Our Favourite Bread

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Fiz este pão pela primeira vez no dia 26 de Dezembro e, desde então, não tenho feito outros diferentes (e eu faço pão dia sim, dia não). Adoramos este pão!

Fui adaptando a receita original (“farmhouse brown seeded loaf”, incluída no livro Mary Berry’s Baking Bible) à medida das minhas preferências — ora vejam e experimentem:

Pão de Aveia e Trigo

  • 150g de flocos de aveia
  • 300ml de água a ferver
  • 350g de farinha de trigo branca para pão
  • 200g de farinha de trigo integral
  • 50g de sementes de girassol
  • 1 colher de chá de sal grosso
  • 2 colheres de chá de fermento seco para pão
  • 350ml de água morna
  1. Deitar a aveia para dentro de uma taça e cobri-la com a água a ferver. Mexer com uma colher de pau e deixar absorver durante 10 minutos.

2. Adicionar à taça os restantes ingredientes, misturar e amassar. Eu uso uma batedeira KitchenAid durante cerca de 5 minutos, mas a massa também pode ser amassada à mão.

3. Deitar um fio de azeite nas bordas da taça, cobri-la com um pano e deixar a massa crescer durante cerca de 2 horas (o tempo irá depender da temperatura da cozinha).

4. Ligar o forno a 200ºC.

5. Dividir a massa em duas partes e formar duas bolas. Colocá-las num tabuleiro de forno, em cima de papel vegetal de cozinha, e polvilhar os pães com farinha.

6. Esperar cerca de 5-10 minutos para que o forno aqueça, colocar o tabuleiro lá dentro e cozer durante cerca de 45 minutos (visto que todos os fornos são diferentes, há que ter atenção ao tempo e reduzir/prolongar a cozedura caso seja necessário).

Acreditem em mim: este pão é delicioso. Experimentem fazê-lo!

***

I baked this bread for the first time on Boxing Day and I haven’t made a different one since (and I bake bread every other day). We absolutely love it!

I’ve been tweaking with the original recipe (“farmhouse brown seeded loaf”, included in Mary Berry’s Baking Bible) to suit my preferences — here is the recipe I’ve been following:

Wheat and Oatmeal Bread

  • 150g porridge oats
  • 300ml boiling water
  • 350g strong white flour
  • 200g wholemeal flour
  • 50g sunflower seeds
  • 1 teaspoon of coarse sea salt
  • 2 teaspoons of fast-action yeast
  • 350ml lukewarm water
  1. Pour the oats into a large bowl and cover them with boiling water. Mix with a wooden spoon and leave to absorb for about 10 minutes.

2. Add the remaining ingredients to the bowl and mix them to form a soft dough. Knead by hand or in a mixer (I use a KitchenAid mixer) for about 5 minutes.

3. Oil the bowl and cover it with a tea towel. Leave to rise for about 2 hours (the duration depends on the temperature of your kitchen).

4. Turn the oven on at 200ºC. 

5.Divide and shape the dough into 2 round loaves. Place them on a baking tray lined with parchment paper and dust them with some flour.

6. After 5-10 minutes, place the tray inside the oven and bake for about 45 minutes (because ovens vary so much, your baking time might be shorter or longer).

Enjoy! This bread is seriously good. I hope you’ll give it a try!

Autumn Cake

22/100

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Esta semana que passou foi muito intensa (impostos, prazos, uma criança doente), daí a falta de posts.

Deixo-vos com um bolo de Outono cuja receita partilhei há uns anos (aqui) e que é o bolo que mais gosto de fazer nesta altura do ano. Para todas as pessoas que me seguem no hemisfério norte, desejo-vos uma óptima Primavera!

***

It’s been one of those weeks (taxes, deadlines, a sick child), hence the lack of blog posts.

I leave  you with a cake I love to bake every autumn (I shared the recipe here a few years ago). To all of you who live in the northern hemisphere, happy Spring!

Strawberry Ice Blocks

strawberry ice blocks/ice pops/popcicles

strawberry ice blocks/ice pops/popcicles

16/100

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Uma das melhores coisas que comprei no ano passado foi uma forma para fazer gelados de pau (gelados de pauzinho? gelados de gelo? que nome ao certo damos a isto em Portugal?). Esta receita de gelado de morango (uma versão simplificada de uma receita deste livro) tem feito muito sucesso cá em casa — aliás, servi estes gelados na festa de anos do Rodrigo e todas as crianças (e adultos) adoraram!

  • 1.5kg morangos
  • cerca de 1 chávena de xarope de açúcar*
  • sumo de meio limão
  1. Arranjar os morangos e reduzi-los a puré.
  2. Transferir cerca de 1/4 do puré de morango para uma taça grande; passar o restante puré por um passador de rede fina e juntá-lo à mesma taça.
  3. Adicionar o sumo de limão e 2/3 do xarope de acúcar. Provar. Adicionar mais xarope de açúcar caso seja necessário.
  4. Encher as formas de gelado, inserir os pauzinhos e congelar. Servir no dia seguinte.

*Para fazer o xarope de açúcar, adicionar uma chávena de água a ferver a uma chávena de açúcar branco. Mexer com uma colher até que o acúcar esteja completamente dissolvido. Deixar arrefecer completamente.

N.B. Esta forma é muito gira mas tem um problema: quando queremos retirar um gelado, temos de retirá-los todos. Para desenformá-los, mergulho a forma em água quente durante 4 ou 5 segundos. Depois, para guardar os gelados que não vão ser comidos na altura, embrulho-os em papel vegetal de cozinha, meto-os num saco para congelados e depois volto a pô-los no congelador.

***

One of the best things I bought last year was an ice block mould (ice pop? ice lolly? popsicle? so many variables!). This strawberry ice block recipe (a simplified version of one of the recipes in this book) has been greatly appreciated here at home — I actually served these ice blocks in Rodrigo’s birthday party and every child (and adult) loved them!

  • 1.5kg strawberries
  • roughly a cup of simple syrup* 
  • juice of half a lemon
  1. Take the green bits off the strawberries and purée them.
  2. Transfer about 1/4 of the strawberry purée to a large bowl, strain the rest of the purée through a fine mesh stainer into the same bowl. 
  3. Add the lemon juice and about 2/3 of the simple syrup. Taste. Add more sugar if necessary.
  4. Fill in the ice block moulds, insert the sticks and freeze overnight.

*In order to make the simple syrup, add a cup of boiling water to a cup of refined sugar and stir until fully dissolved. Leave it to cool completely.

N.B. This ice block mould is great but presents a problem: when you want to unmould one, you need to unmould them all. To gently release them, I plunge the mould into hot water for 4 or 5 seconds. Then I wrap the ice blocks that aren’t going to be eaten right away in baking paper, pop them into a freezer bag and then put them back in the freezer.

Homemade Hummus

2/100

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Apesar de não ter crescido a comer húmus, hoje em dia gosto imenso desta pasta de grão. Aliás, estou a comer pão com húmus enquanto escrevo este post!

Ultimamente tenho-o feito em casa, com a ajuda de uma receita da Donna Hay. Cá está ela, adaptada e anotada por mim:

Triturar os seguintes ingredientes (eu uso a Bimby na velocidade 5) até obter um puré espesso e com alguma textura:

1 lata (escorrida) de 400g de grão cozido — a qualidade do grão faz imensa diferença: já usei latas de marca branca e o hummus não ficou nada de especial, e já usei grão biológico de uma marca boa e o resultado foi francamente melhor… eu diria até que o tal grão de marca branca tinha um sabor lamacento e este biológico sabia a limpo. Claro que também se pode usar grão seco e cozê-lo em casa… deve ser melhor ainda!

2 colheres de sopa de pasta de tahini — pasta de sésamo, que facilmente pode ser feita em casa: basta triturar sementes de sésamo

2 colheres de sopa de iogurte grego

sumo de 1 limão — às vezes tem de se acrescentar mais sumo de limão no fim

meio dente de alho

60 ml água

sal e pimenta — o suficiente para ficar a gosto e depois mais um bocadinho

(há quem acrescente 1 colher de chá de cominhos mas, como não posso nem cheirá-los, deixo-os sempre de parte)

PS. Conseguem ver vestígios do dedo do Pedro na fotografia ali em cima?

***

Over the years I’ve grown to love hummus. Actually, I’m eating some bread and hummus right now!

Lately I’ve been making it at home using on a Donna Hay recipe. Here it is, with my own alterations and notes:

In a food processor (I use the Thermomix on 5) blend the following ingredients:

1 drained 400g tin of chickpeas — the quality of the chickpeas makes a massive difference: I’ve both used the cheapest brand in the supermarket and a solid brand of organic ones. I must say the organic chickpeas made for a much nicer hummus (the cheap ones tasted muddy). Of course you can also soak and cook dried chickpeas… that must be ever better!

2 tablespoons of tahini  paste— you can also make this at home: just blitz some sesame seeds in a food processor

2 tablespoons of greek yoghurt 

1/2 clove of garlic

juice of one lemon — you might need to add some more at the end

60 ml water

salt and pepper — a fair amount of each and then a little bit more

(you can also add a teaspoon of cumin but I can’t abide them, so I never do)

PS. Can you see the trace of Pedro’s finger in the photo above?

Retro Party Food

No fim-de-semana passado fui convidada para uma festa de anos retro. A aniversante adora tudo o que é vintage (é grande frequentadora de lojas de caridade e tem um olho incrível para descobrir aquilo que ninguém vê à partida). Cada convidado foi desafiado a trazer consigo uns quantos pratos de comida retro – o tema era anos 70-80. Eu achei a ideia bem gira e lembrei-me logo da minha colecção de livros e panfletos antigos de receitas — aqueles do fermento Royal, margarinas Chefe e Vaqueiro, conservas de peixe de Portugal… estão a ver o género. Os meus livros são sobretudo dos anos 50 e 60 (tenho dois dos anos 20 cujas ilustrações hei-de mostrar-vos um dia), mas isso não me deteve. Mais vinte anos, menos vinte anos…

Devo dizer-vos que as receitas deste tipo de panfletos me fascinam e horrorizam em partes iguais. Por um lado, acho graça à apresentação, às ilustrações e fotografias, mas por outro fico em choque com os quilos de margarina e maionese com que estes acepipes eram confeccionados. Os doces eram quase todos feitos com gelatina e pudins instantâneos… bah! Mas eu adoro desafios deste género e diverti-me bastante com este. Querem saber o que fiz?

This past weekend I was invited to a retro birthday party. The birthday lady loves all things vintage (she’s a keen second-hand shopper and she’s got an eagle eye to spot things that no-one else can see). Each guest was required to bring along a few retro dishes — the theme was 70s-80s. This was such a cool idea! I immediately  thought of my collection of vintage cookery booklets — you know, the ones that were issued by manufacturers of baking powder, margarine, tinned fish… My booklets are mainly from the 50s and 60s (and I do have a couple from the 20s — I must share those illustrations with you some day) but I wasn’t too bothered by that small detail. What’s a mere twenty years in the great scheme of retro cooking?

I must say the recipes in these pamphlets both fascinate and horrify me in equal parts. On the one hand, I love the presentation, the photos and the illustrations; on the other, though, I’m shocked by the kilos of margarine and mayonnaise that were used in order to make this kind of food. The puddings were mostly made with jelly (jello) and instant custard… bah! But I do love a challenge and had heaps of fun with this one. Shall I tell you what I made?

Comecei por tentar fazer esta belíssima sobremesa de gelatina e pudim instantâneo de baunilha. Até tinha a forma perfeita para ela! Infelizmente a experiência correu mal (o pudim não era suficientemente consistente e não colou à gelatina) e o doce acabou por ir pelo cano abaixo. Que pena! Eu não planeava comê-lo, mas acho que teria feito um vistaço em cima da mesa.

I started by trying to make this eye-catching concoction of jelly and vanilla instant custard. I even own the perfect mould for it! Unfortunately things didn’t turn out well (the custard didn’t have the right consistency and it didn’t attach itself properly to the jelly) and the pudding ended up down the sink. What a shame! I had no plans of eating it but I was sure it would make a stunning addition to the dinner table.

Dirigi então a minha atenção para os acepipes. Depois ter estudado as fotografias com afinco, reparei em alguns elementos constantes: azeitonas recheadas, pimentos assados, anchovas, atum e sardinhas em conserva, maionese e ovos cozidos. Havia também muitas referências a margarina, mas decidi ignorá-las por completo.

I then focused on making some savouries. After studying the pictures in the booklets, I realised there were some common elements to them: stuffed olives, roasted peppers, anchovies, tinned tuna, tinned sardines, mayonnaise and boiled eggs. There were also numerous references to margarine but I decided to ignore them completely. 

Comecei por fazer estes ovos-cogumelos, que me pareceram irresistivelmente kitsch (e até bastante saudáveis!). Confesso que não segui as instruções à letra — limitei-me a fazer as cabeças dos cogumelos com tomates e, claro, não resisti a enfeitar a travessa com bastante salsa.

First I made these toadstool eggs. I think there are irresistibly kitsch and actually quite good for you. I confess I didn’t follow the instructions to the letter — I just added the tomato tops and, of course, I decorated the platter with lots of parsley.

Finalmente, guarneci umas bolachas cream crackers (um clássico!) com pasta de atum, queijo flamengo, azeitonas recheadas, pimentos assados e anchovas. E, mais uma vez, usei salsa para enfeitar os pratos (o que vale é que a salsa cresce vigorosamente no nosso jardim).

Finally, I garnished some cream crackers (a classic!) with tuna paste, edam cheese, stuffed olives, roasted peppers and anchovies. Again, I decorated the plates with parsley (thankfully parsley grows vigorously in our garden).

Foi um jantar bem giro! A anfitriã recebeu-nos vestida com um kaftan incrível e havia cocktail de camarão, tâmaras enroladas em bacon, vol-au-vents, ovos cozidos recheados com caril… Estou agora a pensar que poderia ter feito uma bavaroise de ananás — os meus pais davam imensos jantares quando eu era pequena e lembro-me de havia sempre uma bavaroise de qualquer coisa!

Digam-me, o que teriam feito para um jantar assim?

The dinner party was really enjoyable! The hostess was wearing an amazing kaftan and on the table there was shrimp cocktail, dates wrapped in bacon, vol-au-vents, stuffed curried eggs… Now I’m thinking that I should have made a pineapple bavarois. My parents threw lots of dinner parties when I was growing up and there was always some kind of bavarois for dessert!

Tell me, what would you have taken to a retro party?

Por Aqui :: Around Here

spring-flowers

vintage doll cot by Constanca Cabral

selling vintage doll cots and eco dolls by Constanca Cabral

duck eggs and vintage book about keeping poultry

bolo de natas by Constanca Cabral

buying strawberry plants

spring flower arrangement: homegrown daffodils and hyacinths in vintage gravy boat

backyard chicken

vintage sewing patterns and fabrics

seed packets

watering a box of strawberry plants

vintage-nz-stamps

new zealand sheep

sewing in progress

backyard chicken

Por aqui a Primavera chegou. Os campos estão cheios de carneiros e vitelos, os jardins encheram-se de flores. O tempo anda muito instável, claro, mas os gorros foram arrumados nas gavetas e os casacos às vezes ficam pendurados à porta de casa. Tenho cosido bastante: roupa para os rapazes, que crescem sem parar, e almofadas para a nossa sala. Fiz uma série de bonecas e restaurei antigos berços de bonecas, e fui vendê-los a duas feiras (tenho de escrever um post sobre isto, e é urgente organizar-me para pô-los à venda online). Fizemos bolos (aquele da fotografia é o eterno e incontornável bolo de natas) e escrevemos postais aos avós. A época de jardinagem recomeçou — tenho de fazer um post sobre o nosso morangal em objectos reciclados. E temos uma galinha (emprestada) a chocar três ovos de pata! Podem imaginar a excitação que se vive por aqui…!

Tenho lido bastante, visto algumas séries de televisão e ouvido muitos podcasts interessantes. Muitas vezes penso que gostaria de partilhar algumas das minhas minhas descobertas e reflexões numa newsletter (semanal ou quinzenal) — têm interesse nisso? Se sim, cliquem neste link e inscrevam-se. Por agora, aqui ficam algumas sugestões:

  • A nossa biblioteca tem muitos DVDs para alugar e tenho-me divertido imenso a ver a série australiana Miss Fisher’s Murder Mysteries. Não é tão robusta como o Poirot ou a Miss Marple, mas o guarda-roupa é excelente, as personagens são interessantes e tem um forte teor feminista. E também tem graça ver um retrato (mesmo que idealizado) da sociedade de Melbourne nos anos 20.
  • Em contraste absoluto com a Miss Fisher, a série francesa Un Village Français tem-me causado muita ansiedade e alguns pesadelos, mas não posso deixar de reconhecer o seu mérito. É um relato ultra sóbrio de uma vila francesa durante a ocupação nazi e explora as relações humanas e os conflitos da época de uma forma incrivelmente realista e humanista.
  • Tenho andado a descobrir o trabalho da Gretchen Rubin. Estou a ler os seus livros sobre felicidade e hábitos (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) e ouvi todos os episódios do podcast Happier. Tenho tendência a resistir (às vezes durante anos) a bestsellers e, até agora, estupidamente nunca tinha dado uma oportunidade a esta autora. A verdade é que o trabalho dela é muito mais do que auto-ajuda: faz-me reflectir sobre a minha personalidade, a maneira como vivo a minha vida, o meu estado de espírito e claro, a minha busca pela alegria e felicidade no dia-a-dia. Ao responder ao quiz sobre as quatro tendências de personalidade, verifiquei — sem grande surpresa — que sou uma “Rebel” (já responderam a este questionário? qual é a vossa tendência?). Requisitei os livros dela na biblioteca mas acho que vou acabar por comprá-los.
  • Gostei especialmente dos dois últimos episódios do podcast The Crafty Planner: um com a Liesl Gibson (dos moldes Oliver + S) e o outro com a Diane Gilleland (a autora do Craftypod, um dos primeiros podcasts que ouvi). São entrevistas muito diferentes, mas ambas fizeram-me reflectir sobre a indústria dos crafts e a forma como todos nós (consumidores e autores) desempenhamos um papel fundamental à sua sobrevivência e (boa) saúde.
  • Comecei a fazer vestidos para contribuir para a inciativa Dress a Girl Around the World. Quem viver na zona de Lisboa pode participar nos encontros mensais na loja The Craft Company, em Cascais (uma loja linda, por sinal); quem estiver longe pode fazer os vestidos em casa e enviá-los pelo correio para a loja. Para mais informações (e instruções detalhadas sobre como fazer um vestido muito rápido e simples), espreitem este post no Cose +.

Bem, o post já vai longo por isso hoje vou ficar por aqui. Se quiserem receber a minha newsletter, inscrevam-se clicando neste link. Obrigada e até breve!

 

Around here Spring has arrived. The fields are full of lambs and calves and the gardens are bursting with flowers. The weather is still quite unstable, which is to be expected, but the wool beanies have been put away and the jackets stay at home more often than not. I’ve been sewing quite a lot: clothes for the boys and cushions for our sitting room. I’ve made some dolls and refurbished several vintage doll cots and took part in a couple of markets (I want to write a post about it and I really must put them up for sale online). We baked a few cakes (the one in the photo is the timeless “bolo de natas”, my grandmother’s sponge cream cake) and we sent postcards to the grandparents. Gardening season has started — I’ll write a post about our upcycled strawberry garden soon. And we have a (borrowed) broody chicken in our garden — she’s sitting on three duck eggs! You can imagine all the excitement that’s going on around here…!

I’ve been reading quite a few books, watching a fair amount of TV series and listening to lots of interesting podcasts. I often think that I’d love to share with you my findings and thoughts in a (weekly? biweekly?) newsletter — would you be interested in subscg? If you are, just follow this link to sign up. Here are a few suggestions:

  • Our local library has a small collection of DVDs for rent and I’ve been enjoying watching the Australian TV series Miss Fisher’s Murder Mysteries. It’s not as robust as Poirot or Miss Marple but the wardrobe is amazing, the characters are interesting and there’s a strong feminist flavour to it. And it’s fun to see a portrait of 1920s Melbourne society (even if it’s a bit idealised).
  • In absolute contrast to Miss Fisher, the French TV series Un Village Français has caused me a lot of anxiety and a few nightmares, but I can nevertheless recognise its merits.  It’s a very sober account of a French village under Nazi occupation and it expertly explores human relationships, as well as the inherent conflicts of that particular time in an incredibly realist and humanist way. 
  • I’ve been familiarising myself with the work of Gretchen Rubin. I’m reading her books about happines and habits (The Happiness Project, Happier at Home e Better than Before) and I’ve listened to every episode of the Happier podcast. I tend to resist bestsellers (sometimes for years) and, up until now, I stupidly had not given her books a chance.  The fact of the matter is that her work goes way beyond self-help: it’s made me reflect upon my personality, the way I live my life, my moods and, of course, my everyday quest for joy and happiness. By taking her personality tendencies quiz, I realised — without much surprise — that I’m a “Rebel” (have you taken this quiz? what’s your tendency?). I’ve borrowed her books from the library but I’m considering buying my own copies.
  • I’ve especially enjoyed listening to the last two episodes of The Crafty Planner podcast: one with Liesl Gibson (of Oliver + S fame) and the other one with Diane Gilleland (the host of Craftypod, one of the first podcasts I ever listened to). They’re two very different interviews but they’ve both made me think about the craft industry and the role we play (both as consumers and authors) in regard to its survival and good health.

Well, this post is getting long so I’m going to wrap it up now. If you’d like to subscribe to my newsletter, just click on this link. Thank you!

Making the functional beautiful

using a vintage saucer as a soap dishfoolproof Portuguese Caramel Flan recipe by Constanca Cabral — in English and Portuguesequince paste (marmelada) by Constanca Cabral

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O que é que todas estas imagens têm em comum? Loiça antiga comprada em feiras da ladra e lojas de caridade!

Admito que não sou (e não me parece que alguma vez virei a ser) uma pessoa totalmente desapegada das coisas materiais. Não é que lhes confira um valor desmedido, ou que goste de acumular só por acumular… não é isso. É, sim, um desejo profundo de rodear-me de objectos que, para além de funcionais, sejam também esteticamente apelativos. Para mim, é importante que a minha casa reflita os meus gostos e as minhas vivências. Os objectos que povoam os nossos dias não são apenas coisas. Não são apenas cacos. Acompanham os nossos rituais diários, são companheiros de viagem. Como tal, merecem a nossa consideração.

Sou especialmente parcial a objectos antigos, porque tudo neles me encanta e me transporta: o toque, as cores, os padrões, a forma, as memórias, as histórias. De entre todas as velharias e antiguidades que ainda circulam por lojas e mercados de segunda mão, há três categorias a que não consigo resistir: livros, panos e loiças. Também gosto de móveis, mas convenhamos que não se compra mobília com a mesma ligeireza com que se compra um prato, um livro ou uma toalha… Os objectos antigos não são anónimos. Fazem parte de um ciclo: passado, presente, futuro. Hoje são nossos, mas já pertenceram a alguém e, futuramente (se não se estragarem entretanto), habitarão a vida de outra pessoa. Contam-nos histórias de quem os produziu e de quem os comprou. Através deles podemos vislumbrar os gostos de uma certa época, até as aspirações de um determinado povo.

Voltando à loiça antiga: nem toda ela tem de ser reverenciada e guardada em armários com portas de vidro. Estas peças que vou comprando foram concebidas como objectos de uso quotidiano, e é assim mesmo que as encaro. Tenho cuidado com elas, claro, e tento que os meus filhos aprendam a tratar destas coisas com delicadeza, mas prefiro pô-las a uso, mesmo correndo o risco de perder algumas, do que mantê-las guardadas e não tirar qualquer partido delas.

Beber um café num copo de plástico é o mesmo que bebê-lo numa chávena antiga de porcelana? A meu ver, não. Acho que o receptáculo que usamos tem o potencial de aumentar o diminuir o prazer que tiramos do acto de beber o tal café.

Sei que já escrevi isto vezes sem conta, mas acredito mesmo que, se nos rodearmos apenas de coisas que deleitem os nossos sentidos, o quotidiano torna-se muito mais agradável. Ao escolhermos cuidadosamente os nossos objectos domésticos, aquilo que era apenas mundano passa a ser personalizado e especial. Só vivemos uma vez, não é? Então todos os momentos são importantes! Aquele café matinal merece ser bebido numa chávena que nos encha completamente as medidas.

What do all these images have in common? Well, they all feature vintage crockery I’ve bought in flea markets and charity shops! 

I confess I’m not one of those people who are totally detached from their possessions. It’s not that I grant them enormous value or that I just like to accumulate things for the sake of it… not at all. I simple have a strong desire to surround myself with objects that, as well as functional, are aesthetically pleasing. As far as I’m concerned, it’s important that my home reflects my tastes and experiences. The objects that populate our days aren’t just “things”. They are present in our daily rituals, they are travel companions. Consequently, they deserve to be acknowledged and carefully chosen.

I’m especially partial to old objects — everything about them both captivates and transports me.  Amongst all the vintage and antique wares that are still circulating in markets and second-hand shops, there are three categories that I simply can’t resist: books, linens and crockery. I also like furniture, but you can’t buy a piece of furniture as lightheartedly as you’d pick up a book, a plate or a tablecloth. Old objects aren’t anonymous. They are part of a cycle: past, present, future. Today they may belong to you, but they’ve been owned by someone else and (provided that they don’t break down) they’ll most likely inhabit the life of someone else in the future. They tell us stories of who made them and who bought them. Through them we can glimpse at the tastes of a particular time and even at the aspirations of the people of a certain country.

Anyway, back to my lovely old crockery: not every piece of old china must to be revered and put away safely behind glass doors. These pieces I like to buy have been made for daily use and that’s exactly how I treat them. I try to be careful, of course, and I do my best to teach my children to treat these things delicately, but I’d rather put them to use — even with the risk of losing some — than tuck them away “for best”.

Is drinking coffee in a plastic cup the same as drinking it in an old china cup? I don’t think so. I believe that the vessel you use has the potential to either enhance or diminish the pleasure you take from that cup of coffee.

I know I’ve written this time and time again, but I feel strongly that if we only surround ourselves with things that delight our senses, our everyday life can be so much nicer. By choosing carefully the objects in your home, the things that used to be mundane can be transformed into something personalised and rather special. We only live once, right? Then every moment counts! That morning coffee deserves to be drunk from a cup that truly makes your heart sing.

Pudim Flan :: Portuguese Caramel Flan

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Pudim flan é uma daquelas sobremesas que imediatamente me fazem recordar a infância. Digamos que, em conjunto com o bolo de natas, a mousse de chocolate com bocadinhos de amêndoa por cima (numa taça específica) e a torta de laranja, funciona como uma espécie de madalena de Proust para mim. Uma garfada e sinto-me de volta aos intermináveis dias de Verão na companhia da minha querida avó.

Há uns anos a minha mãe passou-me a receita do pudim que ela faz: uma versão mais simplificada do pudim da minha avó, mas igualmente saborosa. Ontem finalmente experimentei a receita e fiquei espantada com duas coisas: 1- é incrivelmente fácil, rápido e infalível; 2- é capaz de ainda ser melhor do que o pudim da minha infância!

Algumas notas:

  • Este pudim é cozido na panela de pressão. Imagino que também possa ser cozido no forno ou até em banho-maria ao lume mas, nesses casos, o tempo de cozedura será mais prolongado.
  • Uso uma forma de pudim tradicional portuguesa com tampa. A minha forma tem 1,5 l de capacidade e é ideal para 6-8 ovos. Pode usar-se uma forma maior ou mais pequena (e adaptar o número de ovos em conformidade) ou até aquelas forminhas individuais para pudins (a minha avó às vezes fazia-nos pudins assim quando éramos pequenos).
  • Esta receita é parecida com a receita de pão-de-ló, no sentido em que funciona com base em proporções (o mesmo peso dos ovos em açúcar, etc). Estas receitas são as minhas preferidas porque são absolutamente infalíveis e podem ser adaptadas sem quaisquer dificuldades. Não interessa se os ovos são grandes ou pequenos, o que importa é o peso total. Eu uso ovos caseiros (compro-os a uma amiga) e são todos de tamanhos diferentes!
  • O pudim deve ser feito de véspera (ou com bastantes horas de antecedência), para que possa ser servido bem fresco.
  • Convém usar um prato fundo para desenformar o pudim. A calda é melhor parte e precisa de espaço! Por coincidência, na semana passada encontrei, numa loja de caridade, um prato inglês igual ao serviço de jantar dos meus trisavós (os avós da minha avó). Claro que tive de usá-lo para servir este pudim… foi uma espécie de homenagem inesperada!

 

Vamos então à receita:

Pudim Flan

para o caramelo:

aproximadamente meia chávena de açúcar (o suficiente para cobrir generosamente o fundo da forma)

um pouco de água

para o pudim:

1 medida de ovos (eu pesei 6 ovos inteiros, ainda com casca)

1 medida de açúcar (o mesmo peso dos ovos)

1,5 medidas de leite gordo (1,5 x o peso dos ovos)

raspa de 1 laranja / raspa de 1 limão / 1 vagem de baunilha (eu usei raspa de laranja)

 

Começar por fazer o caramelo: deitar o açúcar e umas gotas de água para o fundo da forma de pudim e pô-la ao lume. O açúcar vai derreter e depois vai começar a caramelizar. É importante retirar a forma do lume um pouco antes de o caramelo estar no ponto (antes de atingir a cor de caramelo), porque a forma continua quente e o açúcar vai continuar a caramelizar, mesmo depois de retirado do fogão. Espalhar o caramelo pelos lados da forma.

Numa taça, bater os ovos com o açúcar. Não é preciso bater muito tempo, basta que fiquem bem misturados.

Adicionar o leite e a raspa de laranja / raspa de limão /sementes da vagem de baunilha e bater.

Deitar o preparado na forma de pudim e tapá-la (se a forma não tiver tampa, pode usar-se um bocado de papel de prata).

Colocar a forma de pudim dentro da panela de pressão e adicionar água até cerca de 2/3 da altura da forma. Tapar a panela, pô-la ao lume e deixar cozer o pudim durante 10 minutos, a contar a partir do momento em que a panela levanta pressão. Abrir a panela depois de despressurizada e retirar a forma.

Deixar arrefecer o pudim na forma. Para desenformar, passar primeiro com a ponta de uma faca a toda a volta, na parte de cima da forma, para descolar o pudim. Pôr um prato fundo por cima da forma e virá-los ao contrário, e colocar no frigorífico ainda com a forma em cima do pudim, para que o caramelo vá escorrendo. Retirar a forma mesmo antes de servir o pudim.

A caramel flan is one of those desserts that reminds me of my childhood. I’d say that, along with sponge cream cake, chocolate mousse with chopped almonds on top (served in a very specific bowl) and orange roulade, it’s a kind of Proust’s madeleine for me. One bite and I’m immediately transported to long summer days in the company of my darling grandmother.

Some years ago, my mother gave me the recipe of the flan she makes: it’s a simplified version of my granny’s one but equally delicious. Yesterday I finally gave it a try and I must say I was amazed by a couple of things: 1- it’s incredibly easy, quick and foolproof; 2-I’d go so far as to say that it tastes better than the ones from my childhood!

A few notes before I share the recipe with you: 

  • You cook this in the pressure cooker. I imagine you could also bake it in the oven or in a bain-marie on the stovetop, but the cooking time would be much longer in those cases.
  • I use a traditional Portuguese flan tin with a lid. My tin has 1,5 l of capacity and is ideal for 6-8 eggs. You could of course use a smaller or larger tin (and adapt the number of eggs in conformity to the size of the tin) or even those cute little vintage flan tins (my granny would sometimes use those when we were little).
  • This recipe is similar to the recipe for pão-de-ló (Portuguese sponge cake in the way that it’s also based on proportions (the weight of the eggs determines the weight of the other ingredients). I love these recipes because they are both foolproof and highly adaptable. It doesn’t matter whether your eggs are big or small — what matters is their weight in total. I buy my eggs from a friend and, unlike supermarket eggs, they come in all sorts of different sizes, so this recipe works a treat. 
  • You should probably make this flan the day before you eat it because it must be served chilled. Or make it in the morning and serve it at dinner time.
  • It’s best to use a deep dish to serve up the flan. The caramel is the best part and it needs lots of room! By coincidence, in a charity shop last week I found an English plate that matches my great-great-grandparents dinner set (my granny’s grandparents). Of course I had to use it with this flan… by doing so ended up paying an impromptu homage to my grandmother.

 

All right, let’s get to the recipe:

Portuguese Caramel Flan

for the caramel:

roughly half a cup of sugar (enough to generously cover the bottom of your tin)

a little bit of water

for the flan:

1 measure of eggs (I weighed 6 eggs still in their shells)

1 measure of sugar (the same weight as the eggs)

1,5 measures of whole milk (1,5 x the weight of the eggs)

the zest of 1 orange / the zest of 1 lemon / the seeds from 1 vanilla pod (I used orange zest)

 

Start by making the caramel: pour the sugar and a few drops of water into the flan tin and place it directly on the stovetop (the tin I use is actually made of tin… if yours is of a different material, just make the caramel in a pan and then pour it into your flan tin). The sugar will melt and then start to caramelize. You should take the tin out of the heat a little before the caramel is done (before it actually looks like brown caramel) because the tin will still be hot and the sugar will keep on cooking for a bit. Coat the sides of the tin with caramel.

In a bowl, beat the eggs and the sugar. You don’t have to beat them for too long… just enough to fully incorporate everything. 

Add the milk and the orange zest /lemon zest /vanilla seeds and whisk. 

Pour the mixture into the flan tin and put the lid on (or cover it with a piece of kitchen foil). 

Place the tin inside your pressure cooker and add water until you reach 2/3 of the height of the tin. Close the pressure cooker lid, place it on the stovetop and let it cook for 10 minutes at high pressure (only start counting after you’ve hear the loud pressure noise). Open the lid after the cooker has depressurized and take the tin out.

Remove the lid from the tin. Once the flan has cooled down, use the point of a knife to gently unstick it from the tin. Place a deep plate over the tin and turn them upside down. Don’t take the tin out just yet — put the plate in the fridge and let the caramel slowly coat the whole flan. Only take the tin out when you’re ready to serve the flan. 

Bolachas de Aveia :: Oatmeal Biscuits

 

No mês passado fui passar uma manhã a casa de uma amiga. Como não gosto de aparecer em casa de alguém de mãos a abanar, resolvi levar-lhe umas bolachas. No entanto, a minha escolha de bolachas estava limitada por um factor importante: esta minha amiga não come coisas com glúten.
Na minha pesquisa online de receitas de bolachas sem glúten, apareceram-me muitas hipóteses com ingredientes estranhos e difíceis de encontrar. Mas não era nada daquilo que eu estava à procura… não me apetecia nada fazer uma receita cheia de substituições — queria simplesmente umas bolachas simples e honestas. A verdade é que cá em casa temos a sorte de não nos termos de preocupar com restrições alimentares (pelo menos por enquanto), por isso toda a ciência por trás das substituições ultrapassa-me… mas conheço um caso grave e nem imagino como deverá ser difícil ter de lidar com alergias perigosas diariamente.
A certa altura deparei-me com esta receita da Martha Stewart. Foi perfeita para a ocasião porque não utiliza farinha de trigo, só aveia, e as bolachas são deliciosas. Deixei de fora as passas e o extracto de baunilha e certifiquei-me de que as bolachas ficaram bem cozidas antes de as tirar do forno (eu normalmente tenho tendência para cozer de menos as bolachas, porque gosto delas relativamente moles, mas estas desfazem-se se não ficarem bem cozidas).
Na semana passada voltei a fazê-las, desta vez para uma senhora que está muito doente. E, mais uma vez, apercebi-me da razão pela qual gosto tanto de oferecer coisas feitas em casa. Há um envolvimento e um empenho dificilmente equiparáveis ao acto de comprar algo já feito. Claro que não temos necessariamente de fazer bolachas — pode ser uma carta, um desenho, um ramo de flores, uma almofada de alfazema. Ao oferecermos algo feito por nós, estamos a oferecer uma pequena parte de nós próprios. E é isso que torna o presente tão especial.
Last month I spent a morning at a friend’s house. Since I don’t like showing up at someone’s door without something on my hands, I thought I’d bake her some biscuits. However, my choice of biscuits was limited by a very important factor: my friend doesn’t eat gluten.
 
While I was searching online for a gluten-free recipe, I stumbled upon many options with strange or hard to find ingredients. But that wasn’t what I was looking for. I didn’t want a recipe full of substitutions — I just wanted to bake simple, honest biscuits. In our family we’re incredibly lucky not to have to deal with any allergies (at least for now) so the whole science behind substituting ingredients is very foreign to me… but I do know of one serious case and I can’t even imagine what it must be like to have to deal with dangerous allergies everyday.
 
Eventually I came across this Martha Stewart recipe. These cookies are wonderful! I left out both the raisins and the vanilla extract and I made sure the cookies were fully cooked before I took them out of the oven (usually I tend to under-bake cookies because I like them on the softer side but these are too crumbly if they’re not well done).
 
Last week I made them again, this time for a lady who is very sick. And I found myself reflecting once again on why I love giving away homemade things. When we make something for someone with our own hands, there’s a special involvement and effort that are hard to compare with something bought in a shop. Of course you don’t have to bake if you’re not into that —you can write a letter, make a drawing, put together a simple bouquet of flowers, sew a little lavender sachet. When you give away something made with your own hands, you’re of giving away a small part of yourself. And that’s what makes it so special.

Comidas e Bebidas Infantis :: Kids’ Party Food and Drink

No meu último post contei-vos como montei a festa do Rodrigo, hoje vou falar-vos na comida. Devo dizer que, no que toca a festas infantis, eu parei nos anos 80. Não há grandes sofisticações por aqui — as minhas escolhas recaíram em memórias de infância e em sugestões de algumas amigas sensatas com filhos mais velhos que os meus, bem como naquilo que o Rodrigo me pediu. A saber:
– sanduíches de queijo: como cá não há daquelas bolinhas enfarinhadas óptimas, usei pão de forma e cortei as sanduíches com um cortador de bolachas em forma de flor;
– salame de chocolate (uma iguaria desconhecida aqui na NZ): em vez de fazer um rolo grande, fiz três pequenos, que depois cortei em rodelas e servi em cima de formas de papel (segui esta receita com pequenas alterações);
– bolachas em forma de número 3: experimentei uma receita nova de bolachas de manteiga e gostei mais desta do que daquela que usei para as bolachas de Natal. Como cobertura, fiz uma pasta de icing sugar e água e depois salpiquei-as com sprinkles coloridos.
– espetadas de morangos e mirtilos;
– quartos de gelatina de laranja: o grande clássico das festas infantis dos anos 80. Lembram-se disto? A minha mãe fazia-os sempre. Cortam-se as laranjas ao meio e, depois de espremidas, enchem-se com gelatina acabada de fazer. Põem-se no frigorífico e, no dia seguinte, cortam-se aos quartos usando uma faca bem afiada. Na semana anterior à festa experimentei fazer uma versão mais saudável com sumo de laranja e gelatina natural em pó (cá não há folhas) e ficou horrível (juro que sabia a bife), por isso acabei por usar gelatina de pacote;
– uma taça de smarties;
– sumo de laranja (feito com todas aquelas laranjas que espremi para fazer os quartos de gelatina);
– sumo de melancia e framboesa (receita deste livro — obrigada, Soraia, pela sugestão);
– água.
Para a festa cá em casa, o Rodrigo pediu-me um “bolo amarelo com morangos”, por isso fiz-lhe um pão-de-ló coberto com chantilly caseiro e morangos. Mas quem escolheu o bolo para levar para a escola fui eu! Fiz-lhe um bolo de chocolate e laranja numa forma que aluguei na padaria aqui da vila, e depois cobri-o com smarties (a ideia veio daqui). Segui esta receita mas acrescentei mais duas ou três colheres de sopa de icing sugar à cobertura, de maneira a torná-la mais espessa (para que os smarties se aguentassem no sítio).
OK, so I’ve told you about Rodrigo’s party set up — now let’s hear about the food and drink! I must say that when it comes to children’s parties, I’m proudly stuck in the 80s. There are no elaborate affairs around here — I based my choices on childhood memories and suggestions given to me by no-nonsense friends who have older kids, as well as Rodrigo’s requests. Here goes:

– cheese sandwiches: just sliced bread and cheese, which we then cut out using a flower shaped cookie cutter; 

– chocolate salami: this is a childhood staple in Portugal — you make a dough using powdered chocolate, egg yolks, sugar and Marie biscuits, you shape it like a log before putting it in the fridge for at least 12 hours and then you slice it up. I made 3 slim logs instead of a thick one and placed each small rounded slice on a mini muffin paper case;

– number 3 biscuits: I tried out a new recipe for sugar biscuits and liked it much more than the one I used for my Christmas biscuits. I iced them with a simple paste of icing sugar and water and then we scattered lots of colourful sprinkles on top.

– strawberry and blueberry skewers;

– orange jelly quarters: this was a great classic in Portuguese kids’ parties back in the 80s. My mother always made them! You cut the oranges in half, squeeze out the juice and then fill the empty shells with hot orange jelly. Then they go in the fridge to set and the following day you slice them up into quarters. A few days before the party I made a trial run with a healthy version of the jelly (real orange juice and powdered unflavoured gelatine — I couldn’t find any gelatine leaves) and it turned out absolutely revolting (it literally tasted like beef), so I just went with the packaged stuff instead [jell-o].

– a bowl of smarties;

– orange juice (from all those oranges I used for the jelly quarters);

– watermelon and raspberry juice (recipe from this book — thank you, Soraia, for the suggestion);

– water.

Rodrigo asked for a “yellow cake with strawberries” so I made him pão-de-ló (Portuguese sponge cake) covered with whipped cream and topped with a handful of strawberries. However, the cake he took to preschool was chosen by me… and I went to town with it! Inspired by this cake, I rented a number 3 tin from our local bakery and baked a chocolate and orange cake, which I then covered in smarties. I followed this recipe but added another 2 or 3 tablespoons of icing sugar to the chocolate topping (in order to make it thicker so that the smarties would stick properly to the cake).

(photos: © Constança Cabral)