Linen + Liberty

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Adoro coser para raparigas. Como não tenho filhas, ou faço roupa de bonecas ou coso para as filhas das minhas amigas.

Tenho gostos bastante específicos em relação a roupa infantil, principalmente feminina. Mesmo assim (ou por isso mesmo), quando chega a hora de fazer peças de roupa para os filhos de outras pessoas hesito sempre imenso. Será que vão gostar das mesmas coisas de que eu gosto? Enfim, este é o drama de qualquer pessoa que faz coisas à mão para oferecer a terceiros, não é?

Este molde de 1981 (Simplicity 9884) enche-me completamente as medidas. Um vestido évasé, fresco, de linhas simples mas com pormenores interessantes como o colarinho e as mangas. Resolvi fazê-lo num linho azul-seco (sei que isto não é propriamente uma cor, mas o tom faz-me pensar em  algo equivalente ao verde-seco, só que em azul) e um retalho de popelina Liberty.

Só quando fotografei o vestido é que me apercebi de que há uma parte que está descorada pelo sol… fiquei bastante desconsolada com isso, mas espero que não se note quando o vestido estiver a ser usado pela pequena MM.

Agora quero encontrar um molde semelhante no meu tamanho!

***

I love sewing for girls. Since I haven’t got any daughters, I either sew for dolls or for my friends’ daughters.

I have quite specific tastes regarding children’s clothes, especially girls’. Even so (or because of it?), whenever I sew for other people’s children I always hesitate. Will they like the same things I do? Well, everyone who makes things to give away faces the same dilemma, right?

This 1981 pattern (Simplicity 9884) is totally up my alley. An A-line dress, understated yet featuring interesting details like the collar and the sleeve bands. I made it in a blue linen and a scrap of Liberty cotton lawn.

Only when I photographed the dress did I notice that some of the fabric is sun bleached… I was so sad when I realised it but I’m hoping it won’t be too noticeable when the dress is being worn by little Miss MM.

Now I want to find a similar pattern in my size!

Early to bed and early to rise…

30/100

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Hoje de madrugada partilhei no Instagram e no Facebook esta fotografia do nascer do sol visto da porta da minha cozinha. Foi uma partilha espontânea: não editei a imagem e escrevi simplesmente que, de há uns tempos para cá, comecei a deitar-me cada vez mais cedo e, consequentemente, passei a acordar por volta das 6h-6.30h sem esforço e sem despertador.

A reacção de quem me segue naqueles canais foi imediata e tão pessoal que fiquei a pensar que se calhar deveria escrever um post mais detalhado sobre este assunto.

Durante os meus 20s eu era uma pessoa de me deitar tarde. Lembro-me de que, quando tive a primeira experiência de viver sozinha (durante o Erasmus em Paris), me deitava frequentemente às 2h-3h da manhã. Mais tarde, de volta a casa do meu pai, o normal era ir para a cama à meia-noite. Quando me casei alterei um pouco este hábito, porque o Tiago começava (e ainda começa) a trabalhar às 8h da manhã e gostava de se deitar por volta das 10h da noite. Mas eu continuava com imensa preguiça de ir para a cama.

Já estão a adivinhar o que se seguiu… pois, tive dois bebés e eles alteraram completamente os nossos horários. Passámos a seguir o regime britânico (e neozelandês) de deitar as crianças às 7h-7h30 da tarde (cá já lhe chamam noite… é curioso como a percepção das horas muda em função do países). Eles normalmente acordam por volta das 7h da manhã, idealmente depois de terem dormido 12h. Jantamos todos cedo (lá para as 6h30), eles vão para a cama e nós podemos gozar o serão com calma (há que dizer que todo este cenário idílico nem sempre se verifica).

Claro que estes horários são mais fáceis em países cujas sociedades estão organizadas no sentido de as pessoas começarem a trabalhar cedo e voltarem para casa cedo (o Tiago normalmente chega a casa entre as 5h30 e as 6h da tarde). Mas digo-vos que jantar antes das 8h tem sido uma revelação para mim. Os meus problemas de digestão melhoraram, por exemplo!

Tanta conversa para voltar ao assunto de deitar cedo e cedo erguer. Eu preciso de dormir 8-9h por noite. Se durmo menos, o dia não me rende nada. Por outro lado, sou uma pessoa bastante introvertida e preciso de momentos tranquilos antes de a confusão do dia começar. Descobri que acordar cedo e tomar o pequeno-almoço sozinha, ouvir os passarinhos e ler um bocado me traz imensa serenidade e torna o meu dia melhor. Mas, para isso, tenho mesmo de me impôr a disciplina de deitar-me cedo, idealmente por volta das 9h da noite. E acreditem que todas as noites tenho de vencer a resistência de ir para a cama…

Sei que este não é um assunto incrivelmente excitante, mas acho que é importante conversarmos sobre isto. Vivemos numa sociedade de pessoas extraordinariamente estimuladas e cansadas. O simples facto de dormirmos o suficiente pode aumentar radicalmente a nossa qualidade de vida. E é uma terapia que não custa dinheiro nenhum!

Como em tudo, não é preciso ser fundamentalista. Há noites especiais, e é saudável que elas continuem a existir. Mas, a meu ver, devem constituir a excepção e não a regra. A verdade é que, no dia-a-dia, muitas vezes esticamos a noite sem que ganhemos nada com isso. Mais um episódio – mais um capítulo – mais uma notícia…

Se esta ideia de encarar o sono como prioridade vos intriga mas acham que não é para vocês, assistam a esta curta palestra. Se continuarem cépticos, leiam o livro The Sleep Revolution.

E se não quiserem saber de palestras nem de livros nem de estudos científicos, ouçam simplesmente a sábia voz do povo:

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.

***

Earlier today I shared on  Instagram and  Facebook this photo of the sunrise viewed from my kitchen door. It was a spontaneous share: I didn’t edit the image and I simply wrote that recently I’ve started to go to bed earlier and, consequently, have started to wake up around 6-6.30am with no alarm and no effort on my part.

People’s reactions were so immediate and personal and this got me thinking that maybe I should address this topic on a more detailed blog post.

All through my 20s I was a bit of an owl. I remember that when I first lived all by myself (during Erasmus in Paris) I used to go to bed at 2-3am. Later, when I came back to my dad’s home, I shifted to midnight. When I got married I altered my habits again because Tiago used to (and still does) start work at 8am (in Portugal that’s considered an early start), so he went to bed at around 10pm. But I still felt a strong reluctance to go to bed at that time.

I’m sure you’re guessing what comes next… yes, I had two babies and they completely shifted our schedule. We started following the British (and Kiwi) regime of putting children to bed at 7-7.30pm (this still is an absolute shocker to my Portuguese friends and family). They’ll usually wake up around 7am, ideally after having slept 12 hours. We’ll all have dinner early (around 6.30), then the kids will go to bed and Tiago and I will get to spend a quiet evening together (of course there are those days when things don’t go as planned).

It goes without saying that this schedule is much easier in societies where people start and leave work early (Tiago will typically arrive home at 5.30-6pm). I must say that having dinner before 8pm has been a revelation for me. If nothing else, my indigestion issues are much better!

All this rambling to get to the point of early to bed and early to rise. I need to sleep 8-9h a night. When I sleep less, my day will be challenging. On the other hand, I’m quite the introvert and I need some tranquility before the day starts. I’ve discovered that if I wake up early, have breakfast alone, listen to the birds and read for a while, I’m more serene and my day is much better. But, in order to do that, I must have the self-discipline of going to bed at around 9pm. Believe me, each night I’ve got to force myself to do it…

I know this isn’t the most exciting of topics but I think it’s a really important one. We live in a society of people who are incredibly stimulated and exhausted. The simple fact of getting enough sleep can radically increase our quality of life. And this therapy is free!

As always, there’s no need to become fundamentalist about it. There are special occasions and it’s healthy that they keep on existing. But I think they should be the exception, not the norm. So often we postpone our bedtime for no good reason. Just another episode — another chapter — another piece of news…

If this idea of making sleep a priority intrigues you but you believe it’s not for you, check out this short talk. If you still feel sceptical, I suggest you read the book The Sleep Revolution.

And if you don’t care about talks or books or scientific studies, just listen to the wise proverb:

Early to bed and early to rise makes a man healthy, wealthy and wise.

Made For Baby Book

29/100

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Uma das minhas actividades preferidas é coser para bebés. A Ayda (do blog e instagram Cafenohut) publicou recentemente o livro Made for Baby e convidou-me para participar na blog tour. Há um baby boom à minha volta e o livro foi a desculpa perfeita para fazer-lhes um presente feito em casa. Ou melhor, três!

One of my all time favourite activities is sewing for babies. Ayda (from the blog e instagram Cafenohut) recently published the nook Made for Baby and she kindly invited to take part in her tour. There’s a baby boom around me and the book was the perfect excuse to make those babies a handmade gift. Or three!

made for baby book

made for baby book

made for baby book

Tive dois bebés em mente quando escolhi os projectos deste livro: uma rapariga que nasceu há pouco tempo e um rapaz que nascerá em breve. Para cada um deles fiz três presentes: uma estrela em tecido que é simultaneamente brinquedo e anel de dentição, um babete e um muda-fraldas.

When I chose which projects to make from the book, I had two babies in mind: a girl who was born a few weeks ago and a boy who’s going to be born soon. For each of them I made three presents: a patchwork star that’s both a toy and a teething ring, a bib and a changing mat.

made for baby book

Adorei fazer cada um destes projectos: são simples, giros e úteis. Sempre que coso para um bebé dou por mim a pensar muito nele. Que personalidades terá? Gosto de imaginá-lo a usar as coisas que fiz para ele e conto os dias até poder conhecê-lo ao vivo.

I really enjoyed making each of these projects. They’re so simple, cute and useful. Whenever I sew for babies I think a lot about them. What will they be like? I love to imagine them using the things I gave them and I find myself counting the days until I get to meet them in person.

made for baby book

Parabéns, Ayda, por um livro tão bonito e completo! Para verem todas as participantes neste book tour e para se habilitarem a ganhar um exemplar, espreitem este post. Boa sorte!

Congratulations, Ayda, for such a beautiful and comprehensive book! To check out all the participants on this book tour and for a chance to win a copy, check out this blog post. Good luck!

Around here

autumn picnic

new zealand by air

nz church

autumn

28/100

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Sempre que faço uma pausa mais prolongada no blog custa-me imenso voltar.

Este último mês foi bastante intenso. Uma amiga minha veio cá passar duas semanas e eu praticamente não estive online. Soube tão bem — diria até que foi uma revelação. Depois o Rodrigo esteve de férias. A seguir o Tiago esteve uma semana fora. E agora voltámos finalmente às rotinas.

Não vou desistir do projecto 100 Days of Blogging. Fiz uma pausa e agora estou de volta. Já cheguei à conclusão de que não consigo escrever posts todos os dias, mas tenciono actualizar o blog com frequência até ao post número 100. E depois logo farei um balanço.

Ao longo dos últimos 6 meses tenho-me esforçado por desligar-me progressivamente da internet e tem sido uma experiência muito positiva. Comecei por deixar de levar o telefone para o meu quarto à noite. Em seguida, deixei de tocar no telefone quando começa a rotina da noite cá em casa (às seis da tarde). Fui-me apercebendo de que, quando passo o serão a ver o Pinterest e o Instagram, durmo muito pior. Parece que o meu cérebro fica ultra-estimulado e é incapaz de se desligar: acordo várias vezes durante a noite, tenho sonhos muito intensos, acordo cansada.

E depois a minha amiga veio visitar-nos e voltei a perceber como a vida é gira quando os nossos amigos estão por perto. Tenho tantas saudades das minhas pessoas! Conversámos imenso, explorámos as redondezas e até fomos a Dunedin (uma cidade no sul da Ilha do Sul). Voltei a sentir-me eu mesma e a divertir-me!

Por aqui estamos na recta final do Outono. O Inverno está à porta. Quero tirar partido dele, em vez de me apetecer estar num sítio diferente. Quero estar presente aqui, com a minha família, neste país — não constantemente online, a sentir-me ansiosa e esmagada. A internet é bestial e sinto-me muito agradecida pela sua existência, mas tornou-se um espaço muito diferente daquele que comecei a habitar há cerca de 10 anos. Sinto-a demasiado barulhenta, demasiado dominante. A resposta é sempre a mesma: encarar as coisas com conta, peso e medida. E reduzir.

***

Whenever I take a blog break, I find it so hard to come back.

You see, this past month has been quite eventful. We had a friend over for two weeks and I practically didn’t go online. It was blissful and felt like a revelation. Then Rodrigo was off school for Easter break. Then Tiago was overseas for a week. And now we’re finally back to our usual rhythm.

I’m not going to give up on my 100 Days of Blogging project. I took a break, now I’m back. I’m not going to blog every.single.day but I’ll keep updating the blog on a regular basis until I reach post number 100. And then I’ll evaluate.

Over the past 6 months I’ve been weaning myself off the internet and it feels great. I started by not taking my phone into my bedroom at night. Then I progressed into not touching it after the kids’ night-time routine, which starts at 6pm around here. I’ve noticed that in those evenings when I browse Pinterest or scroll Instagram after dinner my sleep is so much worse. It’s like my brain gets overstimulated and is therefore unable to switch off: I wake up several times in the night, I have very vivid dreams, I wake up unrested.

And then my friend came to stay and I got to experience what it feels like to have one’s friends around. Oh how I miss my people! We talked a lot, went for day trips and even took a plane down to Dunedin (a city in the southern part of the South Island). I felt like myself again and I had fun!

Late Autumn is upon us, Winter is coming. I want to embrace it, instead of wishing I was living elsewhere. I want to be present here, with my family, in this country — not constantly online, feeling anxious and overwhelmed. The internet is wonderful and I’m so grateful it exists, but it’s become a very different place from what it was 10 years ago. It’s too noisy, too prevailing, too difficult to manage — for me, at least. I guess that, when it all feels to much, the trick is to pick and choose. And reduce.

 

The Voice of Experience – Let’s Discuss!

27/100

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Não sei se já conhecem este vídeo. O facto de fazer parte de uma campanha publicitária (bastante subtil) de uma marca de produtos de beleza não me incomoda minimamente — acho que a mensagem que o vídeo faz passar é importante e vale a pena ser discutida pelas mulheres de hoje.

Pois foi isso mesmo que fizemos no mais recente episódio do podcast Anita no Trabalho (ouçam-no aqui). A Billy e a Eli têm-me convidado para colaborar em alguns episódios e fico bastante contente e grata por ter esta oportunidade para discutir assuntos femininos (e outros universais) com duas pessoas tão inteligentes e interessantes.

Aqui ficam os episódios em que participei até à data:

Como sempre, queremos ouvir a vossa perspectiva. Deixem-nos um comentário e vamos continuar a conversa!

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Billy and Eli, the clever women behind the Portuguese podcast Anita no Trabalho (a podcast about female entrepreneurism) have been inviting me to take part in their conversations on a semi-regular basis.

The latest episode is based on this video above — have you ever watched it? The fact that it’s part of a (rather subtle) ad campaign for a beauty and well-being brand doesn’t detract a bit from its message, in my opinion. It’s an important subject that should be discussed by modern women — and that’s precisely what we’ve done in the most recent episode of the podcast.

If you are familiar with Portuguese, you can take a listen here. Even if you can’t listen to the podcast, I’d love to read your thoughts about this short video. Please leave a comment below and let’s keep talking! 

Hand-embroidering

embroidering over printed fabric

26/100

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Fui contagiada pelo vírus do bordado e o Rodrigo também não ficou imune. Ele basicamente quer participar em tudo aquilo que nos vê fazer e bordar não foi excepção.

Eu estou a fazer uma capa de almofada para a nossa sala. Comprei um retalho de um tecido high-end numa loja de decoração de interiores aqui da zona e estou a bordar por cima do estampado.

Ele está a delinear círculos a ponto corrido.

Ambos estamos a adorar o processo!

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I’ve been bitten by the embroidery bug and so has Rodrigo. He basically wants to have a go at everything he sees us doing and embroidery was no exception. 

I’m making a cushion cover for our sitting room. I found this high-end fabric remnant at a local interior design shop and I’m adding embroidery details to the print. 

He’s outlining circles in running stitch. 

We’re both thoroughly enjoying the process!

Vintage Children’s Books about Dolls

vintage children's book about dolls

25/100

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Porque ontem foi o Dia Internacional do Livro Infantil, e porque a minha cabeça e as minhas mãos têm andado ocupadas com bonecas, aqui ficam algumas fotografias de livros antigos infantis sobre bonecos. Estes livros fascinam-me e inspiram-me imenso. Espero que gostem!

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Because yesterday was International Children’s Book Day, and because my brain and my hands have been focused on doll making, here are a few pictures of vintage children’s books about dolls. I find these books endlessly fascinating and inspiring. Enjoy!

Flow Book for Paper Lovers

24/100

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Na semana passada, o Rodrigo e eu tivemos de ir a Auckland renovar os nossos passaportes. No aeroporto comprei este caderno Flow Book for Paper Lovers e estou encantada com ele. É uma edição especial da revista Flow e foi lançado no final de 2016, mas estas coisas chegam sempre à Nova Zelândia com alguns meses de atraso.

É um volume bastante grosso e, quando pego nele e lhe sinto o peso e a irregularidade da lombada, sinto-me transportada para outra dimensão, para um imaginário diferente… para um mundo analógico, talvez. Não que este caderno puxe excessivamente ao vintage, não é isso. Faz-me, sim, recordar um mundo sem distracções digitais, uma altura em que eu era muito mais nova e me deliciava com papel de carta, cadernos escolares, papel de lustro, livros forrados, etiquetas autocolantes, envelopes e papéis diários com diversas gramagens e texturas.

Já comecei a pô-lo a uso (escrevi uma carta com várias páginas a uma amiga) e sei que me irei divertir bastante com ele. Que boa descoberta!

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Last week Rodrigo and I had to fly to Auckland in order to get our passports renewed. At the airport I stumbled upon this Flow Book for Paper Lovers and I’m smitten with it. It’s one of Flow magazine’s special editions and it came out at the end of 2016, but these things usually arrive in New Zealand with a few months’ delay.

It’s a thick volume and when I have it in my hands and feel its weight and the irregularity of its spine, I feel transported to another dimension… to an analog world, I guess. Not that this book plays the vintage card too much, it’s not that. It just makes me remember a world without any digital distractions, a time when I was a young girl who absolutely loved writing paper, school notebooks, books covered in colourful contact paper, name tags, envelopes and daily papers with different weights and textures.

I’ve already started using this book (I wrote a long letter to a friend) and I know I’m going to have lots of fun playing with it. What a lovely discovery!

Our Favourite Bread

23/100

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Fiz este pão pela primeira vez no dia 26 de Dezembro e, desde então, não tenho feito outros diferentes (e eu faço pão dia sim, dia não). Adoramos este pão!

Fui adaptando a receita original (“farmhouse brown seeded loaf”, incluída no livro Mary Berry’s Baking Bible) à medida das minhas preferências — ora vejam e experimentem:

Pão de Aveia e Trigo

  • 150g de flocos de aveia
  • 300ml de água a ferver
  • 350g de farinha de trigo branca para pão
  • 200g de farinha de trigo integral
  • 50g de sementes de girassol
  • 1 colher de chá de sal grosso
  • 2 colheres de chá de fermento seco para pão
  • 350ml de água morna
  1. Deitar a aveia para dentro de uma taça e cobri-la com a água a ferver. Mexer com uma colher de pau e deixar absorver durante 10 minutos.

2. Adicionar à taça os restantes ingredientes, misturar e amassar. Eu uso uma batedeira KitchenAid durante cerca de 5 minutos, mas a massa também pode ser amassada à mão.

3. Deitar um fio de azeite nas bordas da taça, cobri-la com um pano e deixar a massa crescer durante cerca de 2 horas (o tempo irá depender da temperatura da cozinha).

4. Ligar o forno a 200ºC.

5. Dividir a massa em duas partes e formar duas bolas. Colocá-las num tabuleiro de forno, em cima de papel vegetal de cozinha, e polvilhar os pães com farinha.

6. Esperar cerca de 5-10 minutos para que o forno aqueça, colocar o tabuleiro lá dentro e cozer durante cerca de 45 minutos (visto que todos os fornos são diferentes, há que ter atenção ao tempo e reduzir/prolongar a cozedura caso seja necessário).

Acreditem em mim: este pão é delicioso. Experimentem fazê-lo!

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I baked this bread for the first time on Boxing Day and I haven’t made a different one since (and I bake bread every other day). We absolutely love it!

I’ve been tweaking with the original recipe (“farmhouse brown seeded loaf”, included in Mary Berry’s Baking Bible) to suit my preferences — here is the recipe I’ve been following:

Wheat and Oatmeal Bread

  • 150g porridge oats
  • 300ml boiling water
  • 350g strong white flour
  • 200g wholemeal flour
  • 50g sunflower seeds
  • 1 teaspoon of coarse sea salt
  • 2 teaspoons of fast-action yeast
  • 350ml lukewarm water
  1. Pour the oats into a large bowl and cover them with boiling water. Mix with a wooden spoon and leave to absorb for about 10 minutes.

2. Add the remaining ingredients to the bowl and mix them to form a soft dough. Knead by hand or in a mixer (I use a KitchenAid mixer) for about 5 minutes.

3. Oil the bowl and cover it with a tea towel. Leave to rise for about 2 hours (the duration depends on the temperature of your kitchen).

4. Turn the oven on at 200ºC. 

5.Divide and shape the dough into 2 round loaves. Place them on a baking tray lined with parchment paper and dust them with some flour.

6. After 5-10 minutes, place the tray inside the oven and bake for about 45 minutes (because ovens vary so much, your baking time might be shorter or longer).

Enjoy! This bread is seriously good. I hope you’ll give it a try!

Autumn Cake

22/100

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Esta semana que passou foi muito intensa (impostos, prazos, uma criança doente), daí a falta de posts.

Deixo-vos com um bolo de Outono cuja receita partilhei há uns anos (aqui) e que é o bolo que mais gosto de fazer nesta altura do ano. Para todas as pessoas que me seguem no hemisfério norte, desejo-vos uma óptima Primavera!

***

It’s been one of those weeks (taxes, deadlines, a sick child), hence the lack of blog posts.

I leave  you with a cake I love to bake every autumn (I shared the recipe here a few years ago). To all of you who live in the northern hemisphere, happy Spring!