Around Here :: Spring

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Por aqui estamos a viver uma das Primaveras mais frias e chuvosas de que há memória. É curioso como, apesar de já viver fora de Portugal há 8 anos, continuo com as mesmas expectativas em relação ao (bom) tempo e não consigo deixar de me sentir defraudada quando aquilo a que acho que tenho direito não se verifica. A verdade é que a vida é mais fácil com sol!

Novembro é sempre o apogeu das flores do nosso jardim. Estamos rodeados de rosas antigas, aquilegias de todas as cores, dedaleiras em vários tons de roxo e branco e sardinheiras aromáticas. Temos assistido a um frenesim de abelhas de todos os tamanhos e feitios e os pássaros acordam-me todos os dias às cinco e meia da manhã.

Dentro de casa também tem havido muita actividade. Remodelámos totalmente a despensa, devagar estamos a fazer obras à cozinha, tenho andado ocupada com cortinas e almofadas. Sou claramente adepta do slow decorating (um movimento que ainda não existe oficialmente, mas que se integra bem no célebre conceito de slow living). Esta nossa casa tem percorrido um longo caminho nestes cinco anos.

O ano está a chegar ao fim. Pensar que o Rodrigo tem a primeira classe praticamente feita e que o Pedro abandonou definitivamente o estado de toddler é impressionante. Não sou daquelas pessoas que querem parar o tempo — pelo contrário, estava desejosa de que esta fase de “rapazes” chegasse. Eles estão a crescer saudáveis e curiosos — temos tanta sorte!

Deixo-vos com algumas sugestões para este fim-de-semana, seja ele de Primavera ou de Outono:

Participei na nova rubrica “Sete dias, sete pratos” do Slower (a nossa semana está aqui).

Este ano li bastante e destaco o Guard Your Daughters (1953), um livro que me me cativou por conseguir misturar harmoniosamente momentos de rir às gargalhadas com assuntos bastante sérios (felizmente hoje em dia compreendemos muito melhor a saúde mental das pessoas). Este livro esteve esgotado durante décadas mas a Persephone reeditou-o recentemente (aqui).

Hei-de fazer um post actualizado com os podcasts que tenho seguido nos últimos tempos, mas vou falar-vos já no Tea & Tattle, apresentado por duas amigas inglesas, que versa sobre livros, bem-estar, relações humanas, enfim. É uma mistura de conversas a duas e entrevistas, e gosto sobretudo do facto de elas não se limitarem a quem está actualmente na moda no Instagram — neste podcast há diversidade de idades, nacionalidades e interesses e isso é incrivelmente refrescante.

Espero conseguir voltar ao blog com maior assiduidade (já não escrevia aqui há demasiado tempo). Bom fim-de-semana para todos!

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Around here we’re going through one of the wettest, coldest springs I’ve ever experienced. Even though I haven’t lived in Portugal for 8 years now, it’s funny how some (good) weather-related preconceptions will never leave me. I still feel positively defrauded when they don’t come to fruition! I mean, life is some much easier in the sunshine, isn’t it?

November is always the best month for flowers in our garden. We’re surrounded by old roses, aquilegias in every colour of the rainbow, foxgloves in various shades of purple and white, as well as many different species of fragrant pelargoniums. The bees are super active and the birds wake me up at 5.30 every morning.

Indoors we’ve also been quite busy. We’ve remodelled the pantry and are slowly doing up the kitchen. I’ve also been making curtains and cushion covers. I’m clearly in the camp of the slow decorating movement (not that that’s an official thing, but it goes very well with the whole slow living philosophy). This house has been through a long and winding decorating road over the past five years.

The year is coming to an end. To think that Rodrigo has almost completed his first year at school and that Pedro has definitely left toddlerhood behind amazes me. I’m not one of those people who’d like to stop time — on the contrary, I was anxious for this “boy” phase to come. They’re growing up healthy and curious — we feel incredibly lucky!

I’ll leave you with a couple of suggestions for your Spring/Autumn weekend:

This year I’ve read a lot and the book that’s stayed with me the most is “Guard Your Daughters” by Diana Tutton (1953). It’s captivated me because it manages to beautifully balance laugh-out-loud moments with rather serious matters (thank goodness mental health is much better understood nowadays). The book was out of print for several decades but Persephone has recently republished it (here).

I’ve been meaning to write an updated post with my favourite podcasts but, before that happens, I’ll quickly mention Tea & Tattle. It’s hosted by two British young women and it covers a range of topics like books, well-being, relationships, etc. It’s a mix of conversations between two friends and interviews and I really appreciate the diversity of voices, ages and backgrounds of the people they feature — it’s not just about who’s trending on Instagram.

I’m hoping to start blogging again more consistently (it’s been too long). Happy weekend, everyone!

Early to bed and early to rise…

30/100

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Hoje de madrugada partilhei no Instagram e no Facebook esta fotografia do nascer do sol visto da porta da minha cozinha. Foi uma partilha espontânea: não editei a imagem e escrevi simplesmente que, de há uns tempos para cá, comecei a deitar-me cada vez mais cedo e, consequentemente, passei a acordar por volta das 6h-6.30h sem esforço e sem despertador.

A reacção de quem me segue naqueles canais foi imediata e tão pessoal que fiquei a pensar que se calhar deveria escrever um post mais detalhado sobre este assunto.

Durante os meus 20s eu era uma pessoa de me deitar tarde. Lembro-me de que, quando tive a primeira experiência de viver sozinha (durante o Erasmus em Paris), me deitava frequentemente às 2h-3h da manhã. Mais tarde, de volta a casa do meu pai, o normal era ir para a cama à meia-noite. Quando me casei alterei um pouco este hábito, porque o Tiago começava (e ainda começa) a trabalhar às 8h da manhã e gostava de se deitar por volta das 10h da noite. Mas eu continuava com imensa preguiça de ir para a cama.

Já estão a adivinhar o que se seguiu… pois, tive dois bebés e eles alteraram completamente os nossos horários. Passámos a seguir o regime britânico (e neozelandês) de deitar as crianças às 7h-7h30 da tarde (cá já lhe chamam noite… é curioso como a percepção das horas muda em função do países). Eles normalmente acordam por volta das 7h da manhã, idealmente depois de terem dormido 12h. Jantamos todos cedo (lá para as 6h30), eles vão para a cama e nós podemos gozar o serão com calma (há que dizer que todo este cenário idílico nem sempre se verifica).

Claro que estes horários são mais fáceis em países cujas sociedades estão organizadas no sentido de as pessoas começarem a trabalhar cedo e voltarem para casa cedo (o Tiago normalmente chega a casa entre as 5h30 e as 6h da tarde). Mas digo-vos que jantar antes das 8h tem sido uma revelação para mim. Os meus problemas de digestão melhoraram, por exemplo!

Tanta conversa para voltar ao assunto de deitar cedo e cedo erguer. Eu preciso de dormir 8-9h por noite. Se durmo menos, o dia não me rende nada. Por outro lado, sou uma pessoa bastante introvertida e preciso de momentos tranquilos antes de a confusão do dia começar. Descobri que acordar cedo e tomar o pequeno-almoço sozinha, ouvir os passarinhos e ler um bocado me traz imensa serenidade e torna o meu dia melhor. Mas, para isso, tenho mesmo de me impôr a disciplina de deitar-me cedo, idealmente por volta das 9h da noite. E acreditem que todas as noites tenho de vencer a resistência de ir para a cama…

Sei que este não é um assunto incrivelmente excitante, mas acho que é importante conversarmos sobre isto. Vivemos numa sociedade de pessoas extraordinariamente estimuladas e cansadas. O simples facto de dormirmos o suficiente pode aumentar radicalmente a nossa qualidade de vida. E é uma terapia que não custa dinheiro nenhum!

Como em tudo, não é preciso ser fundamentalista. Há noites especiais, e é saudável que elas continuem a existir. Mas, a meu ver, devem constituir a excepção e não a regra. A verdade é que, no dia-a-dia, muitas vezes esticamos a noite sem que ganhemos nada com isso. Mais um episódio – mais um capítulo – mais uma notícia…

Se esta ideia de encarar o sono como prioridade vos intriga mas acham que não é para vocês, assistam a esta curta palestra. Se continuarem cépticos, leiam o livro The Sleep Revolution.

E se não quiserem saber de palestras nem de livros nem de estudos científicos, ouçam simplesmente a sábia voz do povo:

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.

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Earlier today I shared on  Instagram and  Facebook this photo of the sunrise viewed from my kitchen door. It was a spontaneous share: I didn’t edit the image and I simply wrote that recently I’ve started to go to bed earlier and, consequently, have started to wake up around 6-6.30am with no alarm and no effort on my part.

People’s reactions were so immediate and personal and this got me thinking that maybe I should address this topic on a more detailed blog post.

All through my 20s I was a bit of an owl. I remember that when I first lived all by myself (during Erasmus in Paris) I used to go to bed at 2-3am. Later, when I came back to my dad’s home, I shifted to midnight. When I got married I altered my habits again because Tiago used to (and still does) start work at 8am (in Portugal that’s considered an early start), so he went to bed at around 10pm. But I still felt a strong reluctance to go to bed at that time.

I’m sure you’re guessing what comes next… yes, I had two babies and they completely shifted our schedule. We started following the British (and Kiwi) regime of putting children to bed at 7-7.30pm (this still is an absolute shocker to my Portuguese friends and family). They’ll usually wake up around 7am, ideally after having slept 12 hours. We’ll all have dinner early (around 6.30), then the kids will go to bed and Tiago and I will get to spend a quiet evening together (of course there are those days when things don’t go as planned).

It goes without saying that this schedule is much easier in societies where people start and leave work early (Tiago will typically arrive home at 5.30-6pm). I must say that having dinner before 8pm has been a revelation for me. If nothing else, my indigestion issues are much better!

All this rambling to get to the point of early to bed and early to rise. I need to sleep 8-9h a night. When I sleep less, my day will be challenging. On the other hand, I’m quite the introvert and I need some tranquility before the day starts. I’ve discovered that if I wake up early, have breakfast alone, listen to the birds and read for a while, I’m more serene and my day is much better. But, in order to do that, I must have the self-discipline of going to bed at around 9pm. Believe me, each night I’ve got to force myself to do it…

I know this isn’t the most exciting of topics but I think it’s a really important one. We live in a society of people who are incredibly stimulated and exhausted. The simple fact of getting enough sleep can radically increase our quality of life. And this therapy is free!

As always, there’s no need to become fundamentalist about it. There are special occasions and it’s healthy that they keep on existing. But I think they should be the exception, not the norm. So often we postpone our bedtime for no good reason. Just another episode — another chapter — another piece of news…

If this idea of making sleep a priority intrigues you but you believe it’s not for you, check out this short talk. If you still feel sceptical, I suggest you read the book The Sleep Revolution.

And if you don’t care about talks or books or scientific studies, just listen to the wise proverb:

Early to bed and early to rise makes a man healthy, wealthy and wise.

Homemade Dishwasher Detergent

14/100

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Ao longo dos anos tenho experimentado fazer detergente para a máquina de lavar loiça em casa mas, até há pouco tempo, nunca tinha ficado verdadeiramente satisfeita com os resultados. No entanto, no mês passado dei por mim sem detergente “normal” (leia-se: comercial) e, usando ingredientes que tinha cá em casa, encontrei uma fórmula que finalmente resulta — vou partilhá-la convosco, na esperança de que vos seja útil.

Num frasco alto de vidro misturar:

  • 1 chávena de bórax (borato de sódio — imagino que as drogarias portuguesas o vendam)
  • 1 chávena de cristais de soda (à venda no Aki)
  • 1/2 chávena de ácido cítrico
  • 1/2 chávena de sal grosso

Agitar o frasco para que tudo fique bem misturado. O ácido cítrico poderá tornar a mistura efervescente e, dependendo da temperatura da vossa cozinha, algumas partes poderão ficar meio líquidas, mas não há problema nenhum — a mistura funcionará na mesma.

Para obter óptimos resultados, convém fazer o seguinte:

  • os compartimentos para o sal e para o abrilhantador devem estar cheios (eu uso sal grosso no primeiro e vinagre branco no segundo)
  • escolher um ciclo com água muito quente
  • encher o compartimento para o detergente com a mistura caseira

***

Over the years I’ve tinkered with homemade dishwasher detergents but was never quite happy with the results I was getting. However, I’ve now come up with a consistent formula that works really well for me and I thought I’d share it with you in the hopes that it’ll work for you too.

In a tall glass jar, combine the following ingredients:

  • 1 cup borax
  • 1 cup washing soda
  • 1/2 cup citric acid
  • 1/2 cup coarse sea salt

Shake well. The citric acid will make the mixture fizz and, if the weather is hot, the powder may end up with some liquid bits in it, but that’s fine. It will still work.

In order for this recipe to work really well, do the following:

  • your salt reservoir should be full (I use regular coarse sea salt); the same goes for your rinse-aid compartment (I use white vinegar)
  • run your dishwasher on a very hot cycle
  • fill the detergent compartment with your homemade mixture

 

100 Days of Blogging

1/100

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Já ouviram falar nos “projectos de 100 dias”? São projectos pessoais em que o participante se compromete a levar a cabo um exercício criativo durante 100 dias seguidos. Algumas pessoas escrevem diariamente (e até conseguem criar um livro durante esse período — ora oiçam esta história), há quem borde, tricote, cosa, cozinhe… enfim, estão a ver a ideia. Compromissos deste género implicam uma certa disciplina e empenho, e fazem do exercício criativo em questão uma prioridade na vida do participante durante esses 100 dias.

Estes projectos sempre me intrigaram e finalmente decidi-me a embarcar no meu próprio desafio. Durante 100 dias comprometo-me a escrever um post por dia no meu blog. Não vou incluir os fins-de-semana e não prometo posts incrivelmente extensos e detalhados, mas vou fazer os possíveis por voltar a habitar este espaço diariamente. Estou cheia de vontade de voltar a blogar com espontaneidade.

Se tiverem sugestões para posts, não deixem de partilhá-las aqui nos comentários. Até amanhã!

Have you ever heard of the “100 day projects”? They’re personal projects where the participants commit themselves to pursuing a creative exercise every single day for 100 days in a row. Some people write (and can even produce a book – check out this story), others knit or sew or embroider or cook… you get the idea. Commitments of this kind involve a certain degree of discipline and effort, and make the creative exercise a priority in one’s life for 100 days. 

I’ve always been intrigued by this and finally feel that the time has come for me to embark on a challenge of my own. I’m committing to writing on my blog for 100 days. I’m taking weekends off and I can’t promise I’ll write elaborate blog posts everyday, but I’ll do my best to show up everyday. I’ll looking forward to blogging with spontaneity again. 

If you have any suggestion for a post do let me know in the comments below. See you tomorrow!

Cinco Anos :: Five Years

Cinco anos de casados, um dia de sol, um almoço delicioso, um bebé a dormir a sesta, um vinho neo-zelandês… Que venham daí pelo menos mais cinquenta!
Five years of marriage, one sunny day, one delicious lunch, one baby napping, one New-Zealand wine…  I hope we have at least fifty more years together!

(photos: Tiago Cabral)

Coisas :: Stuff

A Megan Auman criou um manifesto muito interessante: chama-se Stuff Does Matter e pretende celebrar as coisas que enriquecem as nossas vidas. A ideia de que consumir é negativo e de que nos devemos apegar ao mínimo possível de coisas materiais é exagerada e irrealista. A Megan defende que o problema da sociedade actual prende-se não com o facto de conferirmos demasiada importância aos objectos, mas com a circunstância de lhes darmos muito pouco valor (isto faz-me imediatamente pensar em roupa barata que dura apenas uma estação, por exemplo). Há que consumir conscientemente. Uma das máximas de William Morris é “Não tenha nada em casa que não considere útil ou bonito” e é assim mesmo que devemos gerir a nossas aquisições. Há que pensar antes de comprar. Posso parecer maníaca, mas recuso-me a comprar coisas feias (sim, nem todas as caixas de fósforos são criadas iguais). E, se for impossível evitar uma embalagem horrorosa, quando chego a casa transfiro o conteúdo da dita embalagem para um recipiente mais agradável. Afinal, são estas coisas que vejo todos os dias. Por que razão não lhes hei-de dar importância?
Este cesto de picnic é um bom exemplo de algo que torna as nossas vidas bem mais giras — algo que constrói memórias. Nem há um mês estávamos instalados nesta casa quando recebi esta encomenda surpresa pelo correio: a minha mãe comprou-o através da Amazon e mandou entregá-lo cá em casa (infelizmente estes cestos não são enviados para Portugal, mas qualquer pessoa pode comprar um cesto e recheá-lo com pratos de faiança, copos de vidro, guardanapos de pano, etc.). Já o usámos dezenas de vezes, só nós os dois, com visitas, e agora em passeios a três. Dar-me-ia o mesmo gozo usar um saco isotérmico e pratos descartáveis? Nem por isso.
Claro que não sou perfeita e por vezes sucumbo a impulsos e faço compras de que me venho a arrepender mais tarde. Isto é uma declaração de intenções, não um atestado de virtude. O segredo é tentar comprar (ou fazer!) coisas com qualidade. O segredo é tentar consumir menos, mas melhor.

Megan Auman has created a very interesting manifesto: it’s called Stuff Does Matter and it’s intended to celebrate the things that enrich our lives. The belief that consumption is something negative and that we should let go of material things is exaggerated and unrealistic. Megan advocates that our current problem is not a result of placing too much value on stuff, but too little (disposable fashion comes to mind). One must consume with conscience. This makes me think of a famous William Morris quote: “Have nothing in your house that you do not know to be useful, or believe to be beautiful.” We should think before buying. I may seem like a maniac but I refuse to buy ugly stuff (yes, not all match boxes are created equal). And if it’s really impossible to avoid ugly packaging, I’ll transfer the contents into a more pleasing container once I get home. I mean, these are the things I see everyday… why shouldn’t they matter?

This picnic hamper is a good example of something that makes our lives more agreeable — something that builds up memories. We hadn’t even been living in this house for a month when the postman delivered us a surprise parcel: my mother bought the hamper through Amazon and asked for it to be sent directly to us. We’ve already used it dozens of times: just the two of us, with house guests, and now on outings with the baby. Would it be as pleasurable to go for picnics with a mere isothermal bag and some disposable plates? Not quite.

Of course I’m not perfect and will sometimes succumb to impulse buys that I regret later. This is a declaration of intention, not a certificate of virtue. The secret is to try and buy (or make!) things with quality. The secret is to consume less, but better.

para obter uma cópia do manifesto, basta carregar aqui
get your own copy of the manifesto here

(photo: Tiago Cabral; manifesto: Megan Auman)

Mais Coisas Boas :: More Good Things

No seguimento deste post, mais coisas boas cá por casa:
Following this post, here are some more good things in my life right now:
receber correio, especialmente encomendas de Portugal
getting post, especially parcels from Portugal 
entrar numa daquelas lojas generalistas de província (que vendem tudo, de panelas de pressão a comida para cão) e encontrar coisas clássicas como molas da roupa de madeira, carimbos de biblioteca e papel de carta + envelopes airmail/par avion

entering one of those general stores in small towns (those that sell everything, from pots and pans to dog food) and finding classic things like wooden pegs, library stamps and airmal writing paper + envelopes

escolher entremeios e terminais para os lençóis que vou fazer para a cama de grades (a minha avó contou-me que antigamente havia senhoras que apareciam na praia a vender bordados e rendas em grandes tabuleiros de verga… quem me dera que ainda houvesse disso!)
choosing embroidered bedding inset panels and edgings for cot sheets I’m going to sew (my granny tells me that in the past there were these women who used to sell embroideries and lace work at the beach… I wish that still went on today!)
depois de um longo Inverno, trazer o limoeiro para o ar livre 
after a long winter, bringing the lemon tree outside into the fresh air

comer chocolate preto várias vezes por dia (o meu vício)
eating dark chocolate several times a day (I’m addicted, what can I say?)

(photos: Constança Cabral)

Coisas Boas :: Good Things

tricots feitos pelas avós para o Rodrigo usar na próxima estação
jumpers hand-knitted by both grandmothers for Rodrigo to wear next season
lençóis e cobertores de bebé com mais de 50 anos
baby sheets and blankets over 50 years old
roupa branca estendida ao sol
white clothes hanging out in the sun to dry
sabonetes franceses comprados num mercado aqui ao lado
French soaps bought in a local market

(photos: 1, 2, 3- Constança Cabral; 4- Tiago Cabral)

Formas de Queques :: Cupcake Wrappers

Eis uma ideia simples e eficaz para arrumar todas aquelas formas de queques que, se deixadas numa gaveta ou armário, acabam por ficar todas amarrotadas: um frasco alto de vidro (novo ou que já tenha visto melhores dias).
Here’s a simple, effective idea to store all those cupcake wrappers which will end up being smashed if you leave them inside a drawer or cupboard: a tall preserving jar (old or new, it doesn’t really matter).

(photo: Tiago Cabral)