Por aqui é Natal :: around here it’s Christmas

hand-printed wrapping paper

making christmas cards

Handmade Christmas stockings

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Por aqui é Natal!

A casa está (minimamente) enfeitada, os presentes estão embrulhados, os rapazinhos andam entusiasmados!

As nossas árvores de Natal na Nova Zelândia têm sido sempre árvores nativas, que depois plantamos no jardim. Para mim não faz sentido enfeitar um pinheiro ou um abeto aqui no hemisfério sul… Já tivemos uma totara e uma kowhai — este ano é a vez da pohutukawa.

Fiz meias (botas?) de Natal com tecidos antigos, um projecto rápido que me deu imenso gozo e me permitiu usar muitos dos tecidos que ando a coleccionar avidamente. Faço tenções partilhar o modelo convosco para o ano que vem.

Pintei metros e metros de papel de embrulho, inspirada por este workshop do Creativebug (sou fã incondicional do Creativebug mas vou deixar esse assunto para outro post).

Fizemos e enviámos postais de Natal (e o Pai Natal respondeu-nos!).

Este é o nosso quinto Natal fora de Portugal, mas este ano temos a companhia da minha mãe!

A todas as pessoas queridas que acompanham este blog quero desejar um Natal muito feliz e um ano novo cheio de alegria, paz, amor e saúde. Cá nos encontraremos em 2017!

***

Around here it’s Christmas time!

The house is (kind of) decorated, the presents are all wrapped up and the boys are excited!

Our Christmas trees in New Zealand have always been native trees that we plant out in the garden in the new year. I just can’t bring myself to decorate a pine or spruce here in the southern hemisphere… In past years we’ve had a totara and a kowhai — this year we’ve bought a pohutukawa.

I’ve sewn Christmas stockings with vintage fabrics, a quick and satisfying project that has allowed me to use all those precious bits of fabric I’ve been collecting over the years. I’m planning on sharing the pattern with you next year.

I’ve painted metres and metres of wrapping paper, inspired by this Creativebug class (my love for Creativebug will be the subject of a blog post very soon).

We’ve made and sent lots of Christmas cards (and Santa wrote back!).

This is our 5th Christmas away from Portugal but this year my mum has come to visit!

To all the lovely people who follow this blog I want to wish a very happy Christmas and a new year filled with joy, peace, love and good health.We’ll meet again in 2017!

A Mãe Galinha e os Três Patinhos :: Mother Hen and the three ducklings

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Hoje vou contar-vos a história de uma galinha que veio passar uma temporada cá a casa e que chocou três ovos de pata.

Antes de mais, deixem-me contextualizar este relato. Nós vivemos numa pequena vila nos confins da Nova Zelândia, numa casa com jardim. O nosso jardim é inclinado, não é completamente vedado e faz fronteira com três outros jardins das casas vizinhas. A rua onde a nossa casa fica situada é bastante movimentada, com trânsito constante de carros e camiões. Gostamos imenso da nossa casa e tivemos a sorte de ter herdado um jardim já estabelecido, mas fica a milhas do idílio rural inglês da nossa vida anterior…

Tudo isto para dizer que não temos propriamente as condições perfeitas para criar animais. Mesmo assim, há já algum tempo que eu andava com vontade de ter uma galinha e, idealmente, pintainhos ou patinhos. Por sorte, temos uma amiga que cria galinhas e patos e que nos disse que, quando uma das suas galinhas ficasse choca, poderíamos ficar com ela durante uns tempos.

E assim foi: um dia recebemos uma galinha choca, de seu nome Sparrow, e três alvíssimos ovos fertilizados de uma pata Indian Runner. A senhora dona Sparrow, depois de um choque inicial (provocado pelo entusiasmo algo desregrado do membro mais novo da nossa família), lá se sentou em cima dos ovos e, passados 28 dias, nasceram três patinhos amarelos!

Uma galinha a chocar ovos de pata? Urbana que sou, não fazia ideia de que tal coisa fosse possível. A verdade é que as galinhas, quando ficam chocas, sentam-se em cima de quaisquer ovos que estejam no seu ninho. Tem graça que, uns dias depois de termos acolhido a dita Sparrow, li com o Rodrigo “The Tale of Jemima Puddleduck”, que é precisamente sobre isto! A Jemima revolta-se contra a dona da quinta e insiste em chocar os seus próprios ovos, em vez de deixar que sejam chocados por uma das galinhas da quinta em que vive. Bem, neste caso não houve nenhuma pata melindrada, porque a pata que pôs estes ovos não estava choca e, consequentemente, preferia andar a passear do que sentar-se dias a fio num ninho confinado.

Como podem imaginar, ter uma galinha no nosso jardim foi uma excitação! O Pedro queria dar-lhe festinhas constantemente (e recebeu várias bicadas como resposta) e o Rodrigo andava empenhadíssimo em tratar dela. Eu requisitei uma série de livros sobre galinhas e patos na biblioteca e gostei imenso de estudar um tema sobre o qual não sabia absolutamente nada.

Ao fim de 28 dias, nasceram três patinhos absolutamente perfeitos. Foi uma alegria, digo-vos! (Desconfio que fui eu quem vibrou mais com o acontecimento.) Os patinhos são muito activos e adoram água e, no segundo dia, já estavam a nadar no tabuleiro com água que pus na capoeira. O Rodrigo deu-lhes logo nomes: Sam (o nome da professora dele), Harper e Chilli. Ao fim de uns dias apercebeu-se de que não os conseguia distinguir e anunciou-me que, daí em diante, chamar-se-iam apenas Fuzzy Little Guys (rapaz pragmático). A galinha foi uma óptima mãe — aceitou-os imediatamente como seus e foi sempre extremamente protectora e vigilante.

Ficámos com eles durante cerca de um mês. Pensámos construir-lhes um pequeno recinto para terem mais espaço, mas o gato da casa vizinha observáva-os com um olhar guloso e, por precaução, decidimos mantê-los na capoeira (que, apesar de ser coberta, tinha também um pequeno espaço ao ar livre). Os patos crescem a um ritmo alucinante e, a certa altura, tivemos mesmo de devolvê-los à procedência.

Adorámos a experiência e o Rodrigo já me disse que, para a próxima, quer ter pintainhos. Mal posso esperar!

***

Today I’m going to tell you the story of the chicken who came to stay with us for a while, in order to sit on three duck eggs.

Let me start by providing a bit of context. We live in a small town in the depths of New Zealand, in a house with a garden. Our garden is on a slope, it isn’t fully fenced and it’s surrounded by the gardens of our three neighbours. Our street is quite busy, with constant traffic from cars and trucks. We love our house and we’re lucky enough to have inherited an established garden but it’s miles away from the English rural idyll of our previous life…

All this to say that we don’t really have the perfect conditions to keep animals. However, I’ve been wanting a chicken for ages and, ideally, either chicks or ducklings. Luckily we have a friend who keeps both hens and ducks and she promised us that, once one of her chickens turned broody, she’d lend it to us.

And so it went: one day we received a broody chicken called Sparrow, as well as three fertile Indian Runner duck eggs. Miss Sparrow, after getting over her initial shock (caused by the unruly enthusiasm of the youngest member of our family), sat on the eggs and after 28 days three yellow ducklings hatched!

A chicken sitting on duck eggs? As a recently converted urbanite, I had no idea such a thing was possible. The fact of the matter is that when chickens are broody, they’ll sit on whichever eggs are in her nest. It’s funny because a few days after we welcomed Sparrow, I was reading “The Tale of Jemima Puddleduck” to Rodrigo and the book is precisely about this! Jemima rebels against the farmer’s wife, who insists on having one of her hens sit on Jemima’s eggs. Well, in this case there wasn’t any distressed duck because the duck that laid these eggs wasn’t broody, and therefore was more interested in running around that sitting on a secluded nest for days on end.

Well, as you can imagine having a chicken in our garden was a huge success! Pedro wanted to pet her constantly (and consequently got a fair share of unfriendly pecks) and Rodrigo was very keen on tending to her. I borrowed a lot of books on keeping hens and ducks from the library and really enjoyed learning about a subject I knew nothing about.

After 28 days, three absolutely perfect ducklings hatched. What a joy! (I suspect I was the one who was most excited about this whole adventure.) Ducklings are very active and on their second day there were already happily swimming in a tray of water. Rodrigo promptly named them Sam (his beloved teacher’s name), Harper and Chilli. A few days later he realised he couldn’t tell them apart so he announced they were to be named simply Fuzzy Little Guys (pragmatic boy). The chicken was a great mother to the ducklings: she immediately accepted them as her own and was always very vigilant and protective towards them.

We kept them for about a month. We thought of building a small pen for them but the neighbours’ cat had his greedy eyes on them and so we decided to keep them inside the coop (which had netting over the run). Ducklings grow incredibly quickly and eventually we had to give them back to our friend.

We absolutely loved the experience and Rodrigo has told me that next time we wants chicks. I can hardly wait!

Por Aqui :: Around Here

spring-flowers

vintage doll cot by Constanca Cabral

selling vintage doll cots and eco dolls by Constanca Cabral

duck eggs and vintage book about keeping poultry

bolo de natas by Constanca Cabral

buying strawberry plants

spring flower arrangement: homegrown daffodils and hyacinths in vintage gravy boat

backyard chicken

vintage sewing patterns and fabrics

seed packets

watering a box of strawberry plants

vintage-nz-stamps

new zealand sheep

sewing in progress

backyard chicken

Por aqui a Primavera chegou. Os campos estão cheios de carneiros e vitelos, os jardins encheram-se de flores. O tempo anda muito instável, claro, mas os gorros foram arrumados nas gavetas e os casacos às vezes ficam pendurados à porta de casa. Tenho cosido bastante: roupa para os rapazes, que crescem sem parar, e almofadas para a nossa sala. Fiz uma série de bonecas e restaurei antigos berços de bonecas, e fui vendê-los a duas feiras (tenho de escrever um post sobre isto, e é urgente organizar-me para pô-los à venda online). Fizemos bolos (aquele da fotografia é o eterno e incontornável bolo de natas) e escrevemos postais aos avós. A época de jardinagem recomeçou — tenho de fazer um post sobre o nosso morangal em objectos reciclados. E temos uma galinha (emprestada) a chocar três ovos de pata! Podem imaginar a excitação que se vive por aqui…!

Tenho lido bastante, visto algumas séries de televisão e ouvido muitos podcasts interessantes. Muitas vezes penso que gostaria de partilhar algumas das minhas minhas descobertas e reflexões numa newsletter (semanal ou quinzenal) — têm interesse nisso? Se sim, cliquem neste link e inscrevam-se. Por agora, aqui ficam algumas sugestões:

  • A nossa biblioteca tem muitos DVDs para alugar e tenho-me divertido imenso a ver a série australiana Miss Fisher’s Murder Mysteries. Não é tão robusta como o Poirot ou a Miss Marple, mas o guarda-roupa é excelente, as personagens são interessantes e tem um forte teor feminista. E também tem graça ver um retrato (mesmo que idealizado) da sociedade de Melbourne nos anos 20.
  • Em contraste absoluto com a Miss Fisher, a série francesa Un Village Français tem-me causado muita ansiedade e alguns pesadelos, mas não posso deixar de reconhecer o seu mérito. É um relato ultra sóbrio de uma vila francesa durante a ocupação nazi e explora as relações humanas e os conflitos da época de uma forma incrivelmente realista e humanista.
  • Tenho andado a descobrir o trabalho da Gretchen Rubin. Estou a ler os seus livros sobre felicidade e hábitos (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) e ouvi todos os episódios do podcast Happier. Tenho tendência a resistir (às vezes durante anos) a bestsellers e, até agora, estupidamente nunca tinha dado uma oportunidade a esta autora. A verdade é que o trabalho dela é muito mais do que auto-ajuda: faz-me reflectir sobre a minha personalidade, a maneira como vivo a minha vida, o meu estado de espírito e claro, a minha busca pela alegria e felicidade no dia-a-dia. Ao responder ao quiz sobre as quatro tendências de personalidade, verifiquei — sem grande surpresa — que sou uma “Rebel” (já responderam a este questionário? qual é a vossa tendência?). Requisitei os livros dela na biblioteca mas acho que vou acabar por comprá-los.
  • Gostei especialmente dos dois últimos episódios do podcast The Crafty Planner: um com a Liesl Gibson (dos moldes Oliver + S) e o outro com a Diane Gilleland (a autora do Craftypod, um dos primeiros podcasts que ouvi). São entrevistas muito diferentes, mas ambas fizeram-me reflectir sobre a indústria dos crafts e a forma como todos nós (consumidores e autores) desempenhamos um papel fundamental à sua sobrevivência e (boa) saúde.
  • Comecei a fazer vestidos para contribuir para a inciativa Dress a Girl Around the World. Quem viver na zona de Lisboa pode participar nos encontros mensais na loja The Craft Company, em Cascais (uma loja linda, por sinal); quem estiver longe pode fazer os vestidos em casa e enviá-los pelo correio para a loja. Para mais informações (e instruções detalhadas sobre como fazer um vestido muito rápido e simples), espreitem este post no Cose +.

Bem, o post já vai longo por isso hoje vou ficar por aqui. Se quiserem receber a minha newsletter, inscrevam-se clicando neste link. Obrigada e até breve!

 

Around here Spring has arrived. The fields are full of lambs and calves and the gardens are bursting with flowers. The weather is still quite unstable, which is to be expected, but the wool beanies have been put away and the jackets stay at home more often than not. I’ve been sewing quite a lot: clothes for the boys and cushions for our sitting room. I’ve made some dolls and refurbished several vintage doll cots and took part in a couple of markets (I want to write a post about it and I really must put them up for sale online). We baked a few cakes (the one in the photo is the timeless “bolo de natas”, my grandmother’s sponge cream cake) and we sent postcards to the grandparents. Gardening season has started — I’ll write a post about our upcycled strawberry garden soon. And we have a (borrowed) broody chicken in our garden — she’s sitting on three duck eggs! You can imagine all the excitement that’s going on around here…!

I’ve been reading quite a few books, watching a fair amount of TV series and listening to lots of interesting podcasts. I often think that I’d love to share with you my findings and thoughts in a (weekly? biweekly?) newsletter — would you be interested in subscg? If you are, just follow this link to sign up. Here are a few suggestions:

  • Our local library has a small collection of DVDs for rent and I’ve been enjoying watching the Australian TV series Miss Fisher’s Murder Mysteries. It’s not as robust as Poirot or Miss Marple but the wardrobe is amazing, the characters are interesting and there’s a strong feminist flavour to it. And it’s fun to see a portrait of 1920s Melbourne society (even if it’s a bit idealised).
  • In absolute contrast to Miss Fisher, the French TV series Un Village Français has caused me a lot of anxiety and a few nightmares, but I can nevertheless recognise its merits.  It’s a very sober account of a French village under Nazi occupation and it expertly explores human relationships, as well as the inherent conflicts of that particular time in an incredibly realist and humanist way. 
  • I’ve been familiarising myself with the work of Gretchen Rubin. I’m reading her books about happines and habits (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) and I’ve listened to every episode of the Happier podcast. I tend to resist bestsellers (sometimes for years) and, up until now, I stupidly had not given her books a chance.  The fact of the matter is that her work goes way beyond self-help: it’s made me reflect upon my personality, the way I live my life, my moods and, of course, my everyday quest for joy and happiness. By taking her personality tendencies quiz, I realised — without much surprise — that I’m a “Rebel” (have you taken this quiz? what’s your tendency?). I’ve borrowed her books from the library but I’m considering buying my own copies.
  • I’ve especially enjoyed listening to the last two episodes of The Crafty Planner podcast: one with Liesl Gibson (of Oliver + S fame) and the other one with Diane Gilleland (the host of Craftypod, one of the first podcasts I ever listened to). They’re two very different interviews but they’ve both made me think about the craft industry and the role we play (both as consumers and authors) in regard to its survival and good health.

Well, this post is getting long so I’m going to wrap it up now. If you’d like to subscribe to my newsletter, just click on this link. Thank you!

A day in the life

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Tenho este post parado na pasta dos rascunhos há já umas semanas (acabei de reparar que já lhe fiz 25 revisões… ui!). Estas fotografias mostram um bom dia de Inverno passado, cá em casa, na companhia do Rodrigo. Mas não é, nem por sombras, um dia típico — normalmente ele está na escola e eu estou em casa a fazer aquilo que tem de ser feito para termos uma existência minimamente confortável, assim como algum trabalho criativo (que costumo priorizar em detrimento de uma casa arrumada ou de ler e responder a emails).

Nas versões anteriores que escrevi foram aparecendo alusões a assuntos mais pesados e sombrios. Ser mãe neste isolamento não tem sido fácil para mim — já aludi a isso uma ou outra vez — e já me aconteceu sentir-me algo defraudada em relação àquilo com que, de forma insconsciente, contava quando fiquei grávida pela primeira vez. Dou por mim a escrever sobre gestão de expectativas, depressão pós-parto, solidão… e depois acabo sempre por apagar tudo o que escrevi.

Talvez tenha a ver com a maneira como fui criada, ou com as minhas circunstâncias sociais e culturais, mas tenho uma enorme dificuldade em falar sobre estes assuntos num espaço tão público. É curioso, porque até me considero uma pessoa relativamente aberta — pelo menos até um certo ponto — e não teria tantos pruridos em discutir estes assuntos numa conversa de viva voz. É capaz de ser este formato de blog que complica as coisas — o facto de vocês só verem as palavras que escolho pôr por escrito, sem que sejam acompanhadas de expressões faciais ou linguagem corporal. Eu escrevo um post, vocês deixam um comentário (ou não)… mas não há aquele diálogo natural entre pessoas que se encontram face a face.

Onde é que eu quero chegar com isto? Bem… continuo a não conseguir saber lidar muito bem com aqueles posts em que conto apenas uma parte da história. Ao mostrar imagens fora de contexto, arrisco-me a ser superficial e não totalmente verdadeira. Sim, é óptimo focarmo-nos nas partes positivas das nossas vidas (e eu tenho a sorte de estar rodeada de amor e saúde), mas o facto de simplesmente apagar as partes difíceis não me parece que seja especialmente útil a quem leia este blog e esteja a passar por uma situação semelhante à minha.

Enfim, acho que vou ficar por aqui. Gosto de ter voltado ao blog, mas continuo um bocado à deriva em relação a conseguir encontrar o meu equilíbrio: aquele ponto ideal entre um blog que não é confessional, mas que também não é apenas um “show and tell”. Obrigada por me continuarem a acompanhar nesta viagem de descoberta e partilha.

I’ve had this post sitting on my drafts folder for a few weeks now (I’ve just counted 25 revisions… yikes!). This is what a good winter’s day with Rodrigo looks like when he’s at home with me. It’s the ideal day, so to speak. It’s not our everyday, thought — he’s usually at preschool and I’m at home doing housework and sometimes a bit of creative work too (which I always tend to prioritise in detriment of a tidy home and an inbox under control).

In previous versions of this post, deeper, darker subjects have crept up. I don’t find motherhood in isolation easy (I’ve hinted at it a couple of times in the past few years). Sometimes I feel that this isn’t what I signed up for — the isolation bit, not motherhood itself — and I write about managing expectations, coping with postnatal depression, isolation…. and then I delete it all.

It might have to do with my particular upbringing and my social and cultural circumstances, this whole difficulty in discussing certain matters in such a public space. It’s funny because I’m quite an open person — up to a point, I guess — and I’d have no problems discussing these issues with most of you in a conversation in real life. Perhaps it’s just this blogging format that doesn’t feel very conducive to this kind of conversation — the fact that you can only see my written words, without my facial expressions and body language going along with them. Or maybe it’s just the way blogging works:  I publish a post, you might leave a comment, but there’s no easy way of getting that natural back and forth that you get when you’re talking face to face with another person.

So  where am I getting at? I guess it’s just the fact that I struggle with telling you only one part of the story. Showing images and not providing a context can sometimes feel superficial and untrue. Yes, focussing on the positives is great (and I am so lucky to be surrounded with love and good health) but simply wiping out the difficult parts might not be particularly helpful to someone who might be reading this blog and going through a situation similar to my own.

Well, I guess that’s it for today. I’m glad I’ve resumed blogging but I’m still struggling to find my balance: that ideal place between a blog that’s not confessional but which also isn’t just a show and tell. Thank you for coming along with me in this journey of self-discovery and sharing.

 

 

 

Por aqui :: Around here


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Por aqui estamos em pleno Inverno. Muito frio, muita chuva mas também muitos dias de sol (felizmente!). Tenho cosido bastante: uma boneca nova, máscaras, calças de pijama e camisolas para rapazinhos que estão sempre a crescer e até umas luvas feitas com feltro caseiro. Tenho variado as receitas de pão, tenho apreciado novamente os tricots feitos pelas avós (como eu gosto de coisas tricotadas à mão!) e tenho tido alguma sorte nas minhas incursões por mercados de velharias e lojas de caridade.

Continuamos a frequentar a biblioteca semanalmente (um dos pontos altos nas vidas dos meus filhos!) e tenho lido bastante. Neste momento estou a ler um livro que me está a marcar especialmente: Big Magic da Elizabeth Gilbert. É um daqueles títulos que está a ter um grande hype mas garanto-vos que vale mesmo a pena ser lido. Aliás, nunca li o famosíssimo Eat, Pray, Love e até estou a ficar com vontade de lhe dar uma oportunidade. Este Big Magic é encantador, muito positivo mas sem filosofias baratas. É sobre criatividade, percepções e medo. Peguei no livro porque gostei imenso do podcast que o acompanha: Magic Lessons. Já o ouviram?

E por falar em podcasts, descobri recentemente dois de que estou a gostar muito. O primeiro chama-se First Day Back e é sobre uma mãe cineasta que, após seis anos de licença de maternidade, resolve voltar a trabalhar. Esta temática interessa-me bastante e dá pano para mangas… muito sinceramente, acho que não há respostas certas nem erradas neste campo e que cada pessoa deve tentar fazer as suas escolhas de forma consciente. Mas também acho que as mulheres do século XX romperam com um paradigma milenar e não é em apenas duas gerações que a sociedade se consegue reajustar de forma equilibrada. Ou seja, ainda é muito difícil conciliar filhos e carreira. Vale a pena ouvir o podcast todo de seguida!

Outro podcast que descobri na semana passada foi o Slow Your Home. Uma das coisas boas que esta nossa vida na Nova Zelândia nos tem trazido é a calma no dia-a-dia. Nunca fui fã desta cultura actual de “busyness” (muitos programas, muitas compras, muito barulho, muito trabalho, muitos compromissos) e aqui parece que não tenho de me justificar quando faço escolhas menos frenéticas. Enfim, este é um tema que cada vez me interessa mais e vou continuar a ouvir, ler e pensar sobre o assunto.

Para vocês que estão a entrar no Verão, espreitem o Cose+, porque ao longo da próxima semana vamos ter imensas sugestões de costuras para dia quentes. Também tenho um separador aqui no blog dedicado exclusivamente ao Verão. E, se quiserem reciclar roupa para as vossas crianças, espreitem este post (calças de linho do avô transformadas em calções para o neto) e este post (fatos de banho do tio transformados em calções de praia para o sobrinho).

 

Around here we are in winter mode. Very cold, lots of rain but also plenty of sunny days (thank goodness!). I’ve been sewing a lot: a new doll, costumes, pyjamas and tops for two ever growing boys and even a pair of mittens out of homemade felt. I’ve been trying out new bread recipes, I’ve been appreciating again all the hand-knitted things made by both grannies (oh how I love hand-knits!) and I’ve been having some luck in my excursions to second hand markets and charity shops.

Every week we go to the library (it’s one of the highlights of my children’s lives!) and I’ve been reading a lot. Currently I’m enjoying Elizabeth Gilbert’s Big Magic. It’s one of those books that’s been hyped up a lot lately but I assure you it’s well worth a try. I’ve never read the uber famous Eat, Pray, Love and this book is actually making me want to give it a chance. Big Magic is charming, positive and devoid of cheap philosophy. It’s about creativity, perceptions and fear. I picked it up because I loved its accompanying podcast: Magic Lessons. Have you listened to it?

Speaking of podcasts, recently I’ve discovered two that I’m really enjoying. One is First Day Back, about a filmmaker who wants to get back to work after six years of maternity leave. This subject interests me and we could spend hours discussing it… honestly, I don’t think there are right or wrong answers – each person must try to make their own choices. But I also think that women in the 20th Ventura have broken a millennial paradigm and society can’t readjust itself in just two generations. In a nutshell, it’s still pretty hard to balance both children and career. This podcast is great for binge listening!

Another podcast I discovered last week is Slow Your Home. One of the good things this life of ours in New Zealand has afforded us is peace and quiet in our everyday. I’ve never been a fan of “busyness” (lots of engagements, lots of shopping, lots of noise, lots of work, lots of compromises) and here I feel that I don’t have to justify myself when I make less frantic choices. This is a theme that I find fascinating and I’ll go on listening, reading and thinking about it.

For those of you who are entering summer, make the most of it! If you want to dive into my archives, I’ve got a whole category dedicated to summer living and crafting right here.

Por Aqui :: Around Here

autumn picnic in New Zealand - Constanca Cabral

romper made from a vintage Simplicity pattern, using Palos Verdes fabric - Constanca Cabral

gardening with kids : poding beans - Constanca Cabral

making a doll - Constanca Cabral

autumn flower arrangement - Constanca Cabral

quince paste - Constanca Cabral

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Por aqui… bem, por aqui passou-se um ano e muita coisa se passou durante este meu último ano.

Para começar, o blog tem um endereço novo, uma imagem nova, um nome novo. Obrigada à Sílvia, à Filipa e à Joana pela ajuda durante este longo processo de mudança.

Ainda há muito por fazer: acabar de arrumar o site, alterar alguns pormenores, enfim. Mas resolvi voltar a escrever aqui antes de estar tudo pronto. O grande mantra do empreendorismo contemporâneo é “start before you’re ready”, não é? Se ficarmos à espera de que todas as condições estejam reunidas para lançar (ou, neste caso, relançar) um projecto, se só dermos o primeiro passo depois de acharmos que tudo está perfeito… bem, então a tarefa de (re)começar torna-se hercúlea. Tenho vontade de voltar a escrever posts e vou tratando do resto com calma. Espero que se sintam confortáveis aqui e peço-vos alguma paciência para os próximos tempos.

Também espero que tanta coisa nova se traduza num novo fôlego para eu voltar a habitar esta casa. O blog esteve em pausa durante um ano mas o meu Instagram continuou bastante activo — e, mais importante ainda, eu nunca estive parada. Aliás, quando retirei a pressão (e a obrigação auto-imposta) de documentar os meus projectos (tirar várias fotografias, escrever textos com pés e cabeça), passei a fazer muito mais coisas, porque aquelas horas que gastava a elaborar posts passaram a ser canalizadas para o acto de simplesmente fazer. Partilhei a maior parte daquilo que fiz no Instagram e, durante uns meses, foi um alívio poder simplesmente tirar uma fotografia rápida com o telefone e escrever uma legenda curta, sem ter de me preocupar com estrutura, links, traduções e por aí fora. No entanto, com o passar do tempo — e à medida que me fui sentindo menos assoberbada e exausta — comecei a sentir falta de um espaço com maior profundidade. Fiquei com saudades deste blog que comecei há dez anos e que é a minha casa na internet.

Pensei muito durante este ano. Cheguei a algumas conclusões, mas há outras dúvidas que persistem. Hoje recomeço este blog sem planos estruturados, sem um calendário editorial rígido, sem grandes obrigações de periodicidade. Vou voltar a escrever posts quando me for possível, vou continuar a ser eu própria, às vezes mais aberta, outras vezes mais reservada.

Esta história de ter um blog sobre a minha vida quotidiana — em que o enfoque é sempre o acto de fazer à mãofazer em casa e fazer de forma simples  (mesmo quando essa aparente simplicidade acaba por ser bastante mais trabalhosa do que comprar já feito) — tem muito que se lhe diga. Consciente ou inconscientemente, a minha vida pessoal acaba por permear tudo aquilo que vou partilhando aqui. Por muito que eu estabeleça fronteiras, a linha que divide a “esfera pessoal” da “esfera privada”  é, por vezes, bastante cinzenta. E, depois, há aquele eterno dilema da imagem da minha vida que acaba por ser retratada neste espaço. Por muito que eu queira ser sempre transparente, honesta e eu própria, é inevitável que muitas coisas fiquem por dizer, por mostrar ou por explorar. Da mesma forma como não contamos todos os pormenores da nossa vida, em voz alta, numa sala cheia de gente, não nos expomos totalmente na internet. Há muitos de vocês que são meus conhecidos e meus amigos (e acreditem que este blog que tem feito conhecer muitas pessoas bestiais, com quem tenho desenvolvido amizades), mas também há muitas pessoas que me lêem e que nunca deixaram um comentário, nunca me abordaram na rua, nunca me escreveram um email. Há muitos desconhecidos agora e muitos mais haverá no futuro. Tudo isto para voltar a insistir na questão de que aquilo que partilho convosco é só uma parte da minha vida… está longe de constituir a totalidade da minha existência.

Por outro lado, a minha vida já não é só minha. Tenho um marido e dois filhos pequenos e, se não me faz confusão mostrar a cara deles aqui, entrar na sua esfera privada está fora de questão. (Sei que há toda a questão do direito à imagem deles, mas essa discussão vai ficar para outro dia.) Enfim, estes são temas muito complexos, ao ponto de se tornarem paralisantes. Vou continuar a agir com naturalidade e boa fé, vou continuar a povoar este espaço com boas energias e bons sentimentos e vou continuar a ter esperança e a acreditar no Bem.

Obrigada a todas as pessoas que estiveram presentes durante este último ano. Obrigada por todos os comentários no Instagram, pelos emails, pelos olás ao vivo e pelo entusiasmo com que recebem as minhas partilhas. Isto convosco tem muito mais graça.

 

Around here… well, it’s been a year and a lot has happened in this past year.

For starters, the blog has a new address, a new look and a new name. Thank you SílviaFilipa and Joana, for helping me throughout this process.

There’s still a lot to do: some recategorizing, a bit of formatting and a few tweaks here and there. But I’ve decided to resume my blogging activity before everything is finished. The great mantra of modern entrepreneurism is “start before you’re ready”, right? If you wait for every star to be aligned in the ideal position before you (re)launch something, if  you only take the first step when you feel everything is perfect… well, then the task of (re)starting takes herculean proportions. I feel the urge to blog again and I’ll take care of the rest in due time. I hope you’ll feel comfortable here and I ask you to bear with me while I tidy things up.

I didn’t blog for a year but I kept very active on Instagram. Once I took away the pressure (and self-imposed obligation) to document my projects — take several pictures, write proper compositions — I suddenly started making many more things, because those hours that I used to spend editing photos and writing posts were now being used solely for making. I shared most of my makes over at Instagram and, for a few months, it was such a relief to simply snap a picture with my phone and write a small caption, without worrying about structure, links, translations and so forth. However, as time went by and I felt less overwhelmed and less exhausted, I started craving a space with a little more depth to it. I missed this blog that I started writing ten years ago and that is my home in the internet.

During this past year I did a lot of thinking. I came to a few conclusions but many doubts still persist. Today I resume this blog with no big plans, no strict editorial calendar and no self-imposed obligations of consistency. I intend to post whenever I can and I’m going to go on being myself — sometimes more open, other times more reserved.

This business of blogging about my everyday life — even when the focus is making by handmaking at home  and making in a simple way (even when that apparent simplicity ends up being a lot more work that buying something ready-made) — can be a bit tricky. Whether consciously or unconsciously, my personal life ends up permeating a lot of what I share. As much as I establish boundaries, the line that separates my “personal sphere” from my “private sphere” can be quite grey. And then there’s that whole dilemma of the image of my life that ends up being portrayed here. As much as I strive to always be transparent, honest and myself, it’s inevitable that a lot of things don’t get told, shown or explored. In the same way that we don’t tell out loud every detail of our lives in a room full of people, we don’t entirely expose ourselves online. I do know some of you (some of you are friends and others are online acquaintances whom I’ve grown fond of) but there are others who’ve never left a comment, written me an email or had an interaction with me. This blog is read by many people who are, in fact, strangers to me — that’s the nature of the internet and I’m OK with it. But I feel like the need to state yet again that what I share online is just a portion of my life… it’s not the whole extension of my existence.

On the other hand, my life isn’t entirely my own any more. I’ve got a husband and two young children and while I don’t see a problem in sharing their faces, entering their private lives is out of the question. (I know there’s the whole conundrum of whether I’ve got a right to their images or not but we shall discuss that another time.) Anyway, these are very complex subject matters, so much so that they can sometimes be paralysing. I’ll continue to be natural and act in good faith, I’ll go on populating this space with good energies and good feelings and I’ll keep on having hope and believing in goodness.

Thank you to everyone who has been present throughout this last year. Thank you for every comment on Instagram, for every email, for every hello in the flesh and for the enthusiasm you’ve shown in regard to what I choose to share. You make everything a lot more fun.

 

Por Aqui :: Around Here

Por aqui estamos em pleno Outono, com tudo o que de bom e mau isso implica. Março é o meu mês preferido nos antípodas (equivale a Setembro no hemisfério norte) e costuma ser um mês de extremos: frio, calor, tempestades, chuva torrencial, sol radioso. Mas é a luz dourada que mais me atrai nesta altura do ano, bem como as cores das folhas das árvores, as bagas nos arbustos e a abundância de fruta e legumes.
Temos aproveitado ao máximo os dias bons para para brincar no jardim, passear, ir apanhar amoras e maçãs à beira da estrada… Infelizmente os meus passeios a pé depois do jantar já acabaram (não gosto nada de passear no escuro) e a época das febres já chegou cá a casa. 
Uma nova estação traz novos ritmos, novas actividades e novas conquistas. Bem-vindo, Outono!
Around here it’s autumn, with all the good and the bad this it entails. March is my favourite month in the antipodes (it’s the equivalent of September in the northern hemisphere) and it’s usually a month of contrasts: cold, hot, stormy, rainy, sunny. But it’s the golden light that attracts me the most, as well as the leaves changing colour, the berries and the abundance of fruit and vegetables.

We’ve been making the most of the sunny days by playing in the garden, exploring new places, picking blackberries and apples on road verges… Unfortunately my daily walks after dinner have come to an end as I don’t like walking after dark, and fever season is upon us.

A new season brings new rhythms, new activities and new milestones. Welcome, autumn!

Por Aqui :: Around Here

Por aqui as últimas semanas têm sido bastante preenchidas. O Pedro fez 6 meses e o Rodrigo fez 3 anos, arranjámos dois armários, cosi bastante, acolhemos uma visita inglesa e organizei a minha primeira festa infantil. Agora vamos de férias de para a praia (esperemos que o tempo seja nosso amigo) e estarei de volta daqui a uma semana. Até breve!
Around here these last few weeks have been filled with happy things. Pedro turned 6 months and Rodrigo is now a 3-year-old, we revamped two cupboards, I sewed a lot, we had an English guest and I threw my very first children’s party. Now we’re going on holidays to the beach (let’s hope the weather is nice) and I’ll be back here next week. See you soon!

(photos: © Constança Cabral)

Oliver + S Bucket Hat

Voltei a fazer um chapéu para o Rodrigo com o molde (gratuito) Reversible Bucket Hat. Este foi o quarto bucket hat que fiz para ele (podem ver as versões para 6 meses aqui e para 1 ano e meio aqui) e tenho a certeza de que não terá sido o último. 
Não sigo as instruções à letra, porque evito coser à mão sempre que consigo arranjar uma alternativa. Neste caso, a alternativa é construir o chapéu como se de um saco se tratasse: fazer o exterior, fazer o forro, colocá-los um dentro do outro, direito com direito, coser a toda a volta deixando uma abertura, virar para o direito e pespontar. Também incluo sempre um elástico — tanto a Nova Zelândia como Portugal são países ventosos (embora o vento na NZ esteja noutro campeonato) e, apesar de o elástico não ser muito bonito, prefiro ver o chapéu na cabeça do Rodrigo do que no chão. É certo que, com a inclusão do elástico, o chapéu deixa de ser reversível, mas dado que fiz o forro igual à parte de fora do chapéu…
Já experimentaram este molde? Dá para adaptar a rapazes e raparigas e funciona sempre. Recomendo-o vivamente!
I’ve made another Reversible Bucket Hat (free pattern) for Rodrigo. It’s the fourth bucket hat I’ve made so far (check out the previous versions at 6 months and 1.5 years old) and I’m sure this one hasn’t been the last.

I don’t follow the instructions to the letter because I avoid hand-sewing whenever I can find a suitable alternative. In this case, the alternative is to construct the hat as if it were a bag: you make the exterior and the lining separately,  sew them right sides together, leaving a small opening, then turn the whole thing through the opening and topstitch all around the brim. I also like to include a piece of elastic, as both New Zealand and Portugal are windy countries (although NZ clearly wins in the wind department). Even though the elastic isn’t exactly pretty, I’d rather see the hat on Rodrigo’s head than on the floor. It’s a fact that the inclusion of the elastic prevents the hat from being reversible but since I used the same fabric on the exterior and on the lining…

Have you ever used this pattern? You can easily adapt it suit to boys and girls alike and it always turns out great. I highly recommend it!
(photos: © Constança Cabral)

Por Aqui :: Around Here

 

 

Por aqui é Verão. Nuns dias está sol, noutros chove, mas está quase sempre quente e húmido. O Rodrigo esteve de férias e fartou-se de brincar, ver livros, ouvir música, cozinhar, cantar e rir. O Pedro continua a crescer bem, sempre com bom feitio. O nosso jardim está ao rubro e temos comido aquilo que não interessa aos pássaros e aos caracóis (ultimamente framboesas, alfaces e ervas aromáticas).
Gosto muito de ir fotografando alguns momentos do nosso dia-a-dia para depois compor estes posts (que depois suplemento com fotografias do Tiago) mas acho que, de vez em quando, tenho de fazer lembrar que estas imagens só mostram parte da realidade. Não vos mostro a desarrumação crónica, as camas por fazer, as birras do Rodrigo, o nosso cansaço, a confusão instalada na minha cabeça. Aquele almoço com o Rodrigo no jardim, por exemplo, foi sol de pouca dura: ele estava a portar-se tão mal que, passados dois minutos, viemos para dentro de casa. Isso não significa que a fotografia seja falsa — aquele momento aconteceu, sim, mas não durou muito tempo.
Porque é que estou a escrever algo tão óbvio? É que, por vezes, há quem não perceba que o meu blog é uma colecção de momentos felizes, que quero guardar para sempre na minha memória e que gosto de partilhar com as pessoas que me acompanham. É uma partilha virtual, é certo, mas não deixa de ser importante para mim. Se vivêssemos em Lisboa, será que mostraria tantas fotografias dos nossos filhos? Acho que não. Mas moramos longíssimo e custa-me não poder partilhar com outras pessoas a infância dos meus filhos.
Também me perguntam como conseguimos fazer tanta coisa com duas crianças pequenas e quase sem ajuda. A resposta é simples: demoramos imenso tempo a fazer o que quer que seja. O corredor de nossa casa foi pintado em quatro fases, que se prolongaram durante ano e meio, e eu ando há cinco meses para escrever um post sobre o assunto. Se eu gostava de voltar a escrever quatro ou cinco vezes por semana no blog? Claro que sim, mas nesta altura é-me impossível porque simplesmente não tenho tempo.
Tenho muitos planos para 2015, sendo que o mais importante — depois do bem-estar da minha família, claro — é contribuir mais para o orçamento familiar. Tenho algumas ideias que espero conseguir pôr em prática, mas adoraria ouvir as vossas sugestões. Que produtos gostariam que eu lançasse? Se tiverem um bocadinho livre, escrevam as vossas sugestões nos comentários ou, melhor ainda, enviem-mas por email. Muito obrigada!
It’s summer around here. Some days it rains, other times the sun shines, but it’s almost always hot and humid. Rodrigo’s school was closed for a few weeks and he enjoyed himself at home: he played, read books, listened to music, cooked, sang and laughed a lot. Pedro keeps on growing and he’s such a happy chap, always in a good mood. Our garden is thriving and we’ve been eating the things birds and snails don’t seem to enjoy too much (lately it’s been raspberries, lettuces and herbs).
 
In order to compose these “around here” posts, I like taking pictures of certain moments in our everyday life and then I supplement them with photos taken by Tiago. However, I feel that, from time to time, I must  remind you that these images are just a part of our reality. I don’t show you the constant state of untidiness, the unmade beds, Rodrigo’s tantrums, our tiredness or the mess that lives inside my head. For instance, that lunch in the garden with Rodrigo only lasted for two minutes: he was behaving so badly that we quickly came back inside. That doesn’t mean that the image is a lie — that moment did happen but it was extremely short-lived.
 
Why am I stating the obvious? Well, sometimes people don’t seem to understand that my blog is a collection of happy moments, moments I want to keep in my memory and moments that I enjoy sharing with others. It’s a virtual kind of sharing, for sure, but it’s sharing nonetheless. Would I post so many pictures of my children if we lived in Lisbon? I don’t think so. But we live incredibly far away from home and I find it hard not being able to share the boys’ childhood with anyone.
 
I’m also asked often how we manage to do so much with two kids and very little help. The answer is simple: it takes us an awfully long time to make anything. Our corridor was painted in four stages over a year and a half and I’ve been wanting to blog about it for five months now. Would I like to go back to blogging four or five times a week? I would, actually, but right know that’s impossible because I simply don’t have the time.
 
I’ve got lots of things planned for 2015 and the most important one — besides taking care of my family — is to contribute more to the family’s finances. I’ve got a few ideas that I’d love to execute but I’d really like to hear your thoughts on this. What would you like me to offer? If you have a minute, write up some suggestions in the comment section below or, even better, shoot me an email. Thank you very much!
(photos: © Constança Cabral)