Potato Printing

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Ontem à noite estampei uma capa de almofada. Usei meia batata que encontrei no nosso jardim (nunca plantámos batatas mas todos os anos desenterramos pelo menos uma dúzia delas… claramente os donos anteriores da nossa casa cultivavam-nas), um resto de lençol antigo de linho e uma mistura de duas tintas para tecidos.

A cor acabou por não ficar bem como eu queria — a mistura original era mais escura mas, depois de seca, revelou-se bastante mais cor-de-rosa do que a minha ideia inicial. Não faz mal, logo verei se resulta ou não com os outros tecidos que ando a reunir para a nossa sala. Se não resultar, posso sempre utilizá-lo para outra coisa.

O padrão é claramente inspirado neste tecido da Rebecca Atwood, cujo trabalho admiro imenso e cujo livro comprei há pouco tempo. A primeira vez que vi este tecido foi numa almofada na sala antiga da Emily Henderson. Uns meses mais tarde voltei a vê-lo no sofá da Erin Boyle. O padrão é tão simples mas tão incrivelmente eficaz! A minha estampagem ficou longe de perfeita, porque foi feita à noite, um bocado à pressa, sem régua nem medições, mas por acaso até gosto dela assim. Já não usava carimbos de batata desde a minha infância e não há dúvida de que funcionam bem!

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Yesterday evening I printed a cushion cover. I used half a potato I found in my garden (even though we’ve never planted potatoes here, every year we dig out at least a dozen of them… clearly the former owners of our house used to grow them), a piece of an old linen sheet and a mix of two fabric paints.

The colour didn’t turn out exactly as I had planned — the original mix was much darker but, once it dried, it turned out much more pink than I had anticipated. That’s all right, I’ll wait and see if it’s going to work with the other fabrics I’m putting together for our sitting room. If it doesn’t work, I can always use it for another purpose.

The pattern is clearly inspired by this fabric by Rebecca Atwood, whose work I admire and whose book I bought a few weeks ago. The first time I noticed this fabric was on a cushion in Emily Henderson‘s former living room. A few months later I saw it covering Erin Boyle‘s sofa. The pattern is so simple but so incredibly bold and graphic! My printing has turned out less than perfect because I was doing it at night, kind of in a hurry, without any rulers or measurements, but I actually like it this way. I had not used potato stamps since childhood and they’re incredibly effective!

Embrulho #4 :: Gift Wrapping #4

Mais uma ideia para carimbar papel de embrulho: tinta acrílica e uma rolha. Acreditam que tive de comprar uma rolha para este projecto? As garrafas de vinho neozelandês são todas de enroscar… não tenho uma única rolha no fundo das gavetas da minha cozinha!
O processo é simples: com um rolo espalha-se um bocado de tinta numa superfície lisa (eu usei papel vegetal de cozinha, mas uma placa de vidro teria sido ideal), usa-se a rolha como carimbo, deixa-se secar, faz-se o embrulho e termina-se com um bocado de fio de norte (também conhecido como fio de linho ou cânhamo).
Aqui fica uma sugestão para fazer com as crianças durante as férias de Natal!
Here’s another idea for stamping gift wrap: acrylic paint and a cork stopper. I actually had to buy a cork stopper for this project — I think every southern European will understand the bizarreness of this situation… buy a cork stopper? One usually has loads of them lying around the kitchen! But not in New Zealand: wine bottles here have screw caps!

Anyway, the process is dead simple: you just put a small amount of paint on your palette (glass would have been ideal but I have none so I used a piece of kitchen parchment papel instead), roll a brayer over it and use the cork stopper to stamp the paper (newsprint in my case). Let it dry, wrap the present and finish with some flax twine.

This could be a great activity to make with children during the Christmas holidays!
(photos: © Constança Cabral)

Embrulho #3 :: Gift Wrapping #3

Estampar papel-jornal com cabeças de papoila é a ideia de hoje. No nosso jardim temos bastantes papoilas-dormideiras espontâneas. Já usei muitas vezes tanto as flores como as cabeças em arranjos, e um dia, quando as estava a cortar, olhei com atenção para a parte de cima das cabeças e fiquei cheia de vontade de experimentar usá-las como carimbo. E não é que funciona? Basta escolher as cabeças que têm superfícies planas (dependendo do estado de maturação, assim são curvas ou planas) e usá-las como um carimbo normal. Adoro o efeito e estou cheia de vontade de as estampar em tecidos!
Stamping newsprint with poppy heads is today’s idea. In our garden we’ve got lots of opium poppies that keep self seeding all over the place. I’ve used both the flowers and the heads in flower arrangements but when I was cutting one the other day, the thought of using the heads as stamps occurred to me. And it works! You just need to pick the latest heads (they can be flat or slightly curved depending on their ripeness) and use them just like you’d use a regular stamp. I’m in love with this look and I can’t wait to stamp them on fabric!

(photos: © Constança Cabral)

Embrulho #2 :: Gift Wrapping #2

Hoje mostro-vos uma das minhas ferramentas preferidas: um carimbo! Há uns anos encontrei este carimbo numa loja de província inglesa, daquelas que já são raras hoje em dia e que vendem tudo e mais alguma coisa, desde baldes de plástico a pasta de dentes. O carimbo não é de muito boa qualidade (há versões bem melhores nas grandes papelarias), mas permite um sem-fim de utilizações.
Neste caso compus a data do dia de Natal, mas também pode ser utilizado para um presente de anos, carimbando no papel de embrulho a data de nascimento do destinatário. O papel que utilizei foi papel-jornal — há uns tempos comprei uma resma para os desenhos do Rodrigo e para as minhas experiências com carimbos e afins.
Escolhi uma fita às riscas encarnadas e brancas, mas poderia ter usado fio de norte, para uma versão minimalista, ou com uma fita de cetim larga numa cor flash, para um embrulho verdadeiramente festivo.
Today I bring one one of my favourite tools: a stamp! A few years ago I found this date stamp at an English old-fashioned general store, one of those shops that are rare nowadays and that sell everything under the sun, from pails to tooth paste. This particular stamp isn’t top quality (there are  much better versions for sale in big stationery shops) but it allows an infinite number of possibilities.

In this case I stamped the date of this year’s Christmas day but you could also use it for birthday presents by turning the numbers so you could stamp the recipient’s date of birth. The paper I used was newsprint — I had bought a big ream of newsprint paper for Rodrigo’s art attempts and for my own experiments.

I chose a red and white stripey ribbon for this particular gift, but you could use flax twine for a minimalist look or a wide satin ribbon in flashy colours for a truly festive present.

(photos: © Constança Cabral)

Hapa-Zome

Desde que vi a Alys Fowler a experimentar a técnica do hapa-zome – extracção da tinta das folhas e pétalas de flores através do uso de um maço ou martelo – que fiquei cheia de vontade de experimentá-la. Mas foi o avental da Karyn que me fez atacar o jardim e desatar a martelar. Comecei por estampar as folhas das amoras silvestres para usar nos frascos de geleia e, quando dei por mim, tinha tingido bastantes quadrados de tecido. Ainda bem que já não vivo num apartamento… o barulho foi ensurdecedor.
Ever since I watched Alys Fowler trying her hand at hapa-zome – a bashing technique used to extract natural dyes from leaves and petals – that I’ve been wanting to make this. But it was Karyn’s apron that really made me raid my garden and get hammering. I started by printing the leaves of wild blackberries to use on my jelly jars and before I knew it I had printed several fabric squares. I’m glad I’m not living in a flat anymore… this experience proved to be a very loud one.

(images: Constança Cabral)