Around Here :: Spring

gallery wall constanca cabral

Por aqui estamos a viver uma das Primaveras mais frias e chuvosas de que há memória. É curioso como, apesar de já viver fora de Portugal há 8 anos, continuo com as mesmas expectativas em relação ao (bom) tempo e não consigo deixar de me sentir defraudada quando aquilo a que acho que tenho direito não se verifica. A verdade é que a vida é mais fácil com sol!

Novembro é sempre o apogeu das flores do nosso jardim. Estamos rodeados de rosas antigas, aquilegias de todas as cores, dedaleiras em vários tons de roxo e branco e sardinheiras aromáticas. Temos assistido a um frenesim de abelhas de todos os tamanhos e feitios e os pássaros acordam-me todos os dias às cinco e meia da manhã.

Dentro de casa também tem havido muita actividade. Remodelámos totalmente a despensa, devagar estamos a fazer obras à cozinha, tenho andado ocupada com cortinas e almofadas. Sou claramente adepta do slow decorating (um movimento que ainda não existe oficialmente, mas que se integra bem no célebre conceito de slow living). Esta nossa casa tem percorrido um longo caminho nestes cinco anos.

O ano está a chegar ao fim. Pensar que o Rodrigo tem a primeira classe praticamente feita e que o Pedro abandonou definitivamente o estado de toddler é impressionante. Não sou daquelas pessoas que querem parar o tempo — pelo contrário, estava desejosa de que esta fase de “rapazes” chegasse. Eles estão a crescer saudáveis e curiosos — temos tanta sorte!

Deixo-vos com algumas sugestões para este fim-de-semana, seja ele de Primavera ou de Outono:

Participei na nova rubrica “Sete dias, sete pratos” do Slower (a nossa semana está aqui).

Este ano li bastante e destaco o Guard Your Daughters (1953), um livro que me me cativou por conseguir misturar harmoniosamente momentos de rir às gargalhadas com assuntos bastante sérios (felizmente hoje em dia compreendemos muito melhor a saúde mental das pessoas). Este livro esteve esgotado durante décadas mas a Persephone reeditou-o recentemente (aqui).

Hei-de fazer um post actualizado com os podcasts que tenho seguido nos últimos tempos, mas vou falar-vos já no Tea & Tattle, apresentado por duas amigas inglesas, que versa sobre livros, bem-estar, relações humanas, enfim. É uma mistura de conversas a duas e entrevistas, e gosto sobretudo do facto de elas não se limitarem a quem está actualmente na moda no Instagram — neste podcast há diversidade de idades, nacionalidades e interesses e isso é incrivelmente refrescante.

Espero conseguir voltar ao blog com maior assiduidade (já não escrevia aqui há demasiado tempo). Bom fim-de-semana para todos!

***

Around here we’re going through one of the wettest, coldest springs I’ve ever experienced. Even though I haven’t lived in Portugal for 8 years now, it’s funny how some (good) weather-related preconceptions will never leave me. I still feel positively defrauded when they don’t come to fruition! I mean, life is some much easier in the sunshine, isn’t it?

November is always the best month for flowers in our garden. We’re surrounded by old roses, aquilegias in every colour of the rainbow, foxgloves in various shades of purple and white, as well as many different species of fragrant pelargoniums. The bees are super active and the birds wake me up at 5.30 every morning.

Indoors we’ve also been quite busy. We’ve remodelled the pantry and are slowly doing up the kitchen. I’ve also been making curtains and cushion covers. I’m clearly in the camp of the slow decorating movement (not that that’s an official thing, but it goes very well with the whole slow living philosophy). This house has been through a long and winding decorating road over the past five years.

The year is coming to an end. To think that Rodrigo has almost completed his first year at school and that Pedro has definitely left toddlerhood behind amazes me. I’m not one of those people who’d like to stop time — on the contrary, I was anxious for this “boy” phase to come. They’re growing up healthy and curious — we feel incredibly lucky!

I’ll leave you with a couple of suggestions for your Spring/Autumn weekend:

This year I’ve read a lot and the book that’s stayed with me the most is “Guard Your Daughters” by Diana Tutton (1953). It’s captivated me because it manages to beautifully balance laugh-out-loud moments with rather serious matters (thank goodness mental health is much better understood nowadays). The book was out of print for several decades but Persephone has recently republished it (here).

I’ve been meaning to write an updated post with my favourite podcasts but, before that happens, I’ll quickly mention Tea & Tattle. It’s hosted by two British young women and it covers a range of topics like books, well-being, relationships, etc. It’s a mix of conversations between two friends and interviews and I really appreciate the diversity of voices, ages and backgrounds of the people they feature — it’s not just about who’s trending on Instagram.

I’m hoping to start blogging again more consistently (it’s been too long). Happy weekend, everyone!

A Mãe Galinha e os Três Patinhos :: Mother Hen and the three ducklings

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Hoje vou contar-vos a história de uma galinha que veio passar uma temporada cá a casa e que chocou três ovos de pata.

Antes de mais, deixem-me contextualizar este relato. Nós vivemos numa pequena vila nos confins da Nova Zelândia, numa casa com jardim. O nosso jardim é inclinado, não é completamente vedado e faz fronteira com três outros jardins das casas vizinhas. A rua onde a nossa casa fica situada é bastante movimentada, com trânsito constante de carros e camiões. Gostamos imenso da nossa casa e tivemos a sorte de ter herdado um jardim já estabelecido, mas fica a milhas do idílio rural inglês da nossa vida anterior…

Tudo isto para dizer que não temos propriamente as condições perfeitas para criar animais. Mesmo assim, há já algum tempo que eu andava com vontade de ter uma galinha e, idealmente, pintainhos ou patinhos. Por sorte, temos uma amiga que cria galinhas e patos e que nos disse que, quando uma das suas galinhas ficasse choca, poderíamos ficar com ela durante uns tempos.

E assim foi: um dia recebemos uma galinha choca, de seu nome Sparrow, e três alvíssimos ovos fertilizados de uma pata Indian Runner. A senhora dona Sparrow, depois de um choque inicial (provocado pelo entusiasmo algo desregrado do membro mais novo da nossa família), lá se sentou em cima dos ovos e, passados 28 dias, nasceram três patinhos amarelos!

Uma galinha a chocar ovos de pata? Urbana que sou, não fazia ideia de que tal coisa fosse possível. A verdade é que as galinhas, quando ficam chocas, sentam-se em cima de quaisquer ovos que estejam no seu ninho. Tem graça que, uns dias depois de termos acolhido a dita Sparrow, li com o Rodrigo “The Tale of Jemima Puddleduck”, que é precisamente sobre isto! A Jemima revolta-se contra a dona da quinta e insiste em chocar os seus próprios ovos, em vez de deixar que sejam chocados por uma das galinhas da quinta em que vive. Bem, neste caso não houve nenhuma pata melindrada, porque a pata que pôs estes ovos não estava choca e, consequentemente, preferia andar a passear do que sentar-se dias a fio num ninho confinado.

Como podem imaginar, ter uma galinha no nosso jardim foi uma excitação! O Pedro queria dar-lhe festinhas constantemente (e recebeu várias bicadas como resposta) e o Rodrigo andava empenhadíssimo em tratar dela. Eu requisitei uma série de livros sobre galinhas e patos na biblioteca e gostei imenso de estudar um tema sobre o qual não sabia absolutamente nada.

Ao fim de 28 dias, nasceram três patinhos absolutamente perfeitos. Foi uma alegria, digo-vos! (Desconfio que fui eu quem vibrou mais com o acontecimento.) Os patinhos são muito activos e adoram água e, no segundo dia, já estavam a nadar no tabuleiro com água que pus na capoeira. O Rodrigo deu-lhes logo nomes: Sam (o nome da professora dele), Harper e Chilli. Ao fim de uns dias apercebeu-se de que não os conseguia distinguir e anunciou-me que, daí em diante, chamar-se-iam apenas Fuzzy Little Guys (rapaz pragmático). A galinha foi uma óptima mãe — aceitou-os imediatamente como seus e foi sempre extremamente protectora e vigilante.

Ficámos com eles durante cerca de um mês. Pensámos construir-lhes um pequeno recinto para terem mais espaço, mas o gato da casa vizinha observáva-os com um olhar guloso e, por precaução, decidimos mantê-los na capoeira (que, apesar de ser coberta, tinha também um pequeno espaço ao ar livre). Os patos crescem a um ritmo alucinante e, a certa altura, tivemos mesmo de devolvê-los à procedência.

Adorámos a experiência e o Rodrigo já me disse que, para a próxima, quer ter pintainhos. Mal posso esperar!

***

Today I’m going to tell you the story of the chicken who came to stay with us for a while, in order to sit on three duck eggs.

Let me start by providing a bit of context. We live in a small town in the depths of New Zealand, in a house with a garden. Our garden is on a slope, it isn’t fully fenced and it’s surrounded by the gardens of our three neighbours. Our street is quite busy, with constant traffic from cars and trucks. We love our house and we’re lucky enough to have inherited an established garden but it’s miles away from the English rural idyll of our previous life…

All this to say that we don’t really have the perfect conditions to keep animals. However, I’ve been wanting a chicken for ages and, ideally, either chicks or ducklings. Luckily we have a friend who keeps both hens and ducks and she promised us that, once one of her chickens turned broody, she’d lend it to us.

And so it went: one day we received a broody chicken called Sparrow, as well as three fertile Indian Runner duck eggs. Miss Sparrow, after getting over her initial shock (caused by the unruly enthusiasm of the youngest member of our family), sat on the eggs and after 28 days three yellow ducklings hatched!

A chicken sitting on duck eggs? As a recently converted urbanite, I had no idea such a thing was possible. The fact of the matter is that when chickens are broody, they’ll sit on whichever eggs are in her nest. It’s funny because a few days after we welcomed Sparrow, I was reading “The Tale of Jemima Puddleduck” to Rodrigo and the book is precisely about this! Jemima rebels against the farmer’s wife, who insists on having one of her hens sit on Jemima’s eggs. Well, in this case there wasn’t any distressed duck because the duck that laid these eggs wasn’t broody, and therefore was more interested in running around that sitting on a secluded nest for days on end.

Well, as you can imagine having a chicken in our garden was a huge success! Pedro wanted to pet her constantly (and consequently got a fair share of unfriendly pecks) and Rodrigo was very keen on tending to her. I borrowed a lot of books on keeping hens and ducks from the library and really enjoyed learning about a subject I knew nothing about.

After 28 days, three absolutely perfect ducklings hatched. What a joy! (I suspect I was the one who was most excited about this whole adventure.) Ducklings are very active and on their second day there were already happily swimming in a tray of water. Rodrigo promptly named them Sam (his beloved teacher’s name), Harper and Chilli. A few days later he realised he couldn’t tell them apart so he announced they were to be named simply Fuzzy Little Guys (pragmatic boy). The chicken was a great mother to the ducklings: she immediately accepted them as her own and was always very vigilant and protective towards them.

We kept them for about a month. We thought of building a small pen for them but the neighbours’ cat had his greedy eyes on them and so we decided to keep them inside the coop (which had netting over the run). Ducklings grow incredibly quickly and eventually we had to give them back to our friend.

We absolutely loved the experience and Rodrigo has told me that next time we wants chicks. I can hardly wait!

Por Aqui :: Around Here

spring-flowers

vintage doll cot by Constanca Cabral

selling vintage doll cots and eco dolls by Constanca Cabral

duck eggs and vintage book about keeping poultry

bolo de natas by Constanca Cabral

buying strawberry plants

spring flower arrangement: homegrown daffodils and hyacinths in vintage gravy boat

backyard chicken

vintage sewing patterns and fabrics

seed packets

watering a box of strawberry plants

vintage-nz-stamps

new zealand sheep

sewing in progress

backyard chicken

Por aqui a Primavera chegou. Os campos estão cheios de carneiros e vitelos, os jardins encheram-se de flores. O tempo anda muito instável, claro, mas os gorros foram arrumados nas gavetas e os casacos às vezes ficam pendurados à porta de casa. Tenho cosido bastante: roupa para os rapazes, que crescem sem parar, e almofadas para a nossa sala. Fiz uma série de bonecas e restaurei antigos berços de bonecas, e fui vendê-los a duas feiras (tenho de escrever um post sobre isto, e é urgente organizar-me para pô-los à venda online). Fizemos bolos (aquele da fotografia é o eterno e incontornável bolo de natas) e escrevemos postais aos avós. A época de jardinagem recomeçou — tenho de fazer um post sobre o nosso morangal em objectos reciclados. E temos uma galinha (emprestada) a chocar três ovos de pata! Podem imaginar a excitação que se vive por aqui…!

Tenho lido bastante, visto algumas séries de televisão e ouvido muitos podcasts interessantes. Muitas vezes penso que gostaria de partilhar algumas das minhas minhas descobertas e reflexões numa newsletter (semanal ou quinzenal) — têm interesse nisso? Se sim, cliquem neste link e inscrevam-se. Por agora, aqui ficam algumas sugestões:

  • A nossa biblioteca tem muitos DVDs para alugar e tenho-me divertido imenso a ver a série australiana Miss Fisher’s Murder Mysteries. Não é tão robusta como o Poirot ou a Miss Marple, mas o guarda-roupa é excelente, as personagens são interessantes e tem um forte teor feminista. E também tem graça ver um retrato (mesmo que idealizado) da sociedade de Melbourne nos anos 20.
  • Em contraste absoluto com a Miss Fisher, a série francesa Un Village Français tem-me causado muita ansiedade e alguns pesadelos, mas não posso deixar de reconhecer o seu mérito. É um relato ultra sóbrio de uma vila francesa durante a ocupação nazi e explora as relações humanas e os conflitos da época de uma forma incrivelmente realista e humanista.
  • Tenho andado a descobrir o trabalho da Gretchen Rubin. Estou a ler os seus livros sobre felicidade e hábitos (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) e ouvi todos os episódios do podcast Happier. Tenho tendência a resistir (às vezes durante anos) a bestsellers e, até agora, estupidamente nunca tinha dado uma oportunidade a esta autora. A verdade é que o trabalho dela é muito mais do que auto-ajuda: faz-me reflectir sobre a minha personalidade, a maneira como vivo a minha vida, o meu estado de espírito e claro, a minha busca pela alegria e felicidade no dia-a-dia. Ao responder ao quiz sobre as quatro tendências de personalidade, verifiquei — sem grande surpresa — que sou uma “Rebel” (já responderam a este questionário? qual é a vossa tendência?). Requisitei os livros dela na biblioteca mas acho que vou acabar por comprá-los.
  • Gostei especialmente dos dois últimos episódios do podcast The Crafty Planner: um com a Liesl Gibson (dos moldes Oliver + S) e o outro com a Diane Gilleland (a autora do Craftypod, um dos primeiros podcasts que ouvi). São entrevistas muito diferentes, mas ambas fizeram-me reflectir sobre a indústria dos crafts e a forma como todos nós (consumidores e autores) desempenhamos um papel fundamental à sua sobrevivência e (boa) saúde.
  • Comecei a fazer vestidos para contribuir para a inciativa Dress a Girl Around the World. Quem viver na zona de Lisboa pode participar nos encontros mensais na loja The Craft Company, em Cascais (uma loja linda, por sinal); quem estiver longe pode fazer os vestidos em casa e enviá-los pelo correio para a loja. Para mais informações (e instruções detalhadas sobre como fazer um vestido muito rápido e simples), espreitem este post no Cose +.

Bem, o post já vai longo por isso hoje vou ficar por aqui. Se quiserem receber a minha newsletter, inscrevam-se clicando neste link. Obrigada e até breve!

 

Around here Spring has arrived. The fields are full of lambs and calves and the gardens are bursting with flowers. The weather is still quite unstable, which is to be expected, but the wool beanies have been put away and the jackets stay at home more often than not. I’ve been sewing quite a lot: clothes for the boys and cushions for our sitting room. I’ve made some dolls and refurbished several vintage doll cots and took part in a couple of markets (I want to write a post about it and I really must put them up for sale online). We baked a few cakes (the one in the photo is the timeless “bolo de natas”, my grandmother’s sponge cream cake) and we sent postcards to the grandparents. Gardening season has started — I’ll write a post about our upcycled strawberry garden soon. And we have a (borrowed) broody chicken in our garden — she’s sitting on three duck eggs! You can imagine all the excitement that’s going on around here…!

I’ve been reading quite a few books, watching a fair amount of TV series and listening to lots of interesting podcasts. I often think that I’d love to share with you my findings and thoughts in a (weekly? biweekly?) newsletter — would you be interested in subscg? If you are, just follow this link to sign up. Here are a few suggestions:

  • Our local library has a small collection of DVDs for rent and I’ve been enjoying watching the Australian TV series Miss Fisher’s Murder Mysteries. It’s not as robust as Poirot or Miss Marple but the wardrobe is amazing, the characters are interesting and there’s a strong feminist flavour to it. And it’s fun to see a portrait of 1920s Melbourne society (even if it’s a bit idealised).
  • In absolute contrast to Miss Fisher, the French TV series Un Village Français has caused me a lot of anxiety and a few nightmares, but I can nevertheless recognise its merits.  It’s a very sober account of a French village under Nazi occupation and it expertly explores human relationships, as well as the inherent conflicts of that particular time in an incredibly realist and humanist way. 
  • I’ve been familiarising myself with the work of Gretchen Rubin. I’m reading her books about happines and habits (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) and I’ve listened to every episode of the Happier podcast. I tend to resist bestsellers (sometimes for years) and, up until now, I stupidly had not given her books a chance.  The fact of the matter is that her work goes way beyond self-help: it’s made me reflect upon my personality, the way I live my life, my moods and, of course, my everyday quest for joy and happiness. By taking her personality tendencies quiz, I realised — without much surprise — that I’m a “Rebel” (have you taken this quiz? what’s your tendency?). I’ve borrowed her books from the library but I’m considering buying my own copies.
  • I’ve especially enjoyed listening to the last two episodes of The Crafty Planner podcast: one with Liesl Gibson (of Oliver + S fame) and the other one with Diane Gilleland (the host of Craftypod, one of the first podcasts I ever listened to). They’re two very different interviews but they’ve both made me think about the craft industry and the role we play (both as consumers and authors) in regard to its survival and good health.

Well, this post is getting long so I’m going to wrap it up now. If you’d like to subscribe to my newsletter, just click on this link. Thank you!

Por Aqui :: Around Here

Por aqui as plantas crescem e as crianças também. O Pedro já agarra objectos, estuda-os com interesse e começa a pôr tudo na boca. Ontem fiz-lhe um tag blanket: para a semana mostro-vos o passo-a-passo. O Rodrigo ficou felicíssimo por poder estar no jardim no único dia em que não choveu — estendeu as mantas e regou as plantas. Fiz uns bolinhos com a receita do bolo de laranja do meu livro.Vendi conjuntos de retalhos para os quatro cantos do mundo (ainda há 5 disponíveis aqui). O blog fez 8 anos. E depois de amanhã fará 2 anos que nos fomos embora de Inglaterra.
PS. Hoje estou no OvO a responder a umas perguntas sobre gravidez e parto. Obrigada pelo interesse, Marta!
Around here plants grow and so do our children. Pedro is grabbing objects, studying them and starting to put them in his mouth. Yesterday I sewed one of those tag blankets for him: next week I’ll show you how I made it. Rodrigo was so happy to be out in the garden on the one day it didn’t rain… he played with his quilts and watered the plants. I made little cakes with one of the recipes from my book. My scrap packs were bought from people all over the world (there are still 5 available here). The blog turned 8 years old. And on the day after tomorrow it will be 2 years since we’ve left England.

(photos: © Constança Cabral)

Por Aqui :: Around Here

Por aqui aproveitamos os dias em que não chove para ir apanhar ar. Eu apanho muitas flores e espalho-as pela casa. Vou cosendo aos bocadinhos. Olho para o Pedro, cada vez mais crescido, e fico com tanta pena de não poder partilhá-lo com a família e com os amigos. Maravilho-me com o Rodrigo (e tento respirar fundo quando ele faz birras). Tento executar as dezenas de ideias que tenho cá para casa. Arrumo os tecidos e ponho à venda todos aqueles que não me vejo a usar nos próximos tempos. Conheço gente nova e fazemos planos para umas noites de costura. Sinto-me cheia de sorte. Tenho saudades. Faço contas. Planeio novas aventuras. Apercebo-me de que falta pouco tempo para Dezembro, mas aqui não cheira a Natal. Fico toda contente quando vocês me escrevem a dizer que o meu livro vos inspirou a lançar mãos à obra. Tenho saudades. Tenho saudades. A vida aqui é boa. Mas tenho tantas saudades.
Around here we make the most of the days when it doesn’t rain. I pick lots of flowers and spread them around the house. I sew a little at a time. I look at Pedro and feel sad that I can’t share him with friends and family. I marvel at Rodrigo (and take deep breaths whenever he throws yet another tantrum). I try to execute some of the dozens of ideas that I keep having for our space. I tidy up the fabric stash and sell everything that doesn’t resonate with me any more. I meet new people and we make plans for a few sewing evenings. I feel so lucky. I long for home. I crunch some numbers. I plan new ventures. I realise December is coming soon but I don’t feel the thrill of Christmas. I get so happy whenever you write to me to say that my book has inspired you. I miss so many things. Life around here is good. But I long for so much.
(photos© Constança Cabral)

Época de Jardinagem :: Gardening Season

Começou a época de jardinagem cá em casa. No ano passado comprei pés de plantas em vez de fazer sementeiras mas, neste ano, a minha abordagem é mista: tenho saudades de assistir ao processo completo, por isso semeio umas e compro outras. E tenho ainda o bónus daquelas que nascem espontaneamente — no sítio onde há um ano plantei quatro alfaces, agora apareceram nove!
[Obrigada à Sharyn por me ter enviado os seus restos de sementes e por se ter dado ao trabalho de incluir notas de prova em cada variedade de tomate.]
Growing season has started around here. Last year I took the safe (lazy?) route when I decided to buy plants instead of sowing seeds but this year I’m taking a hybrid approach to gardening. I miss watching the whole process so I’m sowing some things and buying others. And there’s also the bonus of self-seeded plants — last year I planted four lettuces and this year I’ve got nine free ones!

[Thank you, Sharyn, for sending me your leftovers and for being kind enough to include tasting notes for each tomato variety.]
(photos© Constança Cabral)

Por Aqui :: Around Here

 

Por aqui estamos todos bem, a crescer e a aproveitar os dias desta Primavera instável (um dia 20ºC, no dia a seguir 9ºC). Finalmente recebi o meu livro e não consigo descrever aquilo que senti quando peguei nele e o abri… felicidade, orgulho e algum alívio. Espero que gostem do resultado!
Gostava imenso que fossem partilhando imagens do livro e daquilo que fizerem com base nele. Publiquem as vossas fotografias na minha página no Facebook, no Pinterest e no Instagram, e usem o hashtag #livromaosaobra. Quem me dera poder estar em Portugal neste momento!
Para a semana vou começar a mostrar os bastidores do livro — acho que tem sempre graça ver aquilo que está por trás, as histórias atrás dos projectos, os locais e até os acidentes.
Um bom fim-de-semana para vocês, seja ele de Outono ou de Primavera!
Around here we’re all fit and well, and we’re trying to make the most of this crazy Spring (one day it’ll be 20ºC and the very next day only 9ºC). I finally received a copy of my book and I can’t describe what I felt when I opened the package and actually touched the book with my hands… joy, pride and a  bit of relief. I hope you’ll like it!
 
Next week I’m going to start sharing some peaks of what went on behind the scenes — I think it’s fun to get to know the stories, places and even a few accidents that occurred along the way.
 
Enjoy your spring/autumn weekend!

(photos© Constança Cabral)

Flores de Novembro :: November Flowers

Nunca na minha vida tinha assistido a um Novembro tão florido! Eis alguns dos arranjos que fiz ao longo do mês com as flores do nosso jardim. O que nos trará Dezembro?
Never before had I experienced such a flowery November! Here are some of the arrangements I made during this month with flowers from our garden. I wonder what December will bring us…
(photos: © Constança Cabral)

Plantar :: Planting Time

Este ano decidi comprar as plantas em vez de semear tudo. Tomei uma espécie de atalho jardineiro, se virmos bem. Escolhi tomates, coentros, manjericão, pimentos, malaguetas, espinafres e alfaces (já temos salsa, menta, alecrim, louro, funcho e cebolinho). O Rodrigo, como bom macaquinho de imitação que é, participou activamente na tarefa de plantar tudo no jardim. Nem imaginam como gosto de o ver assim!
This year I’ve decided to buy plants instead of sowing them. I took a gardening shortcut, that’s how I see it. I picked tomatoes, coriander, basil, sweet peppers, chili peppers, spinach and lettuce (we’ve already got parsley, mint, rosemary, bay, laurel, fennel and chives). Rodrigo, who’s great at copying us, took an active part in planting everything in the garden. I can’t tell you how much I enjoy watching him like this!

(photos: © Constança Cabral)

Jardim Primaveril :: Spring Garden

Depois de um Inverno sem o Natal para nos distrair, e dois meses passados em Portugal, cheguei a casa e encontrei um jardim que parece ter explodido.
Este jardim faz-me feliz. É uma salganhada de cores e cheiros, sem dúvida, e há partes que terão de ser repensadas. Mas é tão vibrante. E as flores… tantas flores! Algumas que se transformarão em frutos, outras que simplesmente cheiram bem e muitas ideais para cortar e trazer para dentro de casa. 
Hei-de partilhar convosco os arranjos que tenho feito. E os vegetais que plantámos neste fim-de-semana. Mas hoje mostro-vos apenas flores. E um rapazinho que gosta muito de ar livre.
After a winter with no Christmas to distract us and two months away in Portugal, I came home and found out that the garden has exploded.

This garden makes me happy. It’s a mess of colour and smell, no doubt, and there are some corners that are in need of some landscaping. But it’s just so vibrant. And the flowers… so many flowers! Some  will turn into fruits, other simply smell nice and many of them make ideal cutting material.

Soon I’ll show you the arrangements I’ve been making. And the veggies we’ve planted this weekend. But today it’s all about flowers. And a little boy who loves the fresh air.
(photos: © Constança Cabral)