see a portrait of 1920s Melbourne society (even if it’s a bit idealised).
  • In absolute contrast to Miss Fisher, the French TV series Un Village Français has caused me a lot of anxiety and a few nightmares, but I can nevertheless recognise its merits.  It’s a very sober account of a French village under Nazi occupation and it expertly explores human relationships, as well as the inherent conflicts of that particular time in an incredibly realist and humanist way. 
  • I’ve been familiarising myself with the work of Gretchen Rubin. I’m reading her books about happines and habits (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) and I’ve listened to every episode of the Happier podcast. I tend to resist bestsellers (sometimes for years) and, up until now, I stupidly had not given her books a chance.  The fact of the matter is that her work goes way beyond self-help: it’s made me reflect upon my personality, the way I live my life, my moods and, of course, my everyday quest for joy and happiness. By taking her personality tendencies quiz, I realised — without much surprise — that I’m a “Rebel” (have you taken this quiz? what’s your tendency?). I’ve borrowed her books from the library but I’m considering buying my own copies.
  • I’ve especially enjoyed listening to the last two episodes of The Crafty Planner podcast: one with Liesl Gibson (of Oliver + S fame) and the other one with Diane Gilleland (the host of Craftypod, one of the first podcasts I ever listened to). They’re two very different interviews but they’ve both made me think about the craft industry and the role we play (both as consumers and authors) in regard to its survival and good health.

Well, this post is getting long so I’m going to wrap it up now. If you’d like to subscribe to my newsletter, just click on this link. Thank you!