Geleia Novamente :: Jelly Yet Again

A primeira vez que fiz doce, jurei para nunca mais. Esterilizar os frascos, não deixar queimar o preparado, atingir o ponto certo, selar tudo hermeticamente, pasteurizar… foi uma grande confusão. Mesmo assim, o doce ficou bom e a partir daí as compotas do supermercado passaram a saber a pouco. Comprei alguns utensílios (sou da opinião de que tudo na vida é mais fácil com o equipamento certo), li muito sobre o assunto (hei-de mostrar-vos os meus livros preferidos) e simplesmente experimentei.
Há uns tempos fiz geleia de amora e maçã silvestre (acho que é esta a tradução de crab apple, mas corrijam-me se não for bem isto). As amoras tinham-nos sido dadas no fim do Verão e congelei-as logo, as maçãs foram compradas numa quermesse de igreja. Esta é uma das minhas geleias preferidas e, apesar de demorar dois dias (é preciso coar a fruta), é muito fácil de fazer. O método é sempre o mesmo: esterilizar os frascos, cozer a fruta, coar, acrescentar o açúcar, ferver furiosamente o preparado até que se atinja o ponto certo, enfrascar, pasteurizar. Um dia hei-de escrever tudo com muitos pormenores mas, por agora, vejam aqui a receita-base do Pantagruel.
The first time I tried making jam I swore I’d never do it again. Sterilising the jars, being careful not to let it burn, testing for setting, pasteurising… what a great fuss it all was. Nevertheless, the jam turned out fine and supermarket jam just never tasted the same. I was hooked. I bought some equipment (I’m of the opinion that everything in life is easier with the right kit), read a lot on the subject (I’ll tell you about my favourite preserving books in another post) and just got on with it.

Some weeks ago I made blackberry and crab apple jelly. The blackberries were given to us in late summer and I immediately froze them and the crab apples were bought at a church sale. This is one of my favourite jellies and although it takes two days for it to be ready, it’s very simple to make. The method is always the same: you sterilise the jars, boil the fruit, strain it, add the sugar, boil furiously until you reach setting point, pour into jars and pasteurise them. One day I’ll write about it in detail but not today because at the moment my hands and feet are absolutely frozen (these old houses without central heating are only fit for tough people and I’m still rather soft).
(photos: © Constança Cabral)

12 thoughts on “Geleia Novamente :: Jelly Yet Again

  1. Geraldine Kiser says:

    I've never made jelly but my mom made a LOT of it. I seem to remember her adding Sure Gel. I think it is fruit pectin. There's a recipe on the box. Mama's jelly was always great!

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  2. Edien says:

    Quando olho para as suas fotos neste post parece que viajo no tempo e vejo um lar dos anos 50/60 em que tudo ou quase tudo era feito pelas donas de casa, com amor e muita dedicação. Beijinhos

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  3. Lenny says:

    Falando em equipamentos certos…
    Para fazer geleias é muito mais fácil se tiver uma centrifugadora. Fazem o sumo de qualquer fruta/legume na hora e depois é só prosseguir com os passos normais de fazer compota. Reduziria o seu tempo de 2 dias para uma manhã :P.
    Mas … à maneira antiga dá sempre fotos e uma nostalgia diferentes.

    Beijinho

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  4. Carla says:

    Ai que saudades dessa maçãs. Comias às mãos cheias.
    Cresci a comer doces caseiros feitos pela minha mãe, pois não havia dinheiro para fiambres e queijos… quando o “rei fazia anos” lá vinha um quarto de queijo e era bem bom. Não havia nada melhor para por no pão, ou comer como sobremesa uma bela compota de fruta.
    Tenho pena de não ter essa disponibilidade de tempo, mas sempre que surge fruta em grande quantidade aproveito a fazer doce para não estragar.
    Beijinhos e parabéns pois o Rodrigo está um fofo… lindo

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  5. Teresa says:

    Olá Concha,

    Que querido, o Rodrigo, a “roer” maçãs… Não há nada melhor do que poder fazê-lo!…
    Não resisti a deixar-lhe aqui a minha experiência acerca de doces e geleias caseiras, que adoro…
    Sempre me lembro de ver a minha mãe a aproveitar a fruta que no verão era abundante, e como não gosto de compotas muito doces, tb eu as faço adaptando receitas, reduzindo açucar e tempos de confecção.
    Como fui fazendo experiências cheguei à conclusão que o açucar pode ser menos de metade do peso da fruta (só demora um pouco mais a apurar), os frascos só precisam de estar bem lavados, e o mais importante, não necessitam de ser pasteurizados… basta que os frascos arrefeçam bem fechados e virados ao contrário, isso mesmo, com a tampa virada para baixo para não haver ar em contacto com a fruta e assim não oxidar!…
    Assim os faço todos os anos e duram de um ano para o outro (ainda tenho doces de 2011 em perfeitas condições).
    Se algum dia experimentar estas dicas, espero que valha a pena!…
    Tudo de bom!
    Teresa

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  6. Ana V. says:

    Acho curioso todos os passos que você usa para fazer as compotas.

    Eu sou bem mais prática e quer queira quer não o resultado é fantástico.

    Lavo,descasco a fruta e corto-a em pedaços coloco numa panela ou tacho junto-lhe metade do peso em açúcar de preferência amarelo, levo ao fogo a cozer em lume baixo e vou mexendo até achar que está no ponto. Se a fruta não se desfizer totalmente com a cozedura e tiver ainda demasiados pedaços trituro um pouco com a varinha, não muito porque gosto das compotas com pedaços. Quando o doce está no ponto desligo e despejo directamente dentro dos fracos bem lavados na máquina na temperatura mais elevada.O doce deve ficar até à borda do frasco, de seguida fecho-os e viro de cabeça para baixo.

    Quando os vou consumir ao abrir eles fazem aquele click que mostra como ficaram em vácuo. Este processo foi-me ensinado por quem se doutorou na área da pasteurização.

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  7. Concha says:

    Obrigada por todas as dicas. Gosto sempre de saber que processos são seguidos por outras pessoas!

    Em relação à pasteurização, eu ao princípio também me limitava a virar os frascos ao contrário, mas li em tantos livros e sites americanos advertências contra isso e a necessidade de, depois de fechados, pôr os frascos em água a ferver durante pelo menos 10 minutos (depende do tempo e da altitude), que decidi não arriscar.

    Ana V., esta conserva em especial demora mais tempo porque é geleia e não compota (fica sem pedaços e completamente translúcida).

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