1 Ano de NZ :: 1 Year in NZ

Hoje faz um ano e dois dias que chegámos à Nova Zelândia. Há um ano estávamos a viver num motel e o Rodrigo tomava banhos no lava-loiças. Viemos viver para o outro lado do mundo (“mais longe, só a Lua”, comentou o meu irmão) porque achámos que tínhamos que agarrar esta oportunidade. As pessoas arrependem-se mais daquilo que não fazem do que daquilo que fazem, não é verdade? Nós achamos que sim.
Não vou mentir: foi um ano difícil. A vida é tranquila, mas solitária. As pessoas são simpáticas, mas fazem-me falta as minhas pessoas: a família, os amigos. Poder partilhar a nossa vida com elas. Acompanhar as suas vidas. Rir-me às gargalhadas sem traduções pelo meio. O Rodrigo poder crescer ao pé dos avós. Quem me dera que a Europa fosse mais perto. Que fosse mais fácil, mais rápido e mais barato (e, portanto, mais frequente) visitar e ser visitado.
Foi um ano cheio de desafios e também de coisas boas. Vivemos numa casa óptima, que ficará ainda melhor à medida que lhe formos fazendo obras. Temos um jardim. Não está sempre a chover. O Tiago gosta muito do trabalho.
O melhor tem sido, sem sombra de dúvida, ver o Rodrigo crescer muito e bem.
We arrived in New Zealand one year and two days ago. Last year we were living in a motel and Rodrigo took his baths in the sink. We came to live on the other side of the world (my brother commented that after NZ, only the moon could be farther away from Portugal) because we believed we had to grab this opportunity. People tend to regret more the things they didn’t do rather than the things they did do, don’t you think? We believe so.

I won’t lie: it was a difficult year. Life is peaceful but lonely. People are very nice but I miss my people so much: family, friends. Sharing our lives with them. Being part of their lives. Laughing out loud without a need for translation. Having Rodrigo grow up near his grandparents. I wish Europe was closer. I wish it was easier, faster, cheaper (and therefore more frequent) to visit and be visited.

It was a year filled with challenges but also good things. We live in a great house, one which will be even better once it’s all renovated and redecorated. We’ve got a garden. It doesn’t rain all the time. Tiago loves his work.

The best thing has been, without a shadow of a doubt, watching Rodrigo grow up so much and so well.
(photo© Constança Cabral)

31 thoughts on “1 Ano de NZ :: 1 Year in NZ

  1. Anonymous says:

    Mas já!?!? Passou tão rápido, para nós que ficamos torcendo para que tudo dê certo para vocês!
    Parabéns, Concha e Tiago, pela ousadia e coragem em se arriscarem tão longe de casa e de tudo conhecido! Mas com certeza vale a pena! e quem mais vai lucra de todas essas aventuras será o Rodrigo, que crescerá com uma visão de mundo alargada e variada! Rodrigo está lindo e feliz! Mais uma vez, Parabéns! Abraços, Karin

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  2. Alfred the Pug says:

    Olha que bom que tudo está a correr bem e que o Rodrigo está a crescer tão bem! Realmente, nem parece que já foi há um ano. Eu já estou fora de Portugal há muitos anos. No início era fácil e nem pensava nisso, agora há alturas em que fica mais difícil. Espero que tudo continue a correr bem convosco e que isto seja uma alavanca para um futuro melhor e que vos agrade!Todo o meu apoio e admiração por vós–muita força!!!

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  3. O Mundo da Maria says:

    🙂 Nesta contagem de “1 ano de NZ” lembrei-me dos meus amigos que tb contaram “1 ano depois da partida” neste outubro que passou! Tomo a liberdade de indicar o blog deles, para o caso de, nos antípodas, vos saber bem estar com outros portugueses – http://ruiguimaraes.blogspot.pt/
    http://ruiguimaraes.blogspot.pt/2013/09/um-ano-depois-da-partida.html

    Que o facto de terem saído da Concha, de PT para NZ, vos continue a fazer FELIZES 🙂

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  4. Joana (A menina cos(z)e?) says:

    As saudades devem pesar no coração, mas como tão bem disse, o importante agora é concentrarem-se nos aspectos positivos e saborear o tranquilo crescimento do Rodrigo. 🙂 Uma experiência única, preciosa, que um dia dará os seus frutos. Parabéns pela aventura e desejo as maiores felicidades e muitas oportunidades de estarem com quem mais amam. 🙂

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  5. Rita R says:

    Embora não estando tão longe como a Concha e o Tiago, partilho muitos dos sentimentos que aqui nos fala.
    Pequenas coisas como ter saudades de “Rir às gargalhadas sem traduções pelo meio”, insistem em nos lembrar que estamos afinal numa casa, longe de casa.
    Que tudo continue a correr-vos bem! 🙂

    Yes, it's Rita!

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  6. Ana Brighton says:

    Eu vivo em Londres e, mesmo sendo muito mais perto de Lisboa, sinto exactamente o mesmo. A solidão, as saudades dos que nos são próximos, a falta das gargalhadas sem tradução pelo meio, a nossa MJ a viver longe das suas raízes, a ausência do sol e da “minha casa”. E a dor de sentir que não sei quando consigo voltar porque o meu país não dá oportunidades aos seus cidadãos corroi-nos!

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  7. Ana. says:

    Constança, acompanho-vos desde os tempos de Lisboa, vi-vos realizar um sonho meu, viver no campo inglês, e logo a seguir fazer a minha viagem de sonho – Nova Zelândia! Agora, se daqui a uns tempos trouxeres a notícia de que vais apanhar maçãs para a Tasmânia, juro que me dá uma coisinha ruim! Tenho andado a “picar o juízo” ao meu marido para irmos para a Tasmânia!
    Adoro Portugal, adoro o nosso sol, o nosso ar e, como dizes, adoro ter as minhas pessoas por perto, mas às vezes (frequentemente) apetece-me um pouco de aventura, de vida nómada! Imagino que não seja fácil, mas confesso que ao ver o que partilhas connosco, me dá vontade de fazer as malas!

    Espero que este Natal seja mais alegre, que tenham um pinheiro de verdade, sem ser colado na parede! E espero que não deixes nunca de partilhar as vossas aventuras e as tropelias do Rodrigo! É tão bom para quem está do lado de cá!

    Com um beijo de uma portuguesa que já se considera “tia” virtual! 🙂

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  8. Ana says:

    Concha,

    Era exactamente assim que me sentia quando vivia na Argentina! E nem sequer é nos antípodas…

    Houve uma altura em que adoeci e nem sequer sabíamos a que hospital recorrer (nem tínhamos a quem perguntar). Um isolamento total…

    Com os anos (e o tricot) fui-me integrando, mudei de novo, já mudei outra vez…

    Boa sorte para a vossa aventura no Pacífico Sul e que o Rodrigo continue a crescer bem.

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  9. Ligia Seabra says:

    O tempo não passa depressa, o tempo voa… um ano, passou tão rápido! Sei exactamente o que sentes, pois já vivi fora de Portugal 8 anos e tinha saudades daquilo que descreves e muito mais. Achei que tinha que dar a conhecer o meu País aos meus filhos. A experiência que eles tiveram em viver fora de Portugal foi espectacular e vai ficar com eles para sempre. Agora dou comigo a pensar de que me apetece sair de Portugal já amanhã, embora saiba que não é fácil voltar, mas até que ponto não é mais difícil ficar … Força Concha, e é isso mesmo pensar nas coisas positivas para continuarmos em frente. Desejo-te tudo de bom, a ti e aos teus. O Rodrigo está um amor na foto.

    xx

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  10. lansucci says:

    Nada é para sempre, então vai te fazer bem desfrutar as coisas boas da NZ e alegrar-se com descobertas, aprendizado e crescimento deste lindo num lugar que é agradável, além do mais, fazer amigos é sempre um desafio, e sei que os terá por aí e quando voltares à tua querida terra, sentirás saudade deles que ficarão tão longe de ti. Te desejo felicidades. Bjinho.

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  11. Ceres says:

    Identifiquei-me muito com estas palavras pois fez no mês passado um ano que chegámos à Austrália e a distância tem sido bastante difícil de gerir… Curiosamente, a minha irmã mais velha fez um comentário semelhante que também incluía a minha futura ida à Lua, lol
    Beijinhos e que o próximo ano seja cheio de coisas boas 🙂

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  12. Melbourne Girl says:

    Well done on sticking in there…and also on taking the risk and travelling half way round the world. Adventure should be a big part of our lives, even if it is taking ourselves out of our comfort zones and relocating to another country
    make sure you take the time to visit Australia while you're living in New Zealand too…not just head back to Portugal during your vacations.
    I've loved reading about your moves, from Portugal to the UK and now to New Zealand.

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  13. Anonymous says:

    I understand you so much. I'm living in Canada, and after almost 10 years sometimes I found dificult the day to day living. Abraços.Pamela

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  14. papoila says:

    Já!!!Para nós passou a correr…:)
    O Rodrigo está lindo e ainda bem que tudo tem corrido como deve ser! Imagino as saudades!
    Que tudo continue bem e cada vez melhor!
    xx

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  15. Look says:

    Fez, este mês, nove meses que cheguei à Austrália e partilho de todas as suas palavras. A única diferença é que eu não tenho um Rodrigo para me encher os dias, é uma saudade constante e uma solidão que só nós sabemos.
    Mas como diz, as oportunidades têm que se aproveitar e por isso cá estou, por enquanto bem mas sempre a pensar quando voltarei ao meu país lá tão longe.
    Beijinho Constança

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  16. Unknown says:

    Por curiosidade, fui ver no mapa e constatei que Nova Zelândia está mais próxima ao Brasil que a sua terra. Depois de ler a postagem, fiquei animada, pois tb vou me mudar. Pela primeira vez vou sair do meu estado para morar em outra terra,ainda que brasileira. Mas mudança é sempre bom. Para quem nunca teve coragem, este post é animador. Beijos!

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