Around Here :: Early Autumn

 

autumn nature table berries

autumn nature table rosehips

autumn nature table

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Por aqui estamos no princípio do Outono, a altura do ano de que mais gosto.

Ontem, a pedido do Rodrigo, fomos apanhar bolotas ao parque. Quando chegámos a casa, lembrei-me de lhe propor que fizéssemos uma “nature table” outonal. Ele, que vibra tanto com as estações quanto eu própria, ficou entusiasmadíssimo com a ideia. Corremos o nosso jardim à procura de sinais de Outono e depois dispusemos tudo em cima do aparar da casa-de-jantar.

Estes rituais sazonais continuam a ser muito importantes para mim e fico contente que o Rodrigo também lhes ache graça. Gosto que ele seja sensível ao mundo que o rodeia e que se entusiasme com estes pequenos (grandes) acontecimentos do dia-a-dia!

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Around here it’s early autumn, my favourite time of the year.

Yesterday Rodrigo asked me to go hunting for acorns in the park. When we got home I suggested we made an autumnal nature table. He is as crazy about seasonal changes as I am and was really excited with this idea. We raided our garden for signs of autumn and then we made a little display on top of the dining room sideboard.

These seasonal rituals still play a very important role in my life and I’m really pleased that Rodrigo also gets a kick out of them. I like how sensitive he is to what’s around him and that he notices and takes pleasure in these little (yet so large) everyday occurrences!

Strawberry Ice Blocks

strawberry ice blocks/ice pops/popcicles

strawberry ice blocks/ice pops/popcicles

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Uma das melhores coisas que comprei no ano passado foi uma forma para fazer gelados de pau (gelados de pauzinho? gelados de gelo? que nome ao certo damos a isto em Portugal?). Esta receita de gelado de morango (uma versão simplificada de uma receita deste livro) tem feito muito sucesso cá em casa — aliás, servi estes gelados na festa de anos do Rodrigo e todas as crianças (e adultos) adoraram!

  • 1.5kg morangos
  • cerca de 1 chávena de xarope de açúcar*
  • sumo de meio limão
  1. Arranjar os morangos e reduzi-los a puré.
  2. Transferir cerca de 1/4 do puré de morango para uma taça grande; passar o restante puré por um passador de rede fina e juntá-lo à mesma taça.
  3. Adicionar o sumo de limão e 2/3 do xarope de acúcar. Provar. Adicionar mais xarope de açúcar caso seja necessário.
  4. Encher as formas de gelado, inserir os pauzinhos e congelar. Servir no dia seguinte.

*Para fazer o xarope de açúcar, adicionar uma chávena de água a ferver a uma chávena de açúcar branco. Mexer com uma colher até que o acúcar esteja completamente dissolvido. Deixar arrefecer completamente.

N.B. Esta forma é muito gira mas tem um problema: quando queremos retirar um gelado, temos de retirá-los todos. Para desenformá-los, mergulho a forma em água quente durante 4 ou 5 segundos. Depois, para guardar os gelados que não vão ser comidos na altura, embrulho-os em papel vegetal de cozinha, meto-os num saco para congelados e depois volto a pô-los no congelador.

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One of the best things I bought last year was an ice block mould (ice pop? ice lolly? popsicle? so many variables!). This strawberry ice block recipe (a simplified version of one of the recipes in this book) has been greatly appreciated here at home — I actually served these ice blocks in Rodrigo’s birthday party and every child (and adult) loved them!

  • 1.5kg strawberries
  • roughly a cup of simple syrup* 
  • juice of half a lemon
  1. Take the green bits off the strawberries and purée them.
  2. Transfer about 1/4 of the strawberry purée to a large bowl, strain the rest of the purée through a fine mesh stainer into the same bowl. 
  3. Add the lemon juice and about 2/3 of the simple syrup. Taste. Add more sugar if necessary.
  4. Fill in the ice block moulds, insert the sticks and freeze overnight.

*In order to make the simple syrup, add a cup of boiling water to a cup of refined sugar and stir until fully dissolved. Leave it to cool completely.

N.B. This ice block mould is great but presents a problem: when you want to unmould one, you need to unmould them all. To gently release them, I plunge the mould into hot water for 4 or 5 seconds. Then I wrap the ice blocks that aren’t going to be eaten right away in baking paper, pop them into a freezer bag and then put them back in the freezer.

Upcycled Embroidered Lavender Bags

picking lavendermaking lavender bags with kidsmaking lavender bags with kids

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Muitos dos bordados antigos neozelandeses que compro nas lojas de caridade estão em mau estado: têm rasgões, partes desfeitas ou nódoas impossíveis de tirar. Esses panos são candidatos ideais para serem cortados e transformados em saquinhos de alfazema.

Acho que nunca me cansarei de fazer estes pequenos sacos. São tão fáceis, tão rápidos e tão úteis, a meu ver. São também presentes simpáticos para todo o tipo de pessoas. Afinal, quem não gosta de ter a roupa a cheirar a alfazema?

Neste nosso jardim temos muitos arbustos de alfazema e este ano a colheita foi feita com os meus pequenos ajudantes. Umas semanas mais tarde, quando a alfazema já estava seca, também quiseram participar no processo de encher os saquinhos.

Gosto de pensar na viagem destes pequenos objectos. Bordados à mão há uma série de anos, agora estão a ser postos de novo a uso pela nova geração. Pensar nisto faz-me feliz!

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Some of the vintage embroidered linens I buy in charity shops are in bad condition: they’ve got tears, parts of the embroidered motifs have become unstitched or they’ve got stains that are impossible to remove. Those linens make the best candidates for upcycling — I especially enjoy cutting them and turning them into lavender sachets.

I don’t think I’ll ever get tired of making these little scented bags. They’re so easy and quick to make, so useful and satisfying. They also make lovely gifts for all sorts of people. I mean, who doesn’t enjoy having their clothes smelling of lavender?

In our garden we’ve got several lavender bushes and this year my little helpers participated in the harvest. A few weeks later, once the lavender had dried, they also insisted on helping me fill up the little sachets. 

I love thinking about the journey of these small objects. Embroidered by hand so many years ago, they’re now being put to use again by the new generation. This makes me genuinely happy!

Pre-Stamped Embroidery


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Lembram-se daquele vídeo que fiz há uns meses sobre bordados neozelandeses? Desde então tenho encontrado mais panos bordados, muitos deles inacabados ou até mesmo por começar.

No período entre 1920 e 1960 houve uma explosão de kits de bordado no mundo britânico (Reino Unido e ex-colónias). Nas lojas de caridade deparo-me por vezes com panos de linho — pequenos naperons, panos de tabuleiro e toalhas de chá — com os riscos para bordar pré-estampados. Originalmente estes panos vinham acompanhados de brochuras explicativas, com instruções para os pontos de bordado, as cores das linhas e até os pontos de crochet para executar o terminal do pano. Tem graça verificar que nem sempre estas instruções eram seguidas à risca: já encontrei panos que, apesar de partilharem o mesmo motivo, foram bordados com cores e pontos totalmente diferentes.

Estes WIPs antigos são normalmente vendidos por NZD$2 ou $3 nas lojas de caridade e eu tenho comprado alguns por diversas razões. Primeiro, por razões históricas: isto é História material social, feminina e doméstica, o ramo da História que sempre me interessou mais. Depois, porque tenho vontade de usar alguns destes panos como material de aprendizagem, para eu própria ir treinando alguns pontos e aprendendo mais sobre bordado. E, por último, para reutilizar algumas partes, seja o linho, sejam os motivos já bordados.

Para a semana mostro-vos algumas reutilizações que tenho andado a fazer. Bom fim-de-semana!

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Remember that video I filmed a few months ago about NZ embroidered linens? (in Portuguese only, but maybe you’ve watched it anyway?) Since then I’ve been stumbling upon other linens of the same kind, some half-done and some totally un-embroidered.

In the period between 1920 and 1960 there was an explosion in home embroidery kits in the so-called British world (UK and some ex-colonies). At op shops I sometimes find doilies, tray cloths and supper cloths pre-printed (or pre-stamped? I’m not sure which one is the correct term) with embroidery patterns. Originally these cloths would have been accompanied by a detailed leaflet with instructions regarding types of stitches to be used, as well as thread colours and even instructions to make the crochet edging. I’ve been delighted to find linens that, although having been stamped with the same pattern, were then worked with entirely different colours and stitches by their makers.

These vintage WIPs are usually sold for NZD$2 or $3 in charity shops and I’ve bought a few for several reasons. For starters, they’re historic: this is material, social, feminine and domestic History, precisely the kind of History that’s always interested me the most. Another reason is because I intend to use some as a learning tool to practise my own embroidery. And finally because I want to repurpose certain parts, either the cloth or the embroidered motifs.

Next week I’ll show you some upcycling projects I’ve been working on. Have a great weekend, everyone!

Homemade Dishwasher Detergent

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Ao longo dos anos tenho experimentado fazer detergente para a máquina de lavar loiça em casa mas, até há pouco tempo, nunca tinha ficado verdadeiramente satisfeita com os resultados. No entanto, no mês passado dei por mim sem detergente “normal” (leia-se: comercial) e, usando ingredientes que tinha cá em casa, encontrei uma fórmula que finalmente resulta — vou partilhá-la convosco, na esperança de que vos seja útil.

Num frasco alto de vidro misturar:

  • 1 chávena de bórax (borato de sódio — imagino que as drogarias portuguesas o vendam)
  • 1 chávena de cristais de soda (à venda no Aki)
  • 1/2 chávena de ácido cítrico
  • 1/2 chávena de sal grosso

Agitar o frasco para que tudo fique bem misturado. O ácido cítrico poderá tornar a mistura efervescente e, dependendo da temperatura da vossa cozinha, algumas partes poderão ficar meio líquidas, mas não há problema nenhum — a mistura funcionará na mesma.

Para obter óptimos resultados, convém fazer o seguinte:

  • os compartimentos para o sal e para o abrilhantador devem estar cheios (eu uso sal grosso no primeiro e vinagre branco no segundo)
  • escolher um ciclo com água muito quente
  • encher o compartimento para o detergente com a mistura caseira

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Over the years I’ve tinkered with homemade dishwasher detergents but was never quite happy with the results I was getting. However, I’ve now come up with a consistent formula that works really well for me and I thought I’d share it with you in the hopes that it’ll work for you too.

In a tall glass jar, combine the following ingredients:

  • 1 cup borax
  • 1 cup washing soda
  • 1/2 cup citric acid
  • 1/2 cup coarse sea salt

Shake well. The citric acid will make the mixture fizz and, if the weather is hot, the powder may end up with some liquid bits in it, but that’s fine. It will still work.

In order for this recipe to work really well, do the following:

  • your salt reservoir should be full (I use regular coarse sea salt); the same goes for your rinse-aid compartment (I use white vinegar)
  • run your dishwasher on a very hot cycle
  • fill the detergent compartment with your homemade mixture

 

My Eco Dolls — and the Eternal Question of Pricing Handmade Goods

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Ando a preparar a minha participação no Artists Open Studios em Whanganui e tenho cabeça (e as mãos) cheia de bonecas. De bonecas e de sentimentos algo contraditórios em relação a esta actividade de fazer bonecas para vender.

Adoro estas bonecas. Chamo-lhes “eco dolls” porque são feitas com materiais naturais e quase todos os tecidos são reciclados. Uso panos antigos, algodões vintage, fazendas de caxemira, enchimento em pura lã de merino. Coso-as com dedicação e empenho e esforço-me ao máximo para que fiquem bem feitas. Acabam sempre com uma ou outra pequena imperfeição, mas isso é inerente a qualquer produto feito à mão. Ficam com um tamanho que considero óptimo: são bonecas grandes e com um certo peso, são substanciais. A meu ver, são bonecas com alma.

Mas estas bonecas demoram muito tempo a fazer. Diria quase que demoram demasiado tempo. Demasiado tempo para serem rentáveis, muito sinceramente. E aqui entramos no complicado assunto de definir o valor monetário de um objecto feito à mão. Sim, há formulas para calcular isto, mas serão realistas? Ou exequíveis? Tudo depende do mercado a que o produto se destine. Já vi bonecas deste género serem vendidas por $30, $100, $300, $1000. Eu própria ainda não consegui definir um preço para as minhas com o qual me sinta confortável.

Enfim. Este assunto daria para muitas horas de discussão e eu hoje não me sinto particularmente eloquente. É um tema delicado, que toca em questões complexas: questões sociais, económicas, feministas, históricas. Hoje fico-me por aqui, mas sei que este assunto continuará a ocupar a minha mente. Como sempre, os vossos comentários são muito bem-vindos!

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I’m going to take part in Whanganui’s Artists Open Studios and my mind (and my hands) has been occupied with dolls. With dolls and with some mixed feelings about making dolls to sell.

I love these dolls. I call them “eco dolls” because they’re made with natural materials, most of them upcycled. I use old textiles, vintage cottons, cashmere fabrics and merino wool stuffing. I stitch them with care and I don’t cut corners. They inevitably end up with some minor imperfections but that’s all part of a handmade product. I love that they’re big dolls, with some weight to them — they feel substancial. As I see them, they’re dolls with soul.

But these dolls take so long to make. I’d go so far as to say that they take almost too long. Too long to be profitable, anyway. And here we enter the very sticky subject of pricing handmade goods. Yes, there are formulas out there for this, but are they realistic? Or even doable? It all depends on one’s target audience. I’ve seen handmade dolls being sold for $30, $100, $300, $1000. I personally have yet to come up with a price that makes me feel comfortable.

Oh well. This is one of those subjects that we could discuss for hours on end and I’m not feeling very articulate today. It’s a delicate theme that deals with so many complex questions: social, economic, feminist and historic ones. I’ll going to end this post now but I know this whole subject will continue to occupy my thoughts. As always, your comments are very welcome!

Upcycled coffee table

recycled sari woven rug

upholstering a coffee table with an recycled sari woven rug

upholstering a coffee table with an recycled sari woven rug

upholstering a coffee table with an recycled sari woven rug

coffee table upholstered with a recycled sari woven rug

coffee table upholstered with an recycled sari woven rug

coffee table upholstered with a recycled sari woven rug

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O título alternativo deste post poderia ser “reciclagem³”. Esta é a história de uma mesa de escola que já foi mesa de entrada e que agora é mesa de café, e de uns quantos saris indianos que foram transformados em tapete e que agora estão a cobrir uma mesa de café numa sala da Nova Zelândia.

Bem, vamos por partes. Há uns tempos encontrei na biblioteca um livro francamente giro (que estou a pensar comprar) chamado Take a Seat. Um dos projectos desse livro é a transformação de uma antiga mesa de escola numa mesa de café estofada. Dei um salto quando vi com a atenção a mesa em questão (vejam-na aqui) — então não é que tenho uma mesa igualzinha, que ainda por cima não está a ser usada (aqui na nossa entrada em Inglaterra)? E não é que ando há que tempos a tentar descobrir uma maneira económica de fazer uma mesa de café estofada para a nossa sala?

Uma semana depois de ter requisitado o dito livro, estou em Auckland com o Tiago, numa pop-up shop cheia de tecidos indianos. Dobrados num canto estão cinco ou seis tapetes feitos de saris reciclados… cheios de cor, textura, completamente diferentes de tudo o que tenho visto ultimamente… e surpreendentemente baratos! E ocorre-me que um dos tapetes seria ideal para cobrir a tal mesa de café que vi no livro, já que não tenho um daqueles cobertores galeses nem nada que se assemelhe…

De volta a casa, peço ao Tiago que corte as pernas à mesa. Vou à cidade comprar a espuma. Chego a casa e acho a espuma demasiado grossa; na semana seguinte, volto à loja e peço aos senhores que lhe retirem 5cm de espessura (o livro especifica espuma com 15cm de espessura mas preferi 10cm). Colo a espuma ao tampo da mesa, cubro-a com um lençol velho e agrafo a toda a volta. Visto que o tapete foi feito num tear manual, antes de cortá-lo chuleio a toda a volta a parte que vou querer utilizar. Marco os cantos e coso-os à máquina (as instruções dizem para só os cortar depois de prender o tecido e só então fazer o acabamento à mão, in situ, mas no caso deste tapete isso seria impossível). Finalmente agrafo o tapete à mesa e colo uma fita para esconder os agrafos (quem tem o meu livro reconhecerá esta fita: foi a mesma que usei no blazer reciclado).

Estou muito contente com o resultado! Obrigada, Jemima, pela ideia. Viva o DIY!

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An alternative title for this blog post could be “recycling³”. This is the story of an old school desk which used to be my hallway table and is now my coffee table. Another main character of this story is a number of Indian saris that were hand-woven into a rug and that ended up covering a coffee table in a sitting room in New Zealand.

Ok, let me recount this step by step. A while ago I found a great book at the library (in fact it’s so good I’m thinking of buying myself a copy). The title is Take a Seat and one of the projects is about turning an old school desk into an upholstered footstool/coffee table. I jumped when I saw the table that’s used in the book (this one) — I’ve got the exact same one (it used to be our hallway table in England) and it’s not being used at the moment! And can you believe that for months now I’ve been trying to find a thrifty way to make an upholstered coffee table for our sitting room?

A week after I borrowed the book from the library, Tiago and I were up in Auckland in a pop-up shop filled to the brim with Indian textiles. In a corner I spotted a bunch of folded rugs made from recycled saris… full of colour, texture, quite unique and surprisingly cheap! It suddenly occurred to me that one of them would make the ideal cover for that coffee table I’d been dreaming about, since I don’t own a vintage Welsh blanket nor nothing of the sort…

Back home, I asked Tiago to cut down the table’s legs for me. I went to town to get the required piece of foam. When I got home I found the foam to be a little too thick, so the following week I went back to the foam shop and asked the very nice guys to shave 5cm off it (the book specifies a thickness of 15cm but 10cm ended up working out better for me). I glued the foam on the table top, covered it with an old sheet and stapled it all around. Given that the rug was hand-loomed, before cutting it I zigzagged the part I wanted to use, otherwise the whole rug would have come apart. I also machine sewed the corners prior to cutting them for the same reason (the instructions tell you to hand-finish the corners in situ but in my case that wouldn’t have worked). Finally I stapled the rug to the table and glued a piece of ribbon in order to cover the staples and the raw edges (if you have my book you might recognise this ribbon: it’s the one I used on the recycled tweed blazer).

I’m really pleased with how this whole operation tuned out. Thank you for the brilliant idea, Jemima! Long live DIY!

The Apple Tree

Rodrigo and the apple tree in 2013

Rodrigo and the apple tree in 2017

Processed with VSCO with c1 preset

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Ontem quando o Rodrigo e o Pedro entraram em casa a comer maçãs da nossa macieira, lembrei-me imediatamente das fotografias que tirámos ao Rodrigo quando plantámos a árvore há quase quatro anos (aqui). Plantar árvores, sobretudo árvores de fruto, é um acto espantoso que nunca deixará de me fascinar. Vê-las crescer em sintonia com os meus filhos… bem, nem tenho palavras para descrever os meus sentimentos em relação a isso.

A colheita não foi propriamente digna de nota: a macieira ainda é jovem e as maçãs, apesar de saborosas (escolhemos as Cox Orange Pippin), tinham quase todas bicho. Os rapazes roeram umas quantas e as restantes acabaram em recheio de tarte!

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Yesterday when I saw Rodrigo and Pedro enter the house whilst munching on our apples, I immediately recalled the photos we took with little  Rodrigo when we planted the apple tree nearly four years ago (here). Planting trees, especially fruit trees, is an amazing act which will never cease to fascinate me. Watching them grow in tandem with my children… well, I can’t quite put my feelings into words.

The crop wasn’t really substantial: the tree is still young and the apples, albeit really tasty (we chose Cox Orange Pippin), were almost all spoilt (mainly birds and worms). The boys ate a few and the remaining ones ended up in a pie!

 

 

New from Old

doll dress made with antique embroidery

doll dress made with antique embroidery Constanca Cabral

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Nada me dá mais gozo do que andar à caça de panos antigos e depois transformá-los em peças novas. Ontem finalmente acabei uma boneca que estava prometida há uns tempos para uma menina querida em Portugal. Para além de vestidos, capas e outros acessórios, todas as bonecas precisam de roupa de dormir, não vos parece? Descobri nas minhas malas de tecidos antigos este pequeno pano bordado e pareceu-me perfeito para ser transformado numa camisa de noite em miniatura. A gaze é tão fininha e tão frágil que cosi tudo à mão… demorou umas horas mas acho que valeu a pena. Para a semana mostro-vos mais umas fotografias da boneca. Bom fim-de-semana!

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There’s nothing I love more than to hunt for old materials and then give them a new life. Yesterday I finally finished a doll that I promised to a darling little girl in Portugal. In addition to dresses, capes and other accessories, every doll needs night clothes, don’t you agree? In the depths of my linen suitcases I found this small embroidered tray cloth and I immediately thought it would make a perfect miniature nightie. The fabric is so fine and so frail that I had to hand-sewed everything… it took a few hours but I think the result is totally worth the effort. Next week I’ll show you a few more pictures of this doll. Have a great weekend!

 

Morning tea


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O “morning tea” é uma das minhas instituições neozelandesas preferidas. Entre as nove e as dez da manhã, o país faz uma pausa para beber um chá ou um café e comer qualquer coisa. As mães que estão em casa a tomar conta dos filhos vão a casa umas das outras. As crianças nas escolas bebem um copo de leite e comem um bolo (ou uma torrada com Marmite, o snack preferido dos meus filhos). As pessoas que estão reformadas combinam tomar café a essa hora. As pessoas com empregos tradicionais encontram-se na sala comum e aproveitam para pôr a conversa em dia. É claro que os neozelandeses não são o único povo no mundo que come a meio da manhã, mas digo-vos que nunca tinha estado num país que levasse tão a sério este momento do dia (no Reino Unido há os “elenvenses”, mas nunca me apercebi de que lá tivessem o mesmo peso do que o morning tea tem na NZ e na Austrália).

Por outro lado, este é um país em que os cafés fecham às quatro da tarde e ninguém lancha. Aliás, os neozelandeses não compreendem o conceito do lanche, porque jantam entre as cinco e as seis da tarde. Tenho imensa pena que cá não dê para ir lanchar fora (o meu programa preferido em Portugal), mas fico contente por cá existir o morning tea!

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“Morning tea” is one of my favourite Kiwi institutions. Between 9 and 10am the country stops for a drink and a bite. Stay at home mothers are invited round for a cup of tea. School children drink a glass of milk and eat some cake (or Marmite toast, my kids’ favourite snack). Retired people go out for coffee. People with traditional jobs catch up in the “smoko” room. Of course New Zealanders aren’t the only people who enjoy a mid-morning snack but before coming here, I’d never been in a country that takes this moment so seriously (I know there’s “elevenses” in the UK but I’m not sure it’s regarded as such an institution as it is in NZ and Australia).

On the other hand, this is a country where cafés close at 4pm (at least in my area) and people just don’t do afternoon tea like we do in Southern Europe. It’s totally understandable because Kiwis tend to have supper at 5-6pm. It makes me a bit sad that I can’t go out for afternoon tea (one of my favourite things to do in Portugal) but I’m really glad that morning tea exists!