Morning tea


9/100

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O “morning tea” é uma das minhas instituições neozelandesas preferidas. Entre as nove e as dez da manhã, o país faz uma pausa para beber um chá ou um café e comer qualquer coisa. As mães que estão em casa a tomar conta dos filhos vão a casa umas das outras. As crianças nas escolas bebem um copo de leite e comem um bolo (ou uma torrada com Marmite, o snack preferido dos meus filhos). As pessoas que estão reformadas combinam tomar café a essa hora. As pessoas com empregos tradicionais encontram-se na sala comum e aproveitam para pôr a conversa em dia. É claro que os neozelandeses não são o único povo no mundo que come a meio da manhã, mas digo-vos que nunca tinha estado num país que levasse tão a sério este momento do dia (no Reino Unido há os “elenvenses”, mas nunca me apercebi de que lá tivessem o mesmo peso do que o morning tea tem na NZ e na Austrália).

Por outro lado, este é um país em que os cafés fecham às quatro da tarde e ninguém lancha. Aliás, os neozelandeses não compreendem o conceito do lanche, porque jantam entre as cinco e as seis da tarde. Tenho imensa pena que cá não dê para ir lanchar fora (o meu programa preferido em Portugal), mas fico contente por cá existir o morning tea!

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“Morning tea” is one of my favourite Kiwi institutions. Between 9 and 10am the country stops for a drink and a bite. Stay at home mothers are invited round for a cup of tea. School children drink a glass of milk and eat some cake (or Marmite toast, my kids’ favourite snack). Retired people go out for coffee. People with traditional jobs catch up in the “smoko” room. Of course New Zealanders aren’t the only people who enjoy a mid-morning snack but before coming here, I’d never been in a country that takes this moment so seriously (I know there’s “elevenses” in the UK but I’m not sure it’s regarded as such an institution as it is in NZ and Australia).

On the other hand, this is a country where cafés close at 4pm (at least in my area) and people just don’t do afternoon tea like we do in Southern Europe. It’s totally understandable because Kiwis tend to have supper at 5-6pm. It makes me a bit sad that I can’t go out for afternoon tea (one of my favourite things to do in Portugal) but I’m really glad that morning tea exists!

The Birthday Dress

dress Lisette B6182

dress Lisette B6182

dress Lisette B6182

8/100

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Pois lá consegui acabar o vestido a tempo! Cosi as mangas e fiz a bainha na própria manhã dos meus anos, mas não tenho grandes fotografias para vos mostrar. Estávamos todos algo rabugentos, o tempo não estava grande coisa, enfim. Admiro cada vez mais as pessoas que fazem roupa para si próprias e conseguem tirar fotografias giras com a dita roupa vestida, porque eu cada vez tenho menos paciência e vontade para isso…

Este vestido (o molde é o Lisette B6182, o tecido é uma viscose do Spotlight) vem mesmo a calhar porque o Verão finalmente chegou à Nova Zelândia e eu preciso de roupa fresca!

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So I did manage to finish the dress on time! I sewed the sleeves and the hem on the morning of my birthday but I don’t have any decent pictures to show you the dress properly. We were all a bit grumpy, the weather wasn’t good, etc etc. I so admire people who make clothes and can take nice pictures of themselves wearing those clothes! I find myself less and less inclined to do so…

This dress (the pattern is Lisette B6182, the fabric is a rayon from Spotlight) was made just at the right time because Summer has finally arrived in NZ and I’m in dire need of cool clothes!

 

Potato Printing

7/100

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Ontem à noite estampei uma capa de almofada. Usei meia batata que encontrei no nosso jardim (nunca plantámos batatas mas todos os anos desenterramos pelo menos uma dúzia delas… claramente os donos anteriores da nossa casa cultivavam-nas), um resto de lençol antigo de linho e uma mistura de duas tintas para tecidos.

A cor acabou por não ficar bem como eu queria — a mistura original era mais escura mas, depois de seca, revelou-se bastante mais cor-de-rosa do que a minha ideia inicial. Não faz mal, logo verei se resulta ou não com os outros tecidos que ando a reunir para a nossa sala. Se não resultar, posso sempre utilizá-lo para outra coisa.

O padrão é claramente inspirado neste tecido da Rebecca Atwood, cujo trabalho admiro imenso e cujo livro comprei há pouco tempo. A primeira vez que vi este tecido foi numa almofada na sala antiga da Emily Henderson. Uns meses mais tarde voltei a vê-lo no sofá da Erin Boyle. O padrão é tão simples mas tão incrivelmente eficaz! A minha estampagem ficou longe de perfeita, porque foi feita à noite, um bocado à pressa, sem régua nem medições, mas por acaso até gosto dela assim. Já não usava carimbos de batata desde a minha infância e não há dúvida de que funcionam bem!

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Yesterday evening I printed a cushion cover. I used half a potato I found in my garden (even though we’ve never planted potatoes here, every year we dig out at least a dozen of them… clearly the former owners of our house used to grow them), a piece of an old linen sheet and a mix of two fabric paints.

The colour didn’t turn out exactly as I had planned — the original mix was much darker but, once it dried, it turned out much more pink than I had anticipated. That’s all right, I’ll wait and see if it’s going to work with the other fabrics I’m putting together for our sitting room. If it doesn’t work, I can always use it for another purpose.

The pattern is clearly inspired by this fabric by Rebecca Atwood, whose work I admire and whose book I bought a few weeks ago. The first time I noticed this fabric was on a cushion in Emily Henderson‘s former living room. A few months later I saw it covering Erin Boyle‘s sofa. The pattern is so simple but so incredibly bold and graphic! My printing has turned out less than perfect because I was doing it at night, kind of in a hurry, without any rulers or measurements, but I actually like it this way. I had not used potato stamps since childhood and they’re incredibly effective!

Favourite Books :: The Perfectly Imperfect Home

the perfectly imperfect home

the perfectly imperfect home

the perfectly imperfect home

the perfectly imperfect home

the perfectly imperfect home

6/100

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Ao longo dos anos tenho adquirido uma colecção simpática de livros de decoração, e tenho-me apercebido de que há quatro ou cinco que frequentemente tiro da estante. Um desses livros é o “The Perfectly Imperfect Home” da Deborah Needleman, fundadora da saudosa revista Domino.

Este livro foi publicado em 2011 e parece-me que nunca ficará desactualizado, porque em vez de se focar em modas e tendências, versa sobre a essência daquilo que torna uma casa verdadeiramente funcional, confortável, bonita e cheia da personalidade de quem lá vive. É um livro para ser lido, relido, sublinhado e digerido sem pressa. Está cheio de conselhos e considerações pessoais, pequenas histórias e citações de decoradores do passado e do presente. Inspira-me imenso porque é um livro cheio de vida, algo irreverente, que não se leva demasiado a sério. Nele vejo apresentadas muitas das convicções que tenho desde que me conheço: não às luzes de tecto! sim aos melhores lençóis de puro algodão que possamos comprar! não ao pequeno quadro solitário numa vasta parede! sim a objectos com história, de preferência a nossa! não a tudo a condizer! sim a uma casa que se vai decorando ao longo dos anos!

Há outra coisa que distingue este livro dos demais: apesar de ser um livro sobre decoração de interiores, não tem uma única fotografia — todos os elementos visuais são aguarelas, feitas a partir de espaços reais. A meu ver, isto faz com que as imagens não sejam demasiado prescriptivas… parece que sempre que olho para elas, reparo em pormenores diferentes.

Estou neste momento a dar uma volta à nossa sala e este livro tem sido uma óptima ajuda para pôr as ideias em ordem e experimentar coisas novas.

Digam-me: conhecem este livro? Quais são os vossos livros preferidos de decoração?

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Throughout the years I’ve been amassing quite a nice collection of interior design books. Even though I’ve got plenty, I’ve noticed that there are four or five that I keep reaching for. One of them is “The Perfectly Imperfect Home” by Deborah Needleman, founder of much-missed Domino magazine.

This book was published in 2011 and I don’t think it will ever be outdated because rather than dealing with trends, it’s focused on the essence of home: what makes a home functional, comfortable, beautiful and full of the personality of its inhabitants. It’s one of those books you read, re-read, underline and digest over time. It’s filled with advice, personal remarks, little anecdotes and quotes by past and present decorators. It inspires me tremendously because it’s a book full of life, a bit irreverent, a book that doesn’t take itself too seriously. In it I see many of the beliefs I’ve had ever since I’ve known myself: no to overhead lights! yes to the best possible cotton sheets you can afford! no to the little solitary picture on a vast wall! yes to pieces with history, preferably your own! no to match-matchy! yes to a house that you decorate over the years!

Another thing that makes this book stand out is that there isn’t a single photograph in it — all the visual elements are watercolours that have been created based on real rooms. For me, that makes the images much less prescriptive… whenever I look at them, I tend to notice new details.

At the moment I’m faffing about with our sitting room and this book has been a great help in terms of organising my ideas and trying out new things.

Tell me: are you familiar with this book? What are your favourite interior books?

 

 

 

 

 

Sewing in Progress :: Lisette B6182





5/100

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Um post rápido hoje só para vos mostrar um projecto de última hora. Amanhã faço anos e gostava de ter um vestido novo para usar, por isso decidi recorrer a um molde que já fiz uma série de vezes e que sei que é relativamente rápido: o Lisette B6182. Estou a usar uma viscose no meu tom preferido de azul, com um estampado que me faz lembrar os tecidos dos anos 30/40. Veremos se o conseguirei acabar a tempo!

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A quick post today just to show you a last minute project. Tomorrow’s my birthday and I’d like to have a new dress to wear, so I’ve picked a tried and true pattern, Lisette B6182. I’m using a rayon in my favourite shade of blue — the fabric pattern reminds me of 1930-40s prints.. Let’s see if I can finish it on time!

Finlayson Sweater

finlayson sweater - sewn by Constanca Cabral

finlayson sweater - sewn by Constanca Cabral

4/100

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No Natal ofereci ao Tiago uma camisola feita por mim. Segui o molde Finlayson Sweater, dos canadianos Thread Theory (comprado na Miss Maude), e usei um tecido azul-escuro de moletão que comprei na Levana, uma fábrica de tecidos de malha que fica a uma hora de minha casa.

Gostei imenso do molde — é fácil de seguir, bastante detalhado e o tamanho ficou bom (com excepção das mangas, que ficaram compridíssimas). É um molde para voltar a usar, sem dúvida.

Não sou pessoa de muitos corações e frases românticas, mas não resisti a coser aquela etiqueta “handmade with love”. É piroso mas verdadeiro!

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I sewed Tiago a jersey for Christmas. I followed the Finlayson Sweater pattern by the Canadian company Thread Theory (which I bought from Miss Maude), and used a navy French terry knit I bought at Levana, a factory of knitted fabrics that’s located an hour south from me.

I really enjoyed working with this pattern — it’s easy to follow, quite detailed and the sizing is spot one (except for the sleeves, which turned out much too long). It’s one of those patterns I’ll use again and again, no doubt about that.

Even though I’m not a heart-sy cutesy person, I couldn’t resist adding that “handmade with love” tape at the end. It’s corny but so true!

Fabric Printing



3/100

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O Rodrigo fez cinco anos no fim-de-semana passado. Uma das coisas que me pediu para fazer enquanto o Pedro dormia a sesta foi “pintar tecidos”. Ainda me passou pela cabeça dizer-lhe que não, porque daí a meia-hora seria tempo de acordar o Pedro e lanchar, mas depois pensei que ele fazia anos e que não lhe ia dizer que não. Ainda bem que anuí: esta actividade foi rapidíssima!

Pegámos num resto de lençol branco (aqui é muito fácil comprar lençóis antigos nas lojas de caridade — são pequenos para as camas de hoje em dia, mas perfeitos para reaproveitamentos), escolhemos três cores (tintas acrílicas às quais acrescentei um aditivo têxtil) e três carimbos e ele lançou mãos à obra.

O tecido ficou a secar toda a tarde e, ao serão, passei-lhe com o ferro de engomar de forma a fixar as tintas. Depois transformei-o num simples saco para a roupa suja. Nem imaginam como ele ficou radiante quando lho mostrei na manhã seguinte!

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Rodrigo turned 5 last weekend. One of the things he asked me to do while Pedro was napping was “to paint fabric”. For a split second I thought of saying no because in just half an hour it would be time to wake up Pedro and have a snack, but then I realised it was his birthday and I couldn’t say no. I’m so glad I agreed: this activity was really quick!

We took a piece of an old cotton sheet (charity shops are great for buying old sheets — they can be too small for modern beds but they’re perfect for upcycling), we picked three colours (acrylic paints with added textile medium) and three stamps and off he went!

I hang the fabric to dry and that evening I used the iron to set the paint, then I turned it into a simple laundry bag. We was so happy when he saw it the next morning!

Homemade Hummus

2/100

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Apesar de não ter crescido a comer húmus, hoje em dia gosto imenso desta pasta de grão. Aliás, estou a comer pão com húmus enquanto escrevo este post!

Ultimamente tenho-o feito em casa, com a ajuda de uma receita da Donna Hay. Cá está ela, adaptada e anotada por mim:

Triturar os seguintes ingredientes (eu uso a Bimby na velocidade 5) até obter um puré espesso e com alguma textura:

1 lata (escorrida) de 400g de grão cozido — a qualidade do grão faz imensa diferença: já usei latas de marca branca e o hummus não ficou nada de especial, e já usei grão biológico de uma marca boa e o resultado foi francamente melhor… eu diria até que o tal grão de marca branca tinha um sabor lamacento e este biológico sabia a limpo. Claro que também se pode usar grão seco e cozê-lo em casa… deve ser melhor ainda!

2 colheres de sopa de pasta de tahini — pasta de sésamo, que facilmente pode ser feita em casa: basta triturar sementes de sésamo

2 colheres de sopa de iogurte grego

sumo de 1 limão — às vezes tem de se acrescentar mais sumo de limão no fim

meio dente de alho

60 ml água

sal e pimenta — o suficiente para ficar a gosto e depois mais um bocadinho

(há quem acrescente 1 colher de chá de cominhos mas, como não posso nem cheirá-los, deixo-os sempre de parte)

PS. Conseguem ver vestígios do dedo do Pedro na fotografia ali em cima?

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Over the years I’ve grown to love hummus. Actually, I’m eating some bread and hummus right now!

Lately I’ve been making it at home using on a Donna Hay recipe. Here it is, with my own alterations and notes:

In a food processor (I use the Thermomix on 5) blend the following ingredients:

1 drained 400g tin of chickpeas — the quality of the chickpeas makes a massive difference: I’ve both used the cheapest brand in the supermarket and a solid brand of organic ones. I must say the organic chickpeas made for a much nicer hummus (the cheap ones tasted muddy). Of course you can also soak and cook dried chickpeas… that must be ever better!

2 tablespoons of tahini  paste— you can also make this at home: just blitz some sesame seeds in a food processor

2 tablespoons of greek yoghurt 

1/2 clove of garlic

juice of one lemon — you might need to add some more at the end

60 ml water

salt and pepper — a fair amount of each and then a little bit more

(you can also add a teaspoon of cumin but I can’t abide them, so I never do)

PS. Can you see the trace of Pedro’s finger in the photo above?

100 Days of Blogging

1/100

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Já ouviram falar nos “projectos de 100 dias”? São projectos pessoais em que o participante se compromete a levar a cabo um exercício criativo durante 100 dias seguidos. Algumas pessoas escrevem diariamente (e até conseguem criar um livro durante esse período — ora oiçam esta história), há quem borde, tricote, cosa, cozinhe… enfim, estão a ver a ideia. Compromissos deste género implicam uma certa disciplina e empenho, e fazem do exercício criativo em questão uma prioridade na vida do participante durante esses 100 dias.

Estes projectos sempre me intrigaram e finalmente decidi-me a embarcar no meu próprio desafio. Durante 100 dias comprometo-me a escrever um post por dia no meu blog. Não vou incluir os fins-de-semana e não prometo posts incrivelmente extensos e detalhados, mas vou fazer os possíveis por voltar a habitar este espaço diariamente. Estou cheia de vontade de voltar a blogar com espontaneidade.

Se tiverem sugestões para posts, não deixem de partilhá-las aqui nos comentários. Até amanhã!

Have you ever heard of the “100 day projects”? They’re personal projects where the participants commit themselves to pursuing a creative exercise every single day for 100 days in a row. Some people write (and can even produce a book – check out this story), others knit or sew or embroider or cook… you get the idea. Commitments of this kind involve a certain degree of discipline and effort, and make the creative exercise a priority in one’s life for 100 days. 

I’ve always been intrigued by this and finally feel that the time has come for me to embark on a challenge of my own. I’m committing to writing on my blog for 100 days. I’m taking weekends off and I can’t promise I’ll write elaborate blog posts everyday, but I’ll do my best to show up everyday. I’ll looking forward to blogging with spontaneity again. 

If you have any suggestion for a post do let me know in the comments below. See you tomorrow!

The Camber Set Dress

the camber set pattern by Merchant & Mills

the Camber Set Dress, pattern by Merchant & Mills, sewn by Constanca Cabral

Cá em casa temos a tradição de estrear uma peça de roupa no primeiro dia do ano. A minha toilette de dia 1 de Janeiro de 2017 foi um vestido feito por mim com base no molde The Camber Set dos britânicos Merchant & Mills, usando um tecido de algodão alinhado que comprei no Spotlight.

A primeira vez que vi este vestido ao vivo foi em Sevilha, na Devanalana. A María levou-me lá e a dona da loja, a Beatriz, estava com um vestido de linho encarnado que a María tinha feito para ela. O vestido era simples mas ultra chique e, na altura, a María recomendou-me este molde. Acabei por comprá-lo, um mês mais tarde, na The Craft Company em Cascais.

Este molde é largueirão e quando, há um ano, experimentei fazer a versão t-shirt, apercebi-me de que tinha de fazer um tamanho abaixo ao indicado na tabela de medidas (comecei por fazer o 14 e depois fiz uma nova prova no 12). No caso deste vestido, tracei o tamanho 12 até à cintura e depois fui esbatendo a linha até ao 14 nas ancas.

O vestido faz-se sem problemas. No entanto, quando o vesti, achei que lhe faltavam umas pinças na cintura e nas costas. Ora vejam:

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We have the tradition of wearing something new on New Year’s Day. My outfit on the 1st of January 2017 was a dress I made myself, based on The Camber Set pattern by Merchant & Mills, using a cotton I bough at  Spotlight.

The first time I saw this dress being worn by a person was at Devanalana in Seville with María. Beatriz, the shop owner, was wearing a red linen dress that looked very chic and understated. María told me she had made that dress for Beatriz and recommended the pattern to me. One month later I ended up buying myself a copy at The Craft Company in Cascais.

This is an oversized dress and when I tried making the top version last year, I realised I had to size down (my first toile was a 14 and it was much too big, so I made a 12 and it fit). As far as this dress is concerned, I traced a 12 up to the waistline and then blended into a 14 at the hips.

This is a very straightforward dress to sew. However, when I tried it on I felt I needed some contour darts in the front and in the back. Take a look at these photos:

the Camber Set dress before adding contour darts

the Camber Set dress before adding contour darts

(Nesta clássica bathroom selfie podem ver bem como ficou o vestido, e como ficaria se fosse mais ajustado ao meu corpo.)

Agora, eu não percebo nada de ajustes de costura deste género. Adorava ter umas aulas de fitting, mas ainda não consegui encontrar quem as ensine aqui na minha zona. Vou contar-vos como dei a volta à questão: como a minha mãe estava cá, vesti o vestido do avesso, pus-me em frente a um espelho e pedi-lhe que me marcasse umas pinças à frente e atrás (aquelas em losango). Não consegui fazer pinças muito ajustadas porque o vestido ficaria com uns franzidos estranhos atrás, por isso acabei por coser pinças com 1/2” à frente e 1” atrás (não me perguntem porque é que resolvi trabalhar em polegadas em vez de centímetros… na altura pareceu-me mais fácil).

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(In this classic bathroom selfie you can really see how shapeless the dress turned out and how much it could be improved by adding some sort of shaping at the waist.)

Now, I’m clueless in terms of proper fitting techniques. I’d love to have a few fitting classes but I haven’t had a chance to do so yet. I’ll tell you what I did: since my mother was here, I put the dress on inside out, parked myself in front of a mirror and asked my mum to pin in some contour darts (you know, those ones that look like diamonds). I couldn’t have them too fitted because the dress would start showing some odd gathers in the back, so I ended up adding 1/2” darts in the front and 1” darts in the back.

contour dart on Camber Set Dress

Enfim, foi um ajuste improvisado mas não correu mal. Ainda hei-de experimentar fazer o tamanho 12 (em vez de esta combinação 12-14), para ver que versão me ficará melhor.

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Oh well, this makeshift solution didn’t turn out too bad. Next time I’ll try sewing up a straight 12 (instead of this 12-14 combo) to see which version would fit me best.

the Camber Set Dress with contour darts

the Camber Set Dress with contour darts

Há anos que tenho vontade de fazer roupa para mim e, de facto, tenho feito algumas peças de vez em quando. No entanto, parece-me que a única maneira de fazer progressos neste campo é comprometendo-me a um plano mais estruturado: em 2017 vou tentar fazer uma peça de roupa por mês. Manter-vos-ei a par das minhas tentativas!

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For years I’ve wanted to sew my own clothes and I’ve actually made a few pieces here and there. However, I feel that in order to actually make progress, I must commit myself to some sort of schedule: in 2017 I want to try making one garment a month. I’ll keep you posted!