Autumn Planting

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Com a chegada do Outono, estamos a preparar o jardim para a nova estação. Na Primavera normalmente faço sementeiras, mas no Outono tudo parece mais urgente e acabo sempre por comprar pés de plantas no mercado.

Algumas das minhas escolhas foram feitas em função dos meus rapazes: couve-flor (branca e roxa) e brócolos (romanescos e normais) para o Rodrigo, que diz que são os vegetais preferidos dele mas na verdade, quando os vê no prato, não demonstra o mesmo entusiasmo. Beterrabas para o Tiago, que fez as pazes com elas quando comeu uma de cultivo doméstico (muito mais saborosa do que as de supermercado). Os restantes — alhos franceses, alfaces e coentros — são para o benefício de todos cá em casa.

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With the arrival of autumn we’re getting the garden ready for the new season. In spring I usually sow the plants I want to grow but in autumn everything feels more urgent, which means that I always end up buying seedlings instead of seed packets.

Some of my plant choices have been influenced by my boys’ tastes: cauliflower (white and purple) and broccoli (romanesco and the unfancy variety) for Rodrigo, who says they’re his favourites but never shows the same level of enthusiasm when he’s confronted with them on his own plate. Beetroot for Tiago, who has grown to love them ever since he tasted a homegrown one. The rest — leek, lettuce and coriander — were chosen for the enjoyment of us all. 

Zero Waste Grocery Shopping

20/100

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Na Nova Zelândia há uma cadeia de lojas de venda de produtos a granel chamada Bin Inn. Para além de oferecer uma grande variedade de produtos difíceis de encontrar num supermercado normal, tem, quanto a mim, uma enorme vantagem: as pessoas que frequentam a loja são encorajadas a usar os seus próprios recipientes.

Ao longo dos anos tenho comprado um número considerável de frascos de vidro em lojas de caridade, que uso para tudo e mais alguma coisa. São estes os frascos que levo ao Bin Inn. Quando chego, a dona da loja pesa os meus frascos e anota os pesos na parte de baixo de cada frasco. No fim, depois de os frascos estarem cheios, volta a pesá-los e subtrai o peso inicial. Eu venho para casa com as compras já arrumadas e a sentir um grande alívio por ter evitado usar embalagens que rapidamente acabariam no lixo.

Esta maneira de fazer compras é muito tradicional mas também está totalmente na ordem do dia. Integra-se no movimento “lixo zero”, para o qual acordei quando há uns anos li o livro da Bea Johnson, Zero Waste Home. Se não tiverem lido o livro e quiserem ouvir a Bea a falar sobre as suas convicções, espreitem este episódio do The Slow Home Podcast.

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In New Zealand there’s a chain of bulk grocery stores called Bin Inn. In addition to offering a wide range of wholefoods and speciality ingredients that are usually hard to find in a normal supermarket, it has another great thing going for it: its customers are encourage to shop using their own containers.

Throughout the years I’ve amassed a good collection of glass jars from charity shops. I use these jars for anything and everything, and these are the jars I take to Bin Inn. Upon arrival, the shop owner weighs my jars and writes down the weight underneath each jar. When I’m done with my shopping, she weighs them again and subtracts the inicial weight. I come home with all my groceries already put away in their respective containers, feeling relieved I avoided food packaging that would quickly end up in my rubbish bin.

This is both a very traditional, old-school way to shop and a very of-the-moment thing. It’s completely in line with the “zero waste” movement, a movement I first heard about through Bea Johnson’s Zero Waste Home book. If you haven’t read it and want to hear Bea talk about her way of life, you can listen to this episode of The Slow Home Podcast.

1973 Sewing Book for Children

19/100

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Gosto imenso deste livro infantil que descobri numa op shop na semana passada.  Chama-se “Look! I Can Sew” e foi publicado no Reino Unido em 1973.

A maneira como este livro comunica a aprendizagem da costura é mesmo gira. As ilustrações, que seguem quase um esquema de banda desenhada, mostram tanto raparigas como rapazes a coser e a própria introdução diz que “boys enjoy making things as much as girls do” (o facto de isto ser dito tão expressamente só significa que na altura não deveria ser assim tão óbvio). Vemos as crianças a tirar medidas, a cortar moldes e tecidos, a colocar alfinetes, a coser, a engomar, a pintar tecidos, a fazer coisas para eles e para os irmãos mais novos. A linguagem é acessível, nada paternalista nem demasiado infantilizada. Olho para os desenhos e a boa-disposição destas crianças imaginárias contagia-me!

Adoro livros de crafts dos anos 70 e este é uma pequena pérola.

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I’m completely smitten by this children’s book I found at an op shop last week. The title is “Look! I Can Sew” and it was published in the UK in 1973.

The way this book teaches kids to sew is really appealing. The illustrations are presented almost like a comic book and show both boys and girls engaged in sewing. Actually, in the introduction we can read that “boys enjoy making things as much as girls do” (the fact that this is stated in this way can only mean that, at the time, society didn’t take it for granted as we now do). We see children cutting patterns and fabrics, measuring, pinning, sewing, ironing, dyeing and making things for themselves and for their younger siblings. The language is accessible, not patronising nor too infantilised. I look at the pictures and these imaginary children’s happiness and enjoyment is contagious!

I love 1970s craft books and this particular one is a little gem.

 

 

Hand-Painted Fabric aka The Lipstick Cushion

handpainted-cushion-cover

18/100

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Na noite em que estampei aquele tecido com uma batata, usei essa mesma tinta para pintar outra capa de almofada. Inspirada novamente por um tecido da Rebecca Atwood, diluí bastante a tinta com água e usei um pincel grosso de aguarela para fazer estas marcas no pano (ainda aquele lençol antigo de linho grosso… vou ter muita pena quando ele tiver sido todo usado).

Agora que olho para esta fotografia, só consigo pensar em baton. Apesar de não ter sido essa a intenção, a verdade é que, quando misturei a tinta (usei um bocado de tinta encarnada e um bocado de cor-de-rosa fuchsia), tentei aproximar-me do tom de baton que a minha avó mais usava… e acabei por fazer uma interpretação bastante literal desse meu ponto de partida.

Tenho recebido algumas perguntas em relação ao tipo de tinta que uso para estampar tecidos (e aproveito para pedir desculpa por não estar a conseguir responder a todos os comentários… esta história de escrever um post por dia tem muito que se lhe diga). Até agora ainda só usei dois tipos de tinta: 1-tinta para têxteis; 2- tinta acrílica misturada com um aditivo têxtil (em inglês chama-se “fabric medium”… não sei ao certo o nome em português). Na semana passada comprei outro tipo de tinta que ainda não experimentei: “screen-printing ink” (mais uma vez, não sei se em português haverá um termo específico para “ink”… algo mais específico do que simplesmente “tinta”). Também há que use “dyes” (tinturas? corantes?) e lhes adicione um espessante para transformar essa “dye” numa pasta que possa ser utilizada para estamparia têxtil (estou cheia de vontade de enveredar por aqui um dia).

Ouçam, estou longe de ser especialista nesta matéria — estou a aprender fazendo e tenho-me divertido imenso. Encorajo-vos a experimentar estampar umas coisas!

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On the night I stamped that fabric with a potato I also painted another cushion cover. Inspired by this Rebecca Atwood fabric, I watered down the paint and used a thick watercolour brush to make these marks on the cloth (I used that antique coarse linen sheet I love so much… I’m going to be sad when it’s finished).

When I see this cushion I can only think of lipstick. I did think of the colour of my granny’s lipstick when I mixed up the paints (a red and a fuchsia) but now, looking at this photo, I realise that the inspiration came out in a very literal way. 

I’ve been getting a few comments regarding the type of paint I use to print fabrics (and I’m sorry I haven’t been replying to every single comment but this daily posting challenge takes up so much time). Up until now I’ve only used two types of paint: 1- fabric paint; 2- acrylic paint to which I’ve added some textile medium. Last week I bought some screen-printing ink but I haven’t used it yet so I can’t comment on it. Some people even thicken up dyes with a specific print paste (I’m really eager to give that a try one day).

Look, I’m far from being an expert in this field — I’m learning as I go and I’m having so much fun. I encourage you to just tryout a few things and see what you like!

 

Around Here :: Early Autumn

 

autumn nature table berries

autumn nature table rosehips

autumn nature table

17/100

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Por aqui estamos no princípio do Outono, a altura do ano de que mais gosto.

Ontem, a pedido do Rodrigo, fomos apanhar bolotas ao parque. Quando chegámos a casa, lembrei-me de lhe propor que fizéssemos uma “nature table” outonal. Ele, que vibra tanto com as estações quanto eu própria, ficou entusiasmadíssimo com a ideia. Corremos o nosso jardim à procura de sinais de Outono e depois dispusemos tudo em cima do aparar da casa-de-jantar.

Estes rituais sazonais continuam a ser muito importantes para mim e fico contente que o Rodrigo também lhes ache graça. Gosto que ele seja sensível ao mundo que o rodeia e que se entusiasme com estes pequenos (grandes) acontecimentos do dia-a-dia!

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Around here it’s early autumn, my favourite time of the year.

Yesterday Rodrigo asked me to go hunting for acorns in the park. When we got home I suggested we made an autumnal nature table. He is as crazy about seasonal changes as I am and was really excited with this idea. We raided our garden for signs of autumn and then we made a little display on top of the dining room sideboard.

These seasonal rituals still play a very important role in my life and I’m really pleased that Rodrigo also gets a kick out of them. I like how sensitive he is to what’s around him and that he notices and takes pleasure in these little (yet so large) everyday occurrences!

Strawberry Ice Blocks

strawberry ice blocks/ice pops/popcicles

strawberry ice blocks/ice pops/popcicles

16/100

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Uma das melhores coisas que comprei no ano passado foi uma forma para fazer gelados de pau (gelados de pauzinho? gelados de gelo? que nome ao certo damos a isto em Portugal?). Esta receita de gelado de morango (uma versão simplificada de uma receita deste livro) tem feito muito sucesso cá em casa — aliás, servi estes gelados na festa de anos do Rodrigo e todas as crianças (e adultos) adoraram!

  • 1.5kg morangos
  • cerca de 1 chávena de xarope de açúcar*
  • sumo de meio limão
  1. Arranjar os morangos e reduzi-los a puré.
  2. Transferir cerca de 1/4 do puré de morango para uma taça grande; passar o restante puré por um passador de rede fina e juntá-lo à mesma taça.
  3. Adicionar o sumo de limão e 2/3 do xarope de acúcar. Provar. Adicionar mais xarope de açúcar caso seja necessário.
  4. Encher as formas de gelado, inserir os pauzinhos e congelar. Servir no dia seguinte.

*Para fazer o xarope de açúcar, adicionar uma chávena de água a ferver a uma chávena de açúcar branco. Mexer com uma colher até que o acúcar esteja completamente dissolvido. Deixar arrefecer completamente.

N.B. Esta forma é muito gira mas tem um problema: quando queremos retirar um gelado, temos de retirá-los todos. Para desenformá-los, mergulho a forma em água quente durante 4 ou 5 segundos. Depois, para guardar os gelados que não vão ser comidos na altura, embrulho-os em papel vegetal de cozinha, meto-os num saco para congelados e depois volto a pô-los no congelador.

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One of the best things I bought last year was an ice block mould (ice pop? ice lolly? popsicle? so many variables!). This strawberry ice block recipe (a simplified version of one of the recipes in this book) has been greatly appreciated here at home — I actually served these ice blocks in Rodrigo’s birthday party and every child (and adult) loved them!

  • 1.5kg strawberries
  • roughly a cup of simple syrup* 
  • juice of half a lemon
  1. Take the green bits off the strawberries and purée them.
  2. Transfer about 1/4 of the strawberry purée to a large bowl, strain the rest of the purée through a fine mesh stainer into the same bowl. 
  3. Add the lemon juice and about 2/3 of the simple syrup. Taste. Add more sugar if necessary.
  4. Fill in the ice block moulds, insert the sticks and freeze overnight.

*In order to make the simple syrup, add a cup of boiling water to a cup of refined sugar and stir until fully dissolved. Leave it to cool completely.

N.B. This ice block mould is great but presents a problem: when you want to unmould one, you need to unmould them all. To gently release them, I plunge the mould into hot water for 4 or 5 seconds. Then I wrap the ice blocks that aren’t going to be eaten right away in baking paper, pop them into a freezer bag and then put them back in the freezer.

Upcycled Embroidered Lavender Bags

picking lavendermaking lavender bags with kidsmaking lavender bags with kids

16/100

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Muitos dos bordados antigos neozelandeses que compro nas lojas de caridade estão em mau estado: têm rasgões, partes desfeitas ou nódoas impossíveis de tirar. Esses panos são candidatos ideais para serem cortados e transformados em saquinhos de alfazema.

Acho que nunca me cansarei de fazer estes pequenos sacos. São tão fáceis, tão rápidos e tão úteis, a meu ver. São também presentes simpáticos para todo o tipo de pessoas. Afinal, quem não gosta de ter a roupa a cheirar a alfazema?

Neste nosso jardim temos muitos arbustos de alfazema e este ano a colheita foi feita com os meus pequenos ajudantes. Umas semanas mais tarde, quando a alfazema já estava seca, também quiseram participar no processo de encher os saquinhos.

Gosto de pensar na viagem destes pequenos objectos. Bordados à mão há uma série de anos, agora estão a ser postos de novo a uso pela nova geração. Pensar nisto faz-me feliz!

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Some of the vintage embroidered linens I buy in charity shops are in bad condition: they’ve got tears, parts of the embroidered motifs have become unstitched or they’ve got stains that are impossible to remove. Those linens make the best candidates for upcycling — I especially enjoy cutting them and turning them into lavender sachets.

I don’t think I’ll ever get tired of making these little scented bags. They’re so easy and quick to make, so useful and satisfying. They also make lovely gifts for all sorts of people. I mean, who doesn’t enjoy having their clothes smelling of lavender?

In our garden we’ve got several lavender bushes and this year my little helpers participated in the harvest. A few weeks later, once the lavender had dried, they also insisted on helping me fill up the little sachets. 

I love thinking about the journey of these small objects. Embroidered by hand so many years ago, they’re now being put to use again by the new generation. This makes me genuinely happy!

Pre-Stamped Embroidery


15/100

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Lembram-se daquele vídeo que fiz há uns meses sobre bordados neozelandeses? Desde então tenho encontrado mais panos bordados, muitos deles inacabados ou até mesmo por começar.

No período entre 1920 e 1960 houve uma explosão de kits de bordado no mundo britânico (Reino Unido e ex-colónias). Nas lojas de caridade deparo-me por vezes com panos de linho — pequenos naperons, panos de tabuleiro e toalhas de chá — com os riscos para bordar pré-estampados. Originalmente estes panos vinham acompanhados de brochuras explicativas, com instruções para os pontos de bordado, as cores das linhas e até os pontos de crochet para executar o terminal do pano. Tem graça verificar que nem sempre estas instruções eram seguidas à risca: já encontrei panos que, apesar de partilharem o mesmo motivo, foram bordados com cores e pontos totalmente diferentes.

Estes WIPs antigos são normalmente vendidos por NZD$2 ou $3 nas lojas de caridade e eu tenho comprado alguns por diversas razões. Primeiro, por razões históricas: isto é História material social, feminina e doméstica, o ramo da História que sempre me interessou mais. Depois, porque tenho vontade de usar alguns destes panos como material de aprendizagem, para eu própria ir treinando alguns pontos e aprendendo mais sobre bordado. E, por último, para reutilizar algumas partes, seja o linho, sejam os motivos já bordados.

Para a semana mostro-vos algumas reutilizações que tenho andado a fazer. Bom fim-de-semana!

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Remember that video I filmed a few months ago about NZ embroidered linens? (in Portuguese only, but maybe you’ve watched it anyway?) Since then I’ve been stumbling upon other linens of the same kind, some half-done and some totally un-embroidered.

In the period between 1920 and 1960 there was an explosion in home embroidery kits in the so-called British world (UK and some ex-colonies). At op shops I sometimes find doilies, tray cloths and supper cloths pre-printed (or pre-stamped? I’m not sure which one is the correct term) with embroidery patterns. Originally these cloths would have been accompanied by a detailed leaflet with instructions regarding types of stitches to be used, as well as thread colours and even instructions to make the crochet edging. I’ve been delighted to find linens that, although having been stamped with the same pattern, were then worked with entirely different colours and stitches by their makers.

These vintage WIPs are usually sold for NZD$2 or $3 in charity shops and I’ve bought a few for several reasons. For starters, they’re historic: this is material, social, feminine and domestic History, precisely the kind of History that’s always interested me the most. Another reason is because I intend to use some as a learning tool to practise my own embroidery. And finally because I want to repurpose certain parts, either the cloth or the embroidered motifs.

Next week I’ll show you some upcycling projects I’ve been working on. Have a great weekend, everyone!

Homemade Dishwasher Detergent

14/100

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Ao longo dos anos tenho experimentado fazer detergente para a máquina de lavar loiça em casa mas, até há pouco tempo, nunca tinha ficado verdadeiramente satisfeita com os resultados. No entanto, no mês passado dei por mim sem detergente “normal” (leia-se: comercial) e, usando ingredientes que tinha cá em casa, encontrei uma fórmula que finalmente resulta — vou partilhá-la convosco, na esperança de que vos seja útil.

Num frasco alto de vidro misturar:

  • 1 chávena de bórax (borato de sódio — imagino que as drogarias portuguesas o vendam)
  • 1 chávena de cristais de soda (à venda no Aki)
  • 1/2 chávena de ácido cítrico
  • 1/2 chávena de sal grosso

Agitar o frasco para que tudo fique bem misturado. O ácido cítrico poderá tornar a mistura efervescente e, dependendo da temperatura da vossa cozinha, algumas partes poderão ficar meio líquidas, mas não há problema nenhum — a mistura funcionará na mesma.

Para obter óptimos resultados, convém fazer o seguinte:

  • os compartimentos para o sal e para o abrilhantador devem estar cheios (eu uso sal grosso no primeiro e vinagre branco no segundo)
  • escolher um ciclo com água muito quente
  • encher o compartimento para o detergente com a mistura caseira

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Over the years I’ve tinkered with homemade dishwasher detergents but was never quite happy with the results I was getting. However, I’ve now come up with a consistent formula that works really well for me and I thought I’d share it with you in the hopes that it’ll work for you too.

In a tall glass jar, combine the following ingredients:

  • 1 cup borax
  • 1 cup washing soda
  • 1/2 cup citric acid
  • 1/2 cup coarse sea salt

Shake well. The citric acid will make the mixture fizz and, if the weather is hot, the powder may end up with some liquid bits in it, but that’s fine. It will still work.

In order for this recipe to work really well, do the following:

  • your salt reservoir should be full (I use regular coarse sea salt); the same goes for your rinse-aid compartment (I use white vinegar)
  • run your dishwasher on a very hot cycle
  • fill the detergent compartment with your homemade mixture

 

My Eco Dolls — and the Eternal Question of Pricing Handmade Goods

13/100

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Ando a preparar a minha participação no Artists Open Studios em Whanganui e tenho cabeça (e as mãos) cheia de bonecas. De bonecas e de sentimentos algo contraditórios em relação a esta actividade de fazer bonecas para vender.

Adoro estas bonecas. Chamo-lhes “eco dolls” porque são feitas com materiais naturais e quase todos os tecidos são reciclados. Uso panos antigos, algodões vintage, fazendas de caxemira, enchimento em pura lã de merino. Coso-as com dedicação e empenho e esforço-me ao máximo para que fiquem bem feitas. Acabam sempre com uma ou outra pequena imperfeição, mas isso é inerente a qualquer produto feito à mão. Ficam com um tamanho que considero óptimo: são bonecas grandes e com um certo peso, são substanciais. A meu ver, são bonecas com alma.

Mas estas bonecas demoram muito tempo a fazer. Diria quase que demoram demasiado tempo. Demasiado tempo para serem rentáveis, muito sinceramente. E aqui entramos no complicado assunto de definir o valor monetário de um objecto feito à mão. Sim, há formulas para calcular isto, mas serão realistas? Ou exequíveis? Tudo depende do mercado a que o produto se destine. Já vi bonecas deste género serem vendidas por $30, $100, $300, $1000. Eu própria ainda não consegui definir um preço para as minhas com o qual me sinta confortável.

Enfim. Este assunto daria para muitas horas de discussão e eu hoje não me sinto particularmente eloquente. É um tema delicado, que toca em questões complexas: questões sociais, económicas, feministas, históricas. Hoje fico-me por aqui, mas sei que este assunto continuará a ocupar a minha mente. Como sempre, os vossos comentários são muito bem-vindos!

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I’m going to take part in Whanganui’s Artists Open Studios and my mind (and my hands) has been occupied with dolls. With dolls and with some mixed feelings about making dolls to sell.

I love these dolls. I call them “eco dolls” because they’re made with natural materials, most of them upcycled. I use old textiles, vintage cottons, cashmere fabrics and merino wool stuffing. I stitch them with care and I don’t cut corners. They inevitably end up with some minor imperfections but that’s all part of a handmade product. I love that they’re big dolls, with some weight to them — they feel substancial. As I see them, they’re dolls with soul.

But these dolls take so long to make. I’d go so far as to say that they take almost too long. Too long to be profitable, anyway. And here we enter the very sticky subject of pricing handmade goods. Yes, there are formulas out there for this, but are they realistic? Or even doable? It all depends on one’s target audience. I’ve seen handmade dolls being sold for $30, $100, $300, $1000. I personally have yet to come up with a price that makes me feel comfortable.

Oh well. This is one of those subjects that we could discuss for hours on end and I’m not feeling very articulate today. It’s a delicate theme that deals with so many complex questions: social, economic, feminist and historic ones. I’ll going to end this post now but I know this whole subject will continue to occupy my thoughts. As always, your comments are very welcome!