The Voice of Experience – Let’s Discuss!

27/100

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Não sei se já conhecem este vídeo. O facto de fazer parte de uma campanha publicitária (bastante subtil) de uma marca de produtos de beleza não me incomoda minimamente — acho que a mensagem que o vídeo faz passar é importante e vale a pena ser discutida pelas mulheres de hoje.

Pois foi isso mesmo que fizemos no mais recente episódio do podcast Anita no Trabalho (ouçam-no aqui). A Billy e a Eli têm-me convidado para colaborar em alguns episódios e fico bastante contente e grata por ter esta oportunidade para discutir assuntos femininos (e outros universais) com duas pessoas tão inteligentes e interessantes.

Aqui ficam os episódios em que participei até à data:

Como sempre, queremos ouvir a vossa perspectiva. Deixem-nos um comentário e vamos continuar a conversa!

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Billy and Eli, the clever women behind the Portuguese podcast Anita no Trabalho (a podcast about female entrepreneurism) have been inviting me to take part in their conversations on a semi-regular basis.

The latest episode is based on this video above — have you ever watched it? The fact that it’s part of a (rather subtle) ad campaign for a beauty and well-being brand doesn’t detract a bit from its message, in my opinion. It’s an important subject that should be discussed by modern women — and that’s precisely what we’ve done in the most recent episode of the podcast.

If you are familiar with Portuguese, you can take a listen here. Even if you can’t listen to the podcast, I’d love to read your thoughts about this short video. Please leave a comment below and let’s keep talking! 

Hand-embroidering

embroidering over printed fabric

26/100

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Fui contagiada pelo vírus do bordado e o Rodrigo também não ficou imune. Ele basicamente quer participar em tudo aquilo que nos vê fazer e bordar não foi excepção.

Eu estou a fazer uma capa de almofada para a nossa sala. Comprei um retalho de um tecido high-end numa loja de decoração de interiores aqui da zona e estou a bordar por cima do estampado.

Ele está a delinear círculos a ponto corrido.

Ambos estamos a adorar o processo!

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I’ve been bitten by the embroidery bug and so has Rodrigo. He basically wants to have a go at everything he sees us doing and embroidery was no exception. 

I’m making a cushion cover for our sitting room. I found this high-end fabric remnant at a local interior design shop and I’m adding embroidery details to the print. 

He’s outlining circles in running stitch. 

We’re both thoroughly enjoying the process!

Vintage Children’s Books about Dolls

vintage children's book about dolls

25/100

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Porque ontem foi o Dia Internacional do Livro Infantil, e porque a minha cabeça e as minhas mãos têm andado ocupadas com bonecas, aqui ficam algumas fotografias de livros antigos infantis sobre bonecos. Estes livros fascinam-me e inspiram-me imenso. Espero que gostem!

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Because yesterday was International Children’s Book Day, and because my brain and my hands have been focused on doll making, here are a few pictures of vintage children’s books about dolls. I find these books endlessly fascinating and inspiring. Enjoy!

Flow Book for Paper Lovers

24/100

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Na semana passada, o Rodrigo e eu tivemos de ir a Auckland renovar os nossos passaportes. No aeroporto comprei este caderno Flow Book for Paper Lovers e estou encantada com ele. É uma edição especial da revista Flow e foi lançado no final de 2016, mas estas coisas chegam sempre à Nova Zelândia com alguns meses de atraso.

É um volume bastante grosso e, quando pego nele e lhe sinto o peso e a irregularidade da lombada, sinto-me transportada para outra dimensão, para um imaginário diferente… para um mundo analógico, talvez. Não que este caderno puxe excessivamente ao vintage, não é isso. Faz-me, sim, recordar um mundo sem distracções digitais, uma altura em que eu era muito mais nova e me deliciava com papel de carta, cadernos escolares, papel de lustro, livros forrados, etiquetas autocolantes, envelopes e papéis diários com diversas gramagens e texturas.

Já comecei a pô-lo a uso (escrevi uma carta com várias páginas a uma amiga) e sei que me irei divertir bastante com ele. Que boa descoberta!

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Last week Rodrigo and I had to fly to Auckland in order to get our passports renewed. At the airport I stumbled upon this Flow Book for Paper Lovers and I’m smitten with it. It’s one of Flow magazine’s special editions and it came out at the end of 2016, but these things usually arrive in New Zealand with a few months’ delay.

It’s a thick volume and when I have it in my hands and feel its weight and the irregularity of its spine, I feel transported to another dimension… to an analog world, I guess. Not that this book plays the vintage card too much, it’s not that. It just makes me remember a world without any digital distractions, a time when I was a young girl who absolutely loved writing paper, school notebooks, books covered in colourful contact paper, name tags, envelopes and daily papers with different weights and textures.

I’ve already started using this book (I wrote a long letter to a friend) and I know I’m going to have lots of fun playing with it. What a lovely discovery!

Our Favourite Bread

23/100

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Fiz este pão pela primeira vez no dia 26 de Dezembro e, desde então, não tenho feito outros diferentes (e eu faço pão dia sim, dia não). Adoramos este pão!

Fui adaptando a receita original (“farmhouse brown seeded loaf”, incluída no livro Mary Berry’s Baking Bible) à medida das minhas preferências — ora vejam e experimentem:

Pão de Aveia e Trigo

  • 150g de flocos de aveia
  • 300ml de água a ferver
  • 350g de farinha de trigo branca para pão
  • 200g de farinha de trigo integral
  • 50g de sementes de girassol
  • 1 colher de chá de sal grosso
  • 2 colheres de chá de fermento seco para pão
  • 350ml de água morna
  1. Deitar a aveia para dentro de uma taça e cobri-la com a água a ferver. Mexer com uma colher de pau e deixar absorver durante 10 minutos.

2. Adicionar à taça os restantes ingredientes, misturar e amassar. Eu uso uma batedeira KitchenAid durante cerca de 5 minutos, mas a massa também pode ser amassada à mão.

3. Deitar um fio de azeite nas bordas da taça, cobri-la com um pano e deixar a massa crescer durante cerca de 2 horas (o tempo irá depender da temperatura da cozinha).

4. Ligar o forno a 200ºC.

5. Dividir a massa em duas partes e formar duas bolas. Colocá-las num tabuleiro de forno, em cima de papel vegetal de cozinha, e polvilhar os pães com farinha.

6. Esperar cerca de 5-10 minutos para que o forno aqueça, colocar o tabuleiro lá dentro e cozer durante cerca de 45 minutos (visto que todos os fornos são diferentes, há que ter atenção ao tempo e reduzir/prolongar a cozedura caso seja necessário).

Acreditem em mim: este pão é delicioso. Experimentem fazê-lo!

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I baked this bread for the first time on Boxing Day and I haven’t made a different one since (and I bake bread every other day). We absolutely love it!

I’ve been tweaking with the original recipe (“farmhouse brown seeded loaf”, included in Mary Berry’s Baking Bible) to suit my preferences — here is the recipe I’ve been following:

Wheat and Oatmeal Bread

  • 150g porridge oats
  • 300ml boiling water
  • 350g strong white flour
  • 200g wholemeal flour
  • 50g sunflower seeds
  • 1 teaspoon of coarse sea salt
  • 2 teaspoons of fast-action yeast
  • 350ml lukewarm water
  1. Pour the oats into a large bowl and cover them with boiling water. Mix with a wooden spoon and leave to absorb for about 10 minutes.

2. Add the remaining ingredients to the bowl and mix them to form a soft dough. Knead by hand or in a mixer (I use a KitchenAid mixer) for about 5 minutes.

3. Oil the bowl and cover it with a tea towel. Leave to rise for about 2 hours (the duration depends on the temperature of your kitchen).

4. Turn the oven on at 200ºC. 

5.Divide and shape the dough into 2 round loaves. Place them on a baking tray lined with parchment paper and dust them with some flour.

6. After 5-10 minutes, place the tray inside the oven and bake for about 45 minutes (because ovens vary so much, your baking time might be shorter or longer).

Enjoy! This bread is seriously good. I hope you’ll give it a try!

Autumn Cake

22/100

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Esta semana que passou foi muito intensa (impostos, prazos, uma criança doente), daí a falta de posts.

Deixo-vos com um bolo de Outono cuja receita partilhei há uns anos (aqui) e que é o bolo que mais gosto de fazer nesta altura do ano. Para todas as pessoas que me seguem no hemisfério norte, desejo-vos uma óptima Primavera!

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It’s been one of those weeks (taxes, deadlines, a sick child), hence the lack of blog posts.

I leave  you with a cake I love to bake every autumn (I shared the recipe here a few years ago). To all of you who live in the northern hemisphere, happy Spring!

Autumn Planting

21/100

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Com a chegada do Outono, estamos a preparar o jardim para a nova estação. Na Primavera normalmente faço sementeiras, mas no Outono tudo parece mais urgente e acabo sempre por comprar pés de plantas no mercado.

Algumas das minhas escolhas foram feitas em função dos meus rapazes: couve-flor (branca e roxa) e brócolos (romanescos e normais) para o Rodrigo, que diz que são os vegetais preferidos dele mas na verdade, quando os vê no prato, não demonstra o mesmo entusiasmo. Beterrabas para o Tiago, que fez as pazes com elas quando comeu uma de cultivo doméstico (muito mais saborosa do que as de supermercado). Os restantes — alhos franceses, alfaces e coentros — são para o benefício de todos cá em casa.

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With the arrival of autumn we’re getting the garden ready for the new season. In spring I usually sow the plants I want to grow but in autumn everything feels more urgent, which means that I always end up buying seedlings instead of seed packets.

Some of my plant choices have been influenced by my boys’ tastes: cauliflower (white and purple) and broccoli (romanesco and the unfancy variety) for Rodrigo, who says they’re his favourites but never shows the same level of enthusiasm when he’s confronted with them on his own plate. Beetroot for Tiago, who has grown to love them ever since he tasted a homegrown one. The rest — leek, lettuce and coriander — were chosen for the enjoyment of us all. 

Zero Waste Grocery Shopping

20/100

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Na Nova Zelândia há uma cadeia de lojas de venda de produtos a granel chamada Bin Inn. Para além de oferecer uma grande variedade de produtos difíceis de encontrar num supermercado normal, tem, quanto a mim, uma enorme vantagem: as pessoas que frequentam a loja são encorajadas a usar os seus próprios recipientes.

Ao longo dos anos tenho comprado um número considerável de frascos de vidro em lojas de caridade, que uso para tudo e mais alguma coisa. São estes os frascos que levo ao Bin Inn. Quando chego, a dona da loja pesa os meus frascos e anota os pesos na parte de baixo de cada frasco. No fim, depois de os frascos estarem cheios, volta a pesá-los e subtrai o peso inicial. Eu venho para casa com as compras já arrumadas e a sentir um grande alívio por ter evitado usar embalagens que rapidamente acabariam no lixo.

Esta maneira de fazer compras é muito tradicional mas também está totalmente na ordem do dia. Integra-se no movimento “lixo zero”, para o qual acordei quando há uns anos li o livro da Bea Johnson, Zero Waste Home. Se não tiverem lido o livro e quiserem ouvir a Bea a falar sobre as suas convicções, espreitem este episódio do The Slow Home Podcast.

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In New Zealand there’s a chain of bulk grocery stores called Bin Inn. In addition to offering a wide range of wholefoods and speciality ingredients that are usually hard to find in a normal supermarket, it has another great thing going for it: its customers are encourage to shop using their own containers.

Throughout the years I’ve amassed a good collection of glass jars from charity shops. I use these jars for anything and everything, and these are the jars I take to Bin Inn. Upon arrival, the shop owner weighs my jars and writes down the weight underneath each jar. When I’m done with my shopping, she weighs them again and subtracts the inicial weight. I come home with all my groceries already put away in their respective containers, feeling relieved I avoided food packaging that would quickly end up in my rubbish bin.

This is both a very traditional, old-school way to shop and a very of-the-moment thing. It’s completely in line with the “zero waste” movement, a movement I first heard about through Bea Johnson’s Zero Waste Home book. If you haven’t read it and want to hear Bea talk about her way of life, you can listen to this episode of The Slow Home Podcast.

1973 Sewing Book for Children

19/100

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Gosto imenso deste livro infantil que descobri numa op shop na semana passada.  Chama-se “Look! I Can Sew” e foi publicado no Reino Unido em 1973.

A maneira como este livro comunica a aprendizagem da costura é mesmo gira. As ilustrações, que seguem quase um esquema de banda desenhada, mostram tanto raparigas como rapazes a coser e a própria introdução diz que “boys enjoy making things as much as girls do” (o facto de isto ser dito tão expressamente só significa que na altura não deveria ser assim tão óbvio). Vemos as crianças a tirar medidas, a cortar moldes e tecidos, a colocar alfinetes, a coser, a engomar, a pintar tecidos, a fazer coisas para eles e para os irmãos mais novos. A linguagem é acessível, nada paternalista nem demasiado infantilizada. Olho para os desenhos e a boa-disposição destas crianças imaginárias contagia-me!

Adoro livros de crafts dos anos 70 e este é uma pequena pérola.

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I’m completely smitten by this children’s book I found at an op shop last week. The title is “Look! I Can Sew” and it was published in the UK in 1973.

The way this book teaches kids to sew is really appealing. The illustrations are presented almost like a comic book and show both boys and girls engaged in sewing. Actually, in the introduction we can read that “boys enjoy making things as much as girls do” (the fact that this is stated in this way can only mean that, at the time, society didn’t take it for granted as we now do). We see children cutting patterns and fabrics, measuring, pinning, sewing, ironing, dyeing and making things for themselves and for their younger siblings. The language is accessible, not patronising nor too infantilised. I look at the pictures and these imaginary children’s happiness and enjoyment is contagious!

I love 1970s craft books and this particular one is a little gem.

 

 

Hand-Painted Fabric aka The Lipstick Cushion

handpainted-cushion-cover

18/100

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Na noite em que estampei aquele tecido com uma batata, usei essa mesma tinta para pintar outra capa de almofada. Inspirada novamente por um tecido da Rebecca Atwood, diluí bastante a tinta com água e usei um pincel grosso de aguarela para fazer estas marcas no pano (ainda aquele lençol antigo de linho grosso… vou ter muita pena quando ele tiver sido todo usado).

Agora que olho para esta fotografia, só consigo pensar em baton. Apesar de não ter sido essa a intenção, a verdade é que, quando misturei a tinta (usei um bocado de tinta encarnada e um bocado de cor-de-rosa fuchsia), tentei aproximar-me do tom de baton que a minha avó mais usava… e acabei por fazer uma interpretação bastante literal desse meu ponto de partida.

Tenho recebido algumas perguntas em relação ao tipo de tinta que uso para estampar tecidos (e aproveito para pedir desculpa por não estar a conseguir responder a todos os comentários… esta história de escrever um post por dia tem muito que se lhe diga). Até agora ainda só usei dois tipos de tinta: 1-tinta para têxteis; 2- tinta acrílica misturada com um aditivo têxtil (em inglês chama-se “fabric medium”… não sei ao certo o nome em português). Na semana passada comprei outro tipo de tinta que ainda não experimentei: “screen-printing ink” (mais uma vez, não sei se em português haverá um termo específico para “ink”… algo mais específico do que simplesmente “tinta”). Também há que use “dyes” (tinturas? corantes?) e lhes adicione um espessante para transformar essa “dye” numa pasta que possa ser utilizada para estamparia têxtil (estou cheia de vontade de enveredar por aqui um dia).

Ouçam, estou longe de ser especialista nesta matéria — estou a aprender fazendo e tenho-me divertido imenso. Encorajo-vos a experimentar estampar umas coisas!

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On the night I stamped that fabric with a potato I also painted another cushion cover. Inspired by this Rebecca Atwood fabric, I watered down the paint and used a thick watercolour brush to make these marks on the cloth (I used that antique coarse linen sheet I love so much… I’m going to be sad when it’s finished).

When I see this cushion I can only think of lipstick. I did think of the colour of my granny’s lipstick when I mixed up the paints (a red and a fuchsia) but now, looking at this photo, I realise that the inspiration came out in a very literal way. 

I’ve been getting a few comments regarding the type of paint I use to print fabrics (and I’m sorry I haven’t been replying to every single comment but this daily posting challenge takes up so much time). Up until now I’ve only used two types of paint: 1- fabric paint; 2- acrylic paint to which I’ve added some textile medium. Last week I bought some screen-printing ink but I haven’t used it yet so I can’t comment on it. Some people even thicken up dyes with a specific print paste (I’m really eager to give that a try one day).

Look, I’m far from being an expert in this field — I’m learning as I go and I’m having so much fun. I encourage you to just tryout a few things and see what you like!